Onde colocar um aeroporto perante a subida do nível das águas do mar?

O degelo dos glaciares, com a consequente subida do nível das águas do mar, está longe de ser um mito – que o digam, por exemplo, os noruegueses.

Sendo um aeroporto uma obra para funcionar durante décadas, onde é que se deve construir um nova infraestrutura destas?

Junto ao nível do mar, obviamente.

Comments

  1. Jose Cecilio says:

    O problema em Portugal não e só a subida das aguas. A placa continental esta a afundar. Existem já normas e princípios sobre a construção em áreas abrangidas pela faixa vermelha ou seja as zonas que primeiro vão ser inundadas. e não estamos a falar de décadas mas sim em 2025/ 2030.


  2. Estou curioso para ver o que o lobby interessado em construir no Montijo, vai argumentar sobre esta evidência

  3. Julio Rolo Santos says:

    Parece-me que os decisores políticos continuam a não levar a sério as alterações climáticas que já estão a acontecer e eue se espera pelo seu agravamento a muito curto prazo daí não se entender a escolha do Montijo para a construção do novo aeroporto. Porquê um novo aeroporto quando há um sobreaproveitado a poucos quilómetros de Lisboa? Estou a referir-me ao aeroporto de Beja aonde recentemente aterrou a maior aeronave, sem o mínimo de dificuldades. Não há infraestruturas rodoviárias nem ferroviárias decentes a estalecer a ligação entre as duas cidades? Facam-nas porque os custos certamente que serão incomensuravelmente muito inferiores e de menor risco do que a construção do aeroporto naquela região.Se este governo está tão empenhado em desenvolver as regiões menos desfavorecidos, como tanto apregoa, porque é que não aproveita esta situação para para dar o sinal nesse sentido? Ou a descentralização é só conversa fiada?

    • mdlsds says:

      Enquanto a linha ferroviária que serve Beja continuar a vergonha que é, de facto, aquele aeroporto ficará ao abandono. A descentralização é mesmo conversa fiada. Ter uma capital europeia a duas horas, no máximo, de distância numa viagem que seja confortável e com condições de um país tão apregoado em matéria de turismo, pode ser ainda mais apelativo para quem nos visita em passeio. Digo eu que não percebo nada de nada. Só sei que aquilo está abandonado, dinheiro gasto e de nada serviu o Alentejo. Enfim…

  4. Rui Naldinho says:

    A localização do Aeroporto de Lisboa tem muito mais a ver com a especulação imobiliária no interior e em redor da capital, com a valorização dos espaços demográficos da área metropolitana; maior ou menor oferta de mais valias daí emergentes, do que qualquer outra razão substantiva de sustentabilidade ambiental.
    Com isto não estou a menosprezar os problemas ambientais no Montijo, são reais, problemas esses que também existiam nos outros locais onde o Aeroporto se colocou como hipótese, ainda que de outra índole. Agora reconheça-se uma coisa. Já só falta levar o aeroporto para Tires.
    Num país pobre como Portugal, a economia privada gravita muito em redor das decisões políticas sobre os investimentos públicos. E o aeroporto do Montijo sendo pago pela VINCI, será feito num espaço militar. Uma base aérea. Em abono da verdade a decisão é do governo e não da VINCI.
    O que foi determinante na mudança do aeroporto de Alcochete, para o Montijo, uma solução bem pior, pelos vistos, foi o negócio imobiliário.

  5. Paulo Marques says:

    Há quem tenha construído meio país abaixo do nível do mar, isso não é necessariamente impeditivo. Mas convém planear invés de ser mais uma coisa a empurrar para o futuro, onde só será corrigido tarde demais porque não há dinheiro.

  6. Luís Lavoura says:

    O mar está a subir a somente 3 milímetros por ano, o que é basicamente irrelevante.
    As previsões são que isto acelere mas, mesmo assim, daqui a trinta anos só deverá ter subido meio metro. Duvido que isso seja suficiente para inundar o aeroporto (embora já seja suficiente para lixar a Barra em Aveiro).
    Só esticando muito as previsões (com o degelo total da Gronelândia, por exemplo) é que se consegue que o mar suba muito mais que meio metro até 2050.

    • Paulo Marques says:

      Infelizmente, o mar não está parado e quietinho, nem as previsões pessimistas se têm revelado assim tão pessimistas.

  7. Daniel says:

    E continuam a contruir na baixa de Lisboa?
    Como estará quando o aeroporto estiver inundado?

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