A nova ordem mundial em curso

Malcolm Nance discute o best-seller do New York Times, “O enredo para destruir a democracia: como Putin e os seus espiões estão a minar a América e a desmantelar o Ocidente“.

O tom da palestra começa com algum humor.

«Vou dizer-vos uma coisa sobre o mundo da espionagem. Trabalhamos [a equipa de observação] em edifícios, e em salas pequenas, sem janelas e não se consegue entrar numa dessas salas sem uma cripto-chave e uma autorização para ter acesso a essa chave. E tudo o que fazemos é dizer piadas durante todo o dia. A sério, não é nada sério, tal como se vê nos filmes do Jason Born. É apenas piadas seguidas de piadas. Tal como, “Ups, alguém teve um mau dia no Congo, foi o que aconteceu agora. Tiveram outro golpe palaciano? Não! O avião do primeiro-ministro caiu e morreram 40 pessoas.” Literalmente. E depois vem algo espirituoso. “Ele estava no avião?” Claro que ele estava no avião. Está no avião nesta parte do Congo, está no avião naquela parte Congo. É isto que faz a Secção de Observação da Espionagem. Se alguém da comunidade estiver a ouvir, sabem do que é que estou a falar.»

Sem abandonar o registo, logo passa a um tom mais sério, dissertando sobre o que está à vista de todos, mas coberto pelo manto da contra-informação. Toda a informação apresentada está disponível publicamente e pode ser verificada por quem o quiser fazer. A diferença está em ligar as pontas soltas.

Post scriptum
Não é claro a que acidente aéreo se refere Nance. Eventualmente poderá ser aquele onde, entre outros, faleceu Augustin Katumba Mwanke (assessor sénior do Presidente) e onde Matato Ponyo Mapo (ministro das finanças) sofreu graves ferimentos. Como sempre, nunca podemos desligar o sentido crítico perante a informação que recebemos.

Comments

  1. Mr José Oliveira Oliveira says:

    A conversa da treta não conhece limites à paranoia e às cortinas de fumo para esconder a verdadeira guerra à democracia. Os EUA já deixaram de o ser de facto. Querem bodes expiatórios, como sempre.

  2. JgMenos says:

    Trump/Putin é uma aliança sustentada por evidências.
    A resposta errada são as geringonças do ‘tudo a todos’, palhaços do despesismo, agarrados da dívida.

    • João says:

      Contribuiu mais o governo do rapazola do pin para a destruição da democracia em Portugal que todas as geringonças que alguma vez possam aparecer em Portugal e em todos os outros países que sofram da doença da democracia.

    • Paulo Marques says:

      “agarrados da dívida.”

      Estou à espera que a dívida colapse o Japão…


      • espere sentado. Apesar de a dívida do Japão ser maior que a nossa em termos de PIB, a maior parte está nas mãos dos japoneses, logo, não há stress. Por cá estava, e ainda está na mão de bancos e outra bicharada financeira, que são demasiado grandes para falhar, têm os tintins da boyzada nas mãos, e quando os apertam….

        • Paulo Marques says:

          Isso não tem nada a ver, os capitalistas japoneses são iguais aos outros. O segredo é outro, quem manda nas taxas de juro são os estados soberanos porque podem sempre mandar o banco central comprar os bonds ao juro a que oferece… fazendo a emissão de dívida completamente redundante face ao financiamento directo…

  3. João says:

    O ocidente não precisa de nenhum Putin para a degradação da democracia. O próprio ocidente impõe aos eleitores agentes anti-democratas para satisfação dos inimigos da democracia. USA está nas maos dos agentes da anti-democratas, a França teve duas opções todas elas anti-democratas escolheu o mal menor. Portugal teve recentemente um agente com o maior despreso pela democracia. Teve o bom senso de se livrar dele.

Trackbacks


  1. […] e russos, catalisada pelas suas guerras fáceis de ganhar, é mais um passo em direcção à nova ordem mundial, na qual Putin, e não Trump, é o centro que vai resultando da implosão liderada pelo pateta cor […]

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