Mais vale tarde do que nunca?

Lá do fundo do profundo estado de coma em que se encontra, o SPD alemão dá um tímido sinal de vida: SPD elege novos líderes críticos à coligação com Merkel.

Surge assim uma esperançosa luzinha ténue de que a social democracia possa voltar a ocupar o seu lugar histórico ao lado dos mais desfavorecidos. Os novos líderes do partido, Norbert Walter-Borjans e Saskia Esken declaram: “Somos simplesmente de opinião que nos últimos 20 anos a política do SPD seguiu fortemente o espírito neoliberal”.  Ora nem mais.

A ver veremos se não acordaram tarde demais.

Comments

  1. Pedro Vaz says:

    Continuam a ser pelo genocídio por substituição étnica dos Alemães, continuam a ser por mais concentração de poder na UE e ONU, continuam a ser pela balela do “combate as alterações climáticas”, continuam a ser pela ideologia de género, continuam a ser pela promoção da homosexualidade e feminismo, continuam a ser pela política agressiva contra a Rússia, continuam a ser pro NATO, continuam a ser…etc…etc…etc.

    Em resumo: Continuam a ser Neo-Liberais e as críticas são mais do mesmo teatro que já fazem desde que se coligaram com a CDU/CSU. AfD é o unico partido que serve o povo Alemão e não a cruel Nova Ordem Mundial.

    • Ana Moreno says:

      Que caldeirada, Pedro Vaz. Acho que as cidades e os rios também ainda continuam no mesmo lugar. E felizmente todos os outros partidos continuam a pôr a AfD no seu lugar isolado de extrema-direita, onde faço votos que acabe por sucumbir. A mudança no SPD poderá ser um passo nesse sentido. Estou a torcer.

      • Pedro Vaz says:

        No geral não muda nada, no máximo o SPD pode recuperar os votos que perdeu para os Verdes e o “Die Linke” só isso. Quanto ao AfD está para ficar e para crescer á medida que a imigração em massa do Globalismo/Neo-Liberalismo continue a transformar a Alemanha em um buraco hostil aos Alemães, o SPD não tem influência nenhuma neste processo.

        • Paulo Marques says:

          O que torna a Alemanha hostil aos alemães é ter um consenso de que quanto mais alto for o superavit e mais precário o trabalho, melhor está a economia. Incluindo a emigração, sim, mas principalmente de europeus face à imposição da mesma teoria nos restantes países.

    • Paulo Marques says:

      Sim, pá, prometem descontos nas repartições de finanças para casais gays muçulmanos que façam derreter o gelo e sejam a favor do bombardeamento nuclear de Moscovo em conjunto com os judeus. É isso mesmo.

    • British says:

      Faltou-te acabar com “Heil Hitler”

      • Pedro Vaz says:

        Hitler foi criado pelas mesmas pessoas que criaram a URSS…tinhas que comer muito sopinha para perceber isto. Um dos objectivos da criação do Hitler e da 2º GM foi tornar o Nacionalismo um “papão” pois o Nacionalismo é e sempre foi a unica força capaz de lutar contra os super-ricos. Pega lá um bocadinho de sopinha:

        • Democrata_Cristão says:

          Para um neo nazi como tu, dizer isto
          “pois o Nacionalismo é e sempre foi a unica força capaz de lutar contra os super-ricos.”
          só não é ridículo, como preocupante.
          Hitler foi colocado no poder pelos super ricos, para defender os seus interesses.

          • Pedro Vaz says:

            Os super ricos que armaram a URSS até aos dentes e controlavam os Aliados Ocidentais. Hitler só serviu para começar a guerra. “Defender os seus interesses” LOL! Atiraram toda a sua máquina de guerra contra a Alemanha mas o Hitler estava a defender os seus interesses!

            Só falta dizer que o Pinto Balsemão e os super-ricos são contra a imigração! eheheh…

          • Democrata_Cristão says:

            Os neo nazis no seu pseudo combate aos super ricos.
            “Os super ricos que armaram a URSS até aos dentes”
            Simplesmente ridículo,
            Não admira que Hitler tenha chamado a sua ideologia de “Nacional Socialismo”, para enganar os distraídos ou totos.
            Passados estes anos todos, continuam a existir totos e a tecnica dos neo nazis é a mesma: fingir que combatem os super ricos.

          • Paulo Marques says:

            Os capitalistas estrangeiros já estavam a intervir na Rússia em 1917 para que os soviets fossem à vida (fenómeno que se repetiu desde então).
            O problema é que os interesses de Hitler incluíam o deslocamento e a chacina de milhões de pessoas para obterem espaço para viver. Mas nem foi isso que moveu os aliados, só mesmo a invasão de França é que os fez mexer: nem a Áustria, nem a Checo-Eslováquia, nem a Polónia os levaram a fazer grande coisa.

          • Democrata_Cristão says:

            Paulo Marques

            Se a batalha de Estalinegrad tivesse corrido bem para Hitler e não tivessem medo que o exercito vermelho avançasse para Oeste, como de facto em parte veio a acontecer, os americanos iriam esperar mais algum tempo para ver como a guerra corria para Hitler na URSS. Mas com a França ocupada e com o Exercito Vermelho a derrotar os nazis, não podiam esperar.
            Mas estar a responder a um neo nazi que diz que as alterações climáticas são uma balela, é deitar pérolas a porcos

  2. Rui Naldinho says:

    Muitas voltas na tumba deve já ter dado Ferdinand Lassalle, com este SPD Alemão, dos últimos trinta anos. O SPD vendeu-se ao capitalismo mais desregrado de que há memória. Em vários países, em vários continentes.
    Trocando por miúdos, ou de uma forma corriqueira, digamos que a Social Democracia não é mais do que uma revisão crítica do capitalismo liberal, após a revolução industrial, tentando envolver o Estado na minimização dos impactos negativos, desse capitalismo, nas classes mais desfavorecidas.
    Foi a Social Democracia que criou as chamadas classes médias. Como também foi a Social Democracia que criou o Estado Social.
    Acreditou-se num determinado período, que o capitalismo sucumbiria perante a sua própria incapacidade de se auto regenerar. Até pode ser que sim. Mas não vislumbro no curto prazo esse desiderato. Agora, há uma coisa que me parece crucial, e não regredirmos.
    Enquanto os partidos Sociais Democratas não fizerem uma autocrítica sobre as suas responsabilidades no processo que levou a globalização para este caminho, completamente enviesado; contrariamente ao que se apregoa, levou a parcas melhorias de vida nos países mais pobres, basta perceber que os fluxos migratórios para os chamados países ricos, nunca estiveram tão fortes como hoje, o que por si só contraria todos os iluminados que defendem o contrário.
    Mesmo a China, o Vietname, o Camboja, o Bangladesh, entre outros, que beneficiaram com a globalização, continuam ainda hoje governados por ditaduras comunistas ferozes. Caricato, neste caso dão um imenso jeito ao capitalismo, como se percebe pelos comentários de alguns opinadores.
    Em resumo, não acredito que vá haver alguma mudança. Basta ver os ziguezagues dos trabalhistas ingleses sobre o Brexit, para se perceber que está gente quer estar bem com Deus e com o Diabo.
    Assim não dá.

    • Ana Moreno says:

      A respeito da globalização subscrevo, Rui, e estou com muita curiosidade em relação ao resultado da votação para ratificação do CETA no Bundestag, que ainda não está marcada, mas terá de acontecer. Em 2016, com alguns truques Sigmar Gabriel conseguiu calar os protestos dentro do partido. Veremos o que acontece agora. Não quero desacreditar totalmente.

      • Rui Naldinho says:

        Olá, Ana

        Pois, também eu vou aferir a partir de agora, os passos que esta gente vai dar. Em especial ao sentido de voto para a retificação do CETA, no Bundestag.
        Eu já vi tanta pirueta, … por vezes fico convencido de que eles são todos iguais, apenas estes põem mais poesia e música no discurso, para nos embalar a alma.
        Na política, nem tudo pode ser consensual. Por vezes é necessário fazer a ruptura, a bem da nossa saúde, física e psicológica.

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