Brasil Escravocrata

A longa tradição dessa elite escravocrata no Brasil produz casos jurídicos absurdos. Recentemente a Justiça do Trabalho de São Paulo condenou a empresa GR Serviços e Alimentação, que é dona da franquia cafeteria Casa do Pão de Queijo, pela demissão de uma funcionária por ter bebido água durante o expediente.

“Na volta do almoço, o gerente imediatamente me chamou para comparecer ao RH, onde me mostraram uma foto minha bebendo água. Perguntaram se eu sabia que a atitude era quebra de procedimento da loja e insistiram para que eu assinasse o documento que atestasse a minha própria demissão por justa causa” declarou a trabalhadora demitida.

O Golpe e a retirada dos direitos dos trabalhadores atiçou a sanha dos escravocratas. Muitos trabalhadores hoje tem medo de denunciar patrões pois temem dívidas astronômicas por conta dos custos dos processos.

Isso aconteceu em SP imagina nos grotões do Brasil.

Comments

  1. Bento Caeiro says:

    As coisas nunca são tão simples como muitas vezes são expostas ou nos querem dar a entender. E ter atitudes destas como manifestações escravocratas é de um linearismo aberrante.
    Não defendendo a atitude da empresa, que poderia passar apenas por um aviso – se é que isso não teria já acontecido – o certo é que em muitos casos e situações se dão essas recomendações e estão mesmo escritas em termos de comportamentos, métodos e segurança no trabalho.
    Em certos restaurantes, cafetarias e atendimento ao público são mesmo dadas instruções para que os funcionários se abstenham, perante o público, dessas atitudes, podendo fazê-lo no interior do estabelecimento. Assim como em certos serviços, como linhas de montagem, é proibido abandonar o posto de trabalho, sem que antes seja substituído.
    Não sei qual a situação, contudo uma coisa digo: é linear remeter isto para quaisquer laivos de natureza esclavagista. Até porque acontece em qualquer parte do mundo, mesmo na culta Europa do Norte, onde os empregados não andam por ali a entender o público de garrafa de água não mão, como se vê, com frequência, em Portugal.

    • Bento Caeiro says:

      … os empregados não andam por ali a atender o público de garrafa de água na mão …

    • Paulo Marques says:

      Como se sabe, se a empresa manda, é obdecer e calar, mas é diferente da escravatura, em que se obdecia e calava-se, porque se pode ir para a plantação do lado ou morrer de fome. Não é muito mais bela a democracia capitalista?

  2. atento às cenas says:

    os zukas veem escravatura em tudo o que é lado. é como o preconceito. depois querem ser levados a sério. casos semelhantes a esse eu já vi serem denunciados por aqui aos montes.

  3. whale project says:

    E quem é que disse que a triste mulher estava a atender público. Diz-se simplesmente que a mjulher bebeu água durante a hora do expediente. Em oito horas a mulher não podia ter vontade de beber água?
    E já agora, na Europa do Norte até se anda a beber água, quando não é cerveja, desde que se consiga fazê-lo sem o público ver. E aí não se justifica, porque não há o calor que faz por cá. Agora experimente lá estar oito horas a atender público em Alcoutim e veja lá se não lhe apetece beber água.
    Gostava de saber que belos empregos têm quem defende patrões grunhos.

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