Ser do contra…


Ao que parece protesta-se contra a exploração de lítio em Portugal. Na sua maioria serão os mesmos que protestaram anteriormente contra a pesquisa de petróleo ou insultaram quem ousasse sequer discutir sobre uma eventual opção nuclear. Também condenam o consumo de carne, defendem a diminuição da criação animal, o fim dos eucaliptos que alimentam as celuloses, criticam a cultura do olival. Também são contra o turismo, aviões, automóveis e indústria em geral, assim de repente não me lembro de alguma que seja do agrado desta gente, à excepção dos computadores, smartphones e gadgets tecnológicos. Ainda não consegui perceber se querem mais subsídios da U.E. ou regressar à idade da pedra.
Portugal está longe de ser um país do terceiro mundo, em que cada um faz o que quer, tem na sua legislação preocupações ambientais, mas há quem esteja sempre contra tudo o que sai da agenda que tentam impor. Depois admiram-se quando o povo se farta e elege políticos que roçam a boçalidade.

Comments

  1. abaixoapadralhada says:

    Uma brilhante bostada este post

  2. António Martinho Marques says:

    António Martinho Marques No Alentejo e na Estremadura manifestam-se contra a exploração de gás: nos litorais vicentino e Algarvia, contra a exploração de petróleo; na Serra da Estrela junta-se um amontoado de manifestantes contra a exploração do lítio que se sabe já existir muito e valioso nas terras montanhosas das Beiras e Trás-os-Montes… afinal, esta gente do “contra” vive de quê? Do ar? Da Segurança Social? Tem bens ao luar? Ou segue o patriótico conselho e vai dar o coiro na emigração?…

  3. E o burro sou eu ? says:

    Pura demagogia, perfeitamente em sintonia com os post anteriores do Sr Antonio Almeida, a que me dei o trabalho de ir ver

  4. Rui Naldinho says:

    Vamos lá por partes:
    Na Alemanha produzem-se automóveis BMW, Mercedes, VW, Áudio, Porsche, Opel, isto em carros. Produzem-se máquinas de jardim e moto serras, Stihl; tractores Deutz; material eléctrico Bosch e Siemens; indústria química, Bayer; motos BMW, calçado com base em cortiça, Birkenstock; exaustores Bora, aviões Fokker, … eu sei lá que mais produzem aqueles “boches”.
    Até tem uma companhia aérea, a Lufthansa, com preços mais baratos do que grande parte da concorrência Europeia.
    Levei a minha juventude a ouvir nomes como Blaupunkt, Grundig, Telefunken, Zundapp, NSU, … blá blá, pardais ao ninho!
    Nós temos o Jerónimo Martins e a Sonae, na mercearia e nos telemóveis, o Amorim nas cortiças e nos carburantes, a Mota na Construção Civil, grande parte dela por conta do Estado, …!
    Há aí alguém que queira mesmo ser empresário sem negócio de renda garantida, correndo riscos, mesmo com algum apoio da estruturas governamentais?
    Era bom, era! Mas não era a mesma coisa!

    • António de Almeida says:

      Caro Rui
      Sabe perfeitamente o que penso dos empresários que buscam a renda garantida. Também não ignoro a política comercial chinesa, o proteccionismo de Trump…
      Mas não é por aí que escrevi este post, mas porque há gente que está contra tudo. Mesmo que sejam pertinentes várias reticências que apresentam, jamais apontam soluções alternativas.

      • Rui Naldinho says:

        Meu caro, desculpe-me dizer-lhe isto.
        Nós, Portugueses, e falo na nossa elite empresarial, só não somos o Brasil, porque não temos a Amazónia. Tivéssemos nós a Amazónia, e era um ver se te havias! Tudo isto com o beneplácito do Poder político.
        A nossa elite empresarial é a maior corruptora de Portugal. E alimenta os corruptos da política. Ainda agora andei lá por fora, e não há praticamente supermercados abertos ao domingo. Aqui, um ministro da economia que mais tarde veio a trabalhar com a Sonae, não descansou enquanto aquilo não abria das 08h30 às 23h00, sete dias na semana.
        Tenho um enorme respeito pelas pequenas e médias empresas, inovadoras, do calçado às tecnológicas, algumas delas familiares, que tentam sobreviver, muitas vezes com enormes sacrifícios.
        Agora, não me venham dizer que explorar o lítio é um bom investimento. Eu até era capaz de relevar tudo isso, fôssemos nós os maiores produtores de baterias de lítio do mundo, fossem elas para o que fossem. Mas o normal é sermos o início da linha de produção, a extração. Depois vem os outros. Nós ficamos com o lixo. Mas pior, é ser o dinheiro dos contribuintes a removê-lo.


        • Não sei o valor que o lítio terá na economia, já li quase tudo e o seu contrário, ainda está longe de percebermos se o futuro do automóvel será mesmo o motor eléctrico por exemplo.
          Mas desde pequeno que ouço lamúrias de não termos petróleo, hoje em dia já nem queremos saber se o temos.
          Critica-se o eucalipto apesar de termos celulose, critica-se a oliveira, apesar de produzirmos azeite…
          Mas afinal vamos viver de quê? Subsídios?

          • Paulo Marques says:

            Não há pais desenvolvido estável que viva à custa da extracção. Ponto final.

    • JgMenos says:

      Mais um inteligente que faz de conta que não conhece a estrutura industrial do país e o brutal domínio de micro e pequenas empresas!

      • Paulo Marques says:

        É só empreendedores neste país! Sabe com que países temos isso em comum?

      • Rui Naldinho says:

        Se não fosses mesmo néscio, saberias que nenhuma empresa de extração mineral pode ser uma micro ou pequena empresa.
        Ou então deves estar armado em garimpeiro de Paço D’ Arcos!

  5. Paulo Marques says:

    Quanta misturada que para aí vai… Não se quer minas de lítio porque ninguém vai fazer o tratamento adequado dos resíduos, senão continuava a ser mais barato em sítios onde o ordenado ainda é mais baixo. O petróleo idem, com a agravante de lá ir a (suposta) mina da costa nacional para o turismo. Nuclear, só se for com o controlo de quem fica sempre com a factura, mas nem me parece que haja local adequado. A cultura intensiva do olival não tem o mínimo de sustentabilidade, é tirar tudo ao solo e daqui a uns séculos pode ser que se possa usar para outra coisa.
    O resto não é ser contra, é ser contra que não se reconheça o papel na destruição do clima que nos permite ir sobrevivendo. Coisa pouca, eu sei, perante a liberdade de ter tanto capital a fugir para paraísos fiscais. Loucuras.

    Quando aos subsídios da UE, preferia ficar sem eles e as empresas dos amigos dos governos do que pagar a factura do DB com a destruição da infra-estrutura do país. São escolhas.


    • Tudo muito bonito, mas perdendo os subsídios e abandonando a produção, qual seria a riqueza do país?
      Nos tempos do orgulhosamente sós, tínhamos as colónias, hoje não estou bem a ver o que temos…

      • Ana A. says:

        “…hoje não estou bem a ver o que temos…”

        Hoje temos grandes jovens cientistas na linha da frente em quase todas as áreas (é o que rezam as notícias que nos vão enchendo de orgulho), e por isso, talvez possamos começar a investir na investigação científica, para descobrir a forma de os humanos e todas as espécies vivas, sobreviverem (e serem “felizes”), à catástrofe ambiental que nos irá suprimir…

        • António de Almeida says:

          A investigação científica trouxe-nos aqui. Confio que a mesma continuará o seu caminho e nem imaginamos hoje o que acontecerá daqui a 1 século, como seguramente nossos antepassados não anteciparam o presente…

          • Ana A. says:

            “A investigação científica trouxe-nos aqui.”

            Não sou apóstola das inevitabilidades…logo, os caminhos que a humanidade percorre têm pressupostos e são esses que têm que ser alterados, isto, se acharmos que o desígnio final do Homem não é destruir o seu habitat!

      • Paulo Marques says:

        « perdendo os subsídios e abandonando a produção»

        Perdendo que subsídios de onde? Perdendo os subsídios da Eurolândia com que ficamos para mandar directamente para quem os manda em produtos que nos obrigaram a deixar de fazer, é isso?
        Epá, sei lá, fazer coisas é complicado, nem temos histórico de gente inteligente a arranjar soluções criativas e mais baratas, é melhor sermos um país de empregados de mesa. /s

  6. Anonimus says:

    Uma manifestante falava contra a exploração de lítio na Serra da Estrela. Ironia das ironias, empunhava um telemóvel cuja bateria contém… pois.
    Presumo que esse lítio que permite à malta ecologista andar de carro eléctrico e marcar reuniões via facebook venha de algum lado. Onde os desgraçados não têm direito a protestar.

    • Fernando Antunes says:

      As baterias de lítio existem em todos os telemóveis, é verdade, mas são na verdade pouco eficientes e desgastam-se com facilidade. Mais de 50% dos telemóveis são substituídos por causa precisamente da… bateria. Inserem-se na política de obsolescência programada de praticamente todos os dispositivos que compramos. Existem testes com baterias sem lítio, que não necessitam de ser carregadas tantas vezes, e dão uma autonomia incomparável, mas o problema é sempre o mesmo: dão muito menos lucro.

      Acredita-se aliás que em menos de duas décadas, o lítio poderá estar, como tantas outras coisas outrora vistas como insubstituíveis, ultrapassado.

      • Paulo Marques says:

        Existem testes com baterias sem lítio, que não necessitam de ser carregadas tantas vezes, e dão uma autonomia incomparável, mas o problema é sempre o mesmo: dão muito menos lucro.

        O problema é serem testes que revelam problemas. Não tenha dúvidas, quem inventar a próxima bateria ficará rapidamente no topo da lista de pessoas mais ricas do mundo.
        Não é que não haja obsolescência programada, mas é em três coisas: baterias pequenas, não substituíveis facilmente e com ciclos de carregamento agressivos. Nada disso acontece com carros eléctricos, por exemplo, onde as baterias duram muito mais tempo.

    • Paulo Marques says:

      Portugal só poderia ser competitivo (na extracção de um metal relativamente comum) fazendo o mesmo que os outros: tendo baixos salários e arcando com o problema da poluição severa. É um grande legado para as gerações futuras…

  7. Fernando Antunes says:

    Sim, se a humanidade não alterar o seu rumo em termos de consumo e de irreprimível impulso de exploração de recursos energéticos não-renováveis, vamos em breve estar muito pior do que na idade da pedra.

    Consciente ou inconscientemente, estamos a transformar o planeta Terra numa gigantesca pedra inabitável.

    Entretanto, Mr. Trump (assim como todos os outros representantes da última fase do capitalismo) continua a enfiar a cabeça na areia e a mostrar toda a sua estupidez sobre a sua ideia de como lutar contra as alterações climáticas:

    https://www.theguardian.com/us-news/2019/aug/26/donald-trump-suggests-nuking-hurricanes-to-stop-them-hitting-america-report

    Isto são as pérolas habituais que saem desta cabeça cor-de-laranja genial. Uma bomba nuclear para travar um furacão — são mesmo estas as respostas imbecis da Direita para os problemas climáticos. Isto é mesmo verdade. Estamos entregues à bicharada (digo “bicharada” no mau sentido — no entanto, considero cada vez mais os animais irracionais bastante mais inteligentes que o Homem, pois não destroiem o seu habitat nem o seu planeta). Tal como o capitalismo, acho que o planeta também está já na sua fase final. A não ser que muita coisa mude…. E as pessoas finalmente despertem. Mas o tempo começa a escassear.

  8. Rui Cosme says:

    “no entanto, considero cada vez mais os animais irracionais bastante mais inteligentes que o Homem,” isto é uma óbvia estupidez (desculpe a linguagem crua) da sua parte. Apesar de haver muita gente a dar mais valor aos animais do que às pessoas e a votar no PAN, eu sou contra.

    • Quem diz é quem é! says:

      O facto do amigo Cosme não concordar com algo, não faz disso uma estupidez, e muito menos uma estupidez óbvia.

      Uma óbvia estupidez é assumir como estúpido aquilo de que se discorda, apenas porque se discorda…

      Outra óbvia estupidez, é o que o bicho auto-apelidado de Homem anda a fazer ao planeta que (por enquanto) o deixa habitar nele. Coisa que mais nenhum bicho, para não dizer Ser Vivo, faz…

      O planeta Terra, ao contrário do bicho Homem, não é antropocêntrico…

    • abaixoapadralhada says:

      Honra seja feita a S. Francisco Xavier, que deu valor e amou os animais, a padralhada pedófila, diz que os animais não tem qualquer valor, porque não têm “alma”.
      Talvez seja por isso, que a máfia de Roma, considera os frades Franciscanos como ordens menores. Contudo, estes são os que estão ao lado das pessoas a ajuda-las nos seus problemas.

  9. estevesayres says:

    “No 18 Brumário de Luís Bonaparte, Karl Marx citou a famosa frase de
    Hegel de que a história se repete e acrescentou: “A primeira vez como
    tragédia, a segunda como farsa”. E eis que o governo Costa , com
    seus arroubos e personagens grotescos, nos faz lembrar de um trágico
    período, nem tão distante, que parece ser a matéria-prima do enredo”!!!….

  10. JgMenos says:

    «se a humanidade não alterar o seu rumo em termos de consumo»

    A Grande Frase!

    Estranho é que esta mesma gente, quando o pessoal reclama mais altos salários não se interrogue:

    para que é que esta gente precisa de mais dinheiro Não irão consumir mais e com isso contribuir para a destruição do planeta?

    Verdadeiramente ecologista é o governo chinês: criou já um BigBrother e uma coleira para cada cidadão, para o valorizar pelo que faz,
    Um instrumento essencial à verdadeira luta ecológica.

    • Paulo Marques says:

      Quem dera aos teus clientes poderem fazer o mesmo, mas já nem o telemóvel e o PC podem controlar. Um desperdício.

      Crescimento económico \= mais produtos mais poluentes. Os jardins também se pagam, direitolo. E a renovação de casas para serem mais eficientes e por aí adiante.

    • anticarneiros says:

      Ratazana de esgoto

      Só dizes merda mesmo !

  11. JgMenos says:

    Imagine, os ecologistas a seguinte mensagem governamental: foste para a praia nas Malvinas quando tinhas ali ao lado a praia de Lavadores tão rica em iodo? Vais punido com seis meses de vegan nº3.

  12. Abel. Barreto says:

    Mas o Sr. António de Almeida deu-se ao trabalho de saber por que se protesta? Parece que não. Uns são contra tudo; outros estão sempre a favor mesmo que a ideia seja disparatada.

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