“10 anos depois está quase tudo por fazer”

Ricardo Paes Mamede, esse Ladrão de Bicicletas.

Porrada nos profs

Parabéns aos lobistas da indústria de conteúdos

 

Drama atinge o hemiciclo enquanto o Parlamento Europeu apoia projecto de lei dos direitos de autor
O Parlamento Europeu aprovou o polémico projecto de direitos de autor nesta quarta-feira (12 de Setembro), provocando aplausos de júbilo e uivos de desaprovação por parte dos eurodeputados no hemiciclo de Estrasburgo.

Particularmente, os artigos 11 e 13 foram ambos aprovados, tendo sido rejeitadas várias propostas de alteração oriundas dos opositores ao projecto.

O Artigo 11 obriga as plataformas de Internet que publicam fragmentos de informação a contratar uma licença do editor original do material, enquanto o artigo 13 pede aos provedores de serviços que monitorizem o comportamento do utilizador como meio de interceptar infracções dos direitos de autor.

Parece tudo aceitável, não parece? Esperem até verem negada a tentativa de carregarem uma selfie num estádio de futebol (1), ou de partilhar um vídeo onde aparece uma televisão a emitir qualquer coisa (2). Ou a partilharem uma gravação vossa de uma música de Beethoven (3). Ou a fazerem uma citação de um livro ou de um jornal (4).

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Este país não é para democratas

Ainda sou do tempo em que jornais livres e imparciais dedicavam grande parte das suas páginas virtuais a alertar os portugueses para o perigo da ameaça estalinista que pairava sobre o nosso país. Do tempo em que o Diabo havia de subir à Terra, só não se sabia bem quando. E ninguém lhes prestou atenção, como as sondagens (manipuladas, claro) iam mostrando.

Três anos e vários apocalipses depois, já com a população portuguesa reduzida a metade, na sequência das grandes purgas comunistas que vitimaram conservadores, liberais, membros do clero, proprietários de colégios privados, dirigentes da CIP e cronistas do Observador, a catástrofe é visível. A fome e o desemprego proliferam, a polícia política encarcera todos os Camilos Lourenços que apanha e os impostos levam cerca de 90% dos rendimentos dos portugueses, que fazem fila à porta do supermercado para comprar um quilo de arroz por valores exorbitantes.  [Read more…]

Rui Rio para a fogueira, já!

Segundo o líder do PSD, a so called “Taxa Robles” (oh, the irony) “não é assim tão disparatada”. Um dia destes ainda aparece numa valeta…

O Jogo

O Futebol, tal como é entendido e se pratica nas principais competições nacionais e internacionais, não é um desporto. É um jogo. O plano operativo desse jogo é uma ciência e uma arte. O plano simbólico é ainda mais profundo do que aquele onde operam as religiões. É muito mais fácil ao Adepto, como se sabe, mudar de crença, do que mudar de clube. A mudança de clube (do coração) equivale a uma transfiguração apenas viável sobre os escombros da estrutura afectiva e da própria personalidade, o que coloca o exercício para lá dos limites homeostáticos – pelo menos, para o comum dos mortais. O Futebol pertence, no que concerne a sua essência psico-social, ao corpo caloso da magia e, por essa via, encontra-se no imperscrutável plano do Inconsciente Colectivo, no nível, ou no mundo, como se diz também, dos Arquétipos.

Houve, talvez desde sempre, um esforço no sentido de não apenas racionalizar as incidências operativas do jogo – a técnica, a táctica e a estratégia em campo (de batalha) -, mas de também compreender e racionalizar a sua dimensão simbólica, o seu capital afectivo, tudo aquilo que, afinal, acontece fora do campo, quase sempre ligado por fios de prata ao coração do Adepto, e  que pode ser transformado em dinheiro, ou seja, em Poder. No fundo, trata-se de trans-substanciar, por meio de processos tributários da magia – mais propriamente da Alquimia – a energia psíquica emergente do Inconsciente Colectivo, numa outra matéria da força, racionalizada e materializada ao limite, expurgada da irracionalidade mítica e transformada em dinheiro. Ou seja, em Poder. O lado oculto do mito. Não sei se me faço entender.

Não há Bispos de duas igrejas. Se houver, mentem. Não apenas mentem, como são mentirosos.

Um mentiroso não pode pertencer ao Corpo do Estado.