Um molho de Nuno Melo, Salazar e Pavlov

O eurodeputado Nuno Melo criticou a presença de Rui Tavares num dos programas da nova tele-escola, como se pode ler no tuíte que encima esta prosa.

Como ainda não tinha assistido a nenhuma aula, resolvi ir ver, não fosse, por uma vez, Nuno Melo ter razão, algo de que ninguém está livre (peço desculpa pelo adjectivo, porque pode ser visto como uma alusão subliminar ao partido fundado por Rui Tavares).

Na realidade, Rui Tavares é um homem de esquerda, com passagens por alguns partidos. Nunca se sabe se poderia ter aproveitado a oportunidade para catequizar as pobres criancinhas de 5.º e 6.º ano. Por outro lado, Rui Tavares é doutorado em História, com obras publicadas na área, o que, por estranho que possa parecer, faz dele alguém especialmente habilitado para ensinar História. Há pessoas assim multifacetadas: tenho um amigo bancário cuja condição profissional não o impede de conceber uma magnífica carne de porco à alentejana.

No vídeo, ficamos a saber que Rui Tavares não foi “escolhido para a tele-escola”, o que, de resto, seria tão grave como escolher um matemático para falar de Matemática. Na verdade, Rui Tavares surge num vídeo do programa Memória Fotográfica. O vídeo em que aparece é, portanto, uma citação. Espero que ninguém se lembre de criticar referências a José Mattoso em manuais de História, quando a matéria é Idade Média: Mattoso chegou a ser um monge beneditino, o que pode ser visto como uma tentativa de arrastar jovens para conventos.

Ainda assim, esse programa poderia ser um comício disfarçado. Mesmo que Nuno Melo seja um defensor apaixonado das virtudes de Salazar, não sei como poderá negar as afirmações de Rui Tavares naquela rubrica de menos de dez minutos. Nunca o saberemos, porque Nuno Melo não apresenta um único argumento que não seja a presença de Rui Tavares, confundindo o historiador com o político, o que faz sentido, porque são extremamente parecidos: há pessoas que, quando passam por mim na rua, chegam a confundir-me comigo.

Se Nuno Melo não viu o programa, talvez este tuíte seja, afinal, o equivalente às secreções do cão de Pavlov: se vê um homem de esquerda a falar, é porque está a dizer coisas de esquerda e a tentar convencer toda a gente a ser de esquerda, que é o que fazem os homens de esquerda.

Lembrei-me, a propósito, de Pedro Mota Soares e de Ana Caroline Campagnolo. Será que Nuno Melo é feito da mesma massa?

Comments

  1. Carlos Almeida says:

    Boas

    Eu tinha Nuno Melo numa pessoa de direita, de um partido que nunca se desligou do passado, mas que não era estúpido.
    Mas quando ele diz que Rui Tavares foi “escolhido para a Tele-Escola destilando ideologia e transformando alunos em cobaias do socialismo”, a minha consideração pelo Sr Nuno Melo, caiu a pico. Passou a ser mais um leitor de cassetes o que é uma pena.
    E estou à vontade porque nem sequer gosto muito do Rui Tavares e do que defende.
    Mas o Nuno Melo e a direita que ele defende está desesperada

    • armpereiraando says:

      pode não concordar com as suas ideias políticas, é legítimo, naturalmente, mas Rui Tavares tem obra de mérito, inclusive como divulgador de História; ultimamente tem feito uma série de podcasts para o Público que são muitíssimo interessantes

    • Paulo Marques says:

      Não é a primeira vez que Melo dispara inverdades facilmente desmentidas, ou ódio primário sem um mínimo de razão.Tudo o que tenho visto do homem está ao nível do Menos há vários anos.

  2. luis barreiro says:

    Este rui tavares não o mesmo que jurava que nunca existiram os gulags?

    • António Fernando Nabais says:

      Não faço ideia se ele afirmou isso, mas uma hiperligação talvez possa resolver o problema. Se tiver feito esse juramento, o Nuno Melo passa a ter razão?

    • POIS! says:

      Pois foi!

      Sim, disse isso, e também que D. Afonso Henriques era egípcio e que Camões era analfabeto. E também escreveu um livro sobre o Terramoto de 1755 ode tenta provar que aquilo foi orquestrado pelo Marquês como desculpa para se livrar do resto dos Jesuítas e a pedido dos seus amigalhaços empreiteiros. A prova, segundo ele, são as duas toneladas de TNT encontradas intactas durante as obras do Metro no Terreiro do Paço!

      Eu ainda não tive tempo de ver (nem quero, porque sofro so coração!), mas aposto que o Tavares lançou a atoarda de que na Exposição do Mundo Português tinham trazido de África uns pretinhos para a população local poder observar e até apalpar!

      Doutrinação de cobaiazinhas é o que é!

  3. Daniel says:

    O que esperar de um parasita mentiroso, manhoso e populista como esse Nuno Melo?
    É uma nulidade em tudo – até nos tweets!…
    Estava tão bem junto com o Ventura…

  4. JgMenos says:

    O Palhaço Esquerdalho acha oportuno citar que, ao tempo da Exposição do Mundo Português, Lisboa era uma cidade mais triste que as capitais na Europa em guerra, e citando um francês, logo ocorre que Paris ocupada pela Alemanha nazi estaria mais alegre.

    Não há pior fdp que um esquerdalho a dar-se ares de intelectual e historiador e, e é este lixo que povoa o ensino público!!!!

    • António Fernando Nabais says:

      Ó menos, filho, acho que te esqueceste de um ponto de exclamação no fim.

    • Alex says:

      «Le Portugal se cramponnait à l’illusion de son bonheur. Lisbonne, qui avait bâti la plus ravissante exposition qui fût au monde, souriait d’un sourire un peu pâle, comme celui de ces mères qui n’ont point de nouvelles d’un fils en guerre et s’efforcent de le sauver par leur confiance: “Mon fils est vivant puisque je souris…” (…) Et je trouvais Lisbonne, sous son sourire, plus triste que mes villes éteintes. (…) Mais le Portugal essayait de croire au bonheur, lui laissant son couvert et ses lampions et sa musique. On jouait au bonheur, à Lisbonne, afin que Dieu voulût bien y croire. Lisbonne devait aussi son climat de tristesse à la présence de certains réfugiés. Je ne parle pas des proscrits à la recherche d’un asile. Je ne parle pas d’immigrants en quête d’une terre à féconder par leur travail. Je parle de ceux qui s’expatriaient loin de la misère des leurs pour mettre à l’abri leur argent.».

      Antoine de Saint-Exupéry “Lettre à un otage” 1943.

      • JgMenos says:

        «às escuras» não bastava ao coirão para pintar os horrores do país sob o Estado Novo.

        Estes fdp pintam tudo de negro no passado para buscarem algum brilho para o esterco que constroem em cada dia; renegados sem pátria e sem vergonha.

        • POIS! says:

          Pois é!

          Mas estou certo que é possível repor-se a verdade. Eu não, que sou um simples ignorante, mas um intelectual de grande cravadeira como é o caso de V. Exa. bem que poderá mandar um mail ao Saint-Exupéry a pedir que corrija a má impressão causada pelo texto. Pode pedir que o substitua por uma ode aos pastéis de Belém, por exemplo. Daria uma imagem muito mais positiva da gloriosa Era Salazaresca.

        • POIS! says:

          Pois tá bem mas…

          Há coisas que não ajudam! Aquela ideia de trazer africanos para expor também terá facilitado a pintura: O António Ferro era bom rapaz mas, por vezes, exagerava…

    • anticarneiros says:

      Oh menos

      Ve se dizes alguma coisa de jeito, como o Nuno Melo por exemplo.
      Com essa K7 repetida, ninguém te liga

    • Carlos Santos says:

      O neo fascismo de Nuno Melo E AVILTANTE. Ainda por cima MENTE. Trata-se de uma citacao e nao de uma intervencao directa.
      De qualquer modo, um DOUTORADO em Historia, que tambem e politico, pode ou nao dar uma aula de Historia?
      Este fascismo encapotado enoja-me.
      Pobre CDS, ainda e capaz de renegar o fundador Dr Freitas do Amaral por esquerdismo.

  5. Rui Naldinho says:

    “Que o Nuno Melo diga umas boçalidades ninguém se espanta, é a especialidade dele. Agora que o CDS ande a reboque das manifestações de ignorância do homem já é outro assunto.
    Como é evidente para quem, já agora, quer aprender alguma coisa com o brilhante historiador e divulgador cultural que o Rui Tavares é, a peça que as professoras da tele-escola escolheram para falar da Exposição do Mundo Português de 1941 é anódina politicamente. Mas isto para o CDS não interessa, aparentemente querem fazer uma guerra qualquer com este assunto. Mais, sorte dos miúdos que tiveram a sorte de ter uma pequena lição do Rui Tavares.
    O que o CDS não percebeu é que, resumidamente, está a dizer o seguinte: os professores devem ser proibidos de passar extractos de académicos conceituados – digamos que para quem prega a autonomia pedagógica estamos conversados; esses académicos têm de optar entre a Universidade e a Política – abstenho-me de nomear vários historiadores de outras tantas áreas políticas. Se tiverem atividade política não podem ensinar nem ver a sua obra divulgada ou reproduzida.
    Que a responsável pela educação do CDS, Ana Rita Bessa, esteja a defender tudo isto e a dar este espetáculo de falta de seriedade intelectual chega a ser constrangedor. Aliás, a desorientação da deputada é tão grande que quando lhe perguntam que parte do comentário de Rui Tavares seria deturpado ou enviesado politicamente, diz que não quer entrar em polémica. Isto depois de fazer chegar à Assembleia da República a questão.
    O CDS podia tentar acabar com dignidade, mas resolveu entregar o seu enterro a um carroceiro.
    É um triste fim.”

    Pedro Marques Lopes

    • JgMenos says:

      Olha quem ele é!
      Outro bardamerda sempre atento e de escova em punho para manter-se nos limites da aceitação da esquerdalhada; ‘brilhante historiador e divulgador cultural´, ‘académico conceituado’

      O CDS vai correr o seu fado de cobarde incapaz de rebater claramente a doutrina dos ‘antifascistas totalitários’ em relação ao Estado Novo.
      Não tem tomates para defender que há valores para além do estômago e dos lazeres; não tem que calar quando a História é abandonada a marxistas para quem o passado é sempre um negrume, o presente é uma qualquer luta dos coitadinhos e o futuro é um rebanho pastoreado pelos coirões que constroem esta farsa.

      • Rui Naldinho says:

        Andas irritado ó Menos. Esta coisa do Covid 19 está a correr mal para o teu lado.
        Querias mais? Vai à Trump(a) 🇺🇸 que lá há muitos!

      • António Fernando Nabais says:

        Ó menos, não sejas Melo. Explica aqui às pessoas quais são os erros cometidos por Rui Tavares no vídeo. Vou sentar-me, que para não me cansar.


  6. Brilhante texto, como de costume. De resto, como o provam alguns comentários impotentes, rábidos e entumescidos de opinião, que envergonham qualquer verdadeiro patriota do excelso e egrégio mundo português.

  7. R SANTOS says:

    Para quando a “confinação” ao silência dos comentadores que usam o Aventar como plataforma para lançar o insulto generalizado e odio paranoico.

    • António Fernando Nabais says:

      É muito importante confirmar que existem pessoas como o jgmenos e o Nuno Melo. Enquanto eles falarem e escreverem, escusamos de viver a ilusão de que a democracia está garantida. Por isso, no que depender de mim, não será silenciado nenhum comentador.

      • POIS! says:

        Pois estou de acordo..

        Até porque a gente tem de ter material para se rir nesta era de covides.

        Mas uma coisa é uma ampla liberdade de expressão outra é a imputação de “pedófilo chantageado pelo SIS” para aí a metade do Conselho de Estado, sem a apresentação de uma única prova, reproduzindo o que circula por aí em redes de enegúmenos.

        • Paulo Marques says:

          Estou com saudades da acalorada defesa da resposta Russa à pandemia face a países com governos esquerdalhos como a Nova Zelândia.

          • POIS! says:

            Eu também!

            Mas temos de reconhecer que, segundo a Sumidade Celtigoda, a Rússia é apenas semi-nacionalista.

      • R SANTOS says:

        Aquilo que escrevem não é uma ameaça para a democracia, porque não possuem carga ideologica assinalavel. Porque daquilo que se escrevem falta saber o que é ‘opinião’ para que seja salvaguardado o direito.
        O que fica é apenas a ofensa rasca, gratuita, simultaneamente geral e personalizada de uma figura com uns bites a menos.

  8. Professor B says:

    “Telescola” não se escreve sem hífen?

  9. JgMenos says:

    Todo o lixo que se lance sobre a História de Portugal é refresco para as almas esquerdalhas que por aqui pululam.

    Agora que temos um país de pedintes, governado por toda a espécie de gentalha (que em política não é de bom tom ataques ao carácter, salvo para tudo que é passado), tudo medido a vozes e votos, que da dívida que compra votos nunca deve falar-se.

    O palhaço armado em historiador refere todos os factos como acções do regime, para o regime,
    Durante 48 anos não houve país, hove regime!

    Desde meados do século XIX e até 1918, o país esteve quase ininterruptamente em guerra em África, e na Europa por causa de África.
    Mas a política em África do Estado Novo, não era do país, era do regime.
    A Exposição do Numdo Português não foi orgulho do país, não foi homenagem ao seu esforço e aos seus mortos; não foi anunciar aos contendores na GG que tínhamos territórios em África; foi coisa do regime,

    Cambada de gente ordinária e falsa. Intelectuais de merda, treteiros sem vergonha.
    E o mais que bem adivinham que eu diga dessa corja…

    • António Fernando Nabais says:

      Também eu distingo regime e país: o primeiro foi o carrasco e o segundo foi a vítima. Obrigado pela ajuda. Boa peregrinação a Santa Comba: não te esqueças de dar umas voltinhas de joelhos à humilde casinha do Salazar e de beijar o chão que o Botas pisou. Entretanto, toma cuidado: tanta merda nessa boca pode propiciar infecções. Cuida de ti, pidezinho, que fazes aqui muita falta.

      • JgMenos says:

        Como todos os imbecis esquerdalhos, se te disputam os mantras sobre o Estado Novo sentes-te perdido.
        Gostas de pensar que nunca as suas políticas tiveram o apoio dos portugueses; que a política em África nunca foi sentida como política nacional; procuras não ver as ruas e os monumentos erigidas aos heróis de África e não tens tomates para propor obliterar essas memórias: Valadim, Roçadas, Serpa Pinto,…
        Agarras-te a Salazar e a Santa Comba e à Pide, que é tudo que a memória colectiva te permite achincalhar como condescendência para com um bando de cretinos carentes de um arrimo que lhes justifique o fardo que deixam para gerações futuras e o nada que sabem fazer para reerguer o país.

        • António Fernando Nabais says:

          És tão parvinho, filho! Como és um básico com a inteligência de uma bota cardada, deves pensar que toda a gente vê o mundo da mesma maneira simplista. Não vale a pena perder tempo a explicar-te, mas deixo só umas notinhas que, ainda assim, não irás entender: o regime foi uma merda para o país e para as pessoas (não vás tu distinguir uma coisa da outra) e o teu querido Salazar foi endeusado e apoiado por muita gente, por interesse, por paixão e por ignorância (há pessoas para todos os gostos); assim como não evito ler os teus comentários, nunca evitei ver ruas com nomes de figuras históricas, independentemente da sua estatura moral; a realização de actos heróicos pode ser motivada por boas ou más razões (o Vasco da Gama foi um herói e um escroque, como a larga maioria das figuras da história de qualquer país); obliterar memórias é contrário a tudo aquilo em que acredito, o que não me impede de analisá-las e de ter uma opinião sobre elas. Há uma diferença essencial entre nós e orgulho-me dessa diferença: eu acredito que não devemos cortar o pio a gentinha como tu; num mundo em que tu mandasses, a minha sobrevivência estaria dependente do meu silêncio. Faz lá uma romaria à tua escola preferida, a da PIDE. E tem esperança: a democracia, um dia, pode acabar e a tua raça voltará a ser feliz.

          • JgMenos says:

            Que querido, corre perigo de silenciamento, como se fosse capaz de passar de adjectivos a argumentos sólidos.
            Como toda a esquerdalhada olham para a Históra como se estivessem a ler o Diário de Notícias do dia!
            E assim avaliam Salazar, do primeiro ao último dia da sua acção.
            E o Vasco da Gama? Pois não e que se lavava pouco, e o Samorim, que era de banho diário, até o achou repugnante ! Que vergonha!

            Mas o fundamental é que os mantras sejam observados, que o coral não desafine.
            E chega deste episódio.

          • António Fernando Nabais says:

            A tua iliteracia é resultado dos sonhos húmidos em que torturas esquerdalhos. Vai tratar-te, filho.

    • POIS! says:

      Pois não podemos de deixar de prestar uma sentida homenagem!

      Ao Grande Sublime Cientista JgMenos que se tem revelado uma referência inquebrantavel agora no domínio da História, depois de ser ter revelado uma Autoridade em domínios tão diversos como a Astronomia, a Economia, a Filosofia, ou a Medicina, já para não falar dos exigentes domínios da Pixelaria, da Transumância e da Cutelaria Aplicada às Carnes Verdes.

      Citemos:

      “A Exposição do Numdo Português não foi orgulho do país, não foi homenagem ao seu esforço e aos seus mortos; não foi anunciar aos contendores na GG que tínhamos territórios em África; foi coisa do regime”.

      O que vem amplamente confirmado na parte já aberta das memórias de Cerejeira. Um dia, num serão lá em S. Bento, Salazar virou-se para António Ferro e disse-lhe:

      Ó Ferro será que o Winston e o Adolfo andam tão distraídos a bombardear tudo que ainda não repararam que temos umas courelas em África que produzem umas coisas? Não devíamos comprar um espaço lá nos jornais para pôr uns anúncios aos charutos Estrela ou à cerveja Cuca só para chamar a atenção?
      Nada disso! Vamos mas é fazer uma exposição. Pomos lá umas pretas ao vivo e tudo! O Adolfo vai ficar de bigodinho á banda!
      Tá bem, mas tem cuidado. Não quero lá nenhum pavilhão da PVDE nem réplicas do Tarrafal. Não quero que digam que isto é coisa do regime.Ah! E pode haver cruzes mas quem as escolhe é aqui o Cerejeira. Tu ás vezes entusiasmas-te um bocado e exageras, ó Ferro.

      O que corrobora completamente a tese de Menos sobre a origem da exposição. Em breve menos irá colocar no seu devido lugar polémicas sobre qual a graduação do vinho servido a D. Afonso Henriques na véspera da Batalha de Ourique e qual a causa da disenteria de D. Dinis que esteve na origem do Pinhal de Leiria.

      • POIS! says:

        Ora bem, pois parece que a “coisa” não aceita diálogos…

        De “Ó Ferro”…até “atenção?” fala Salazar. Até “à banda” responde Ferro. Depois volta a ditar Salazar.

        Os nossos agradecimentos a Cerejeira por tão brilhante transcrição!


  10. se fosse o Rui Ramos, um dos cronistas/Historiador do Pravda da Extrema Direita tuga, o Observador, será que ele iria reclamar?

  11. Henrique Silva says:

    O CDS não é propriamente um partido de ideias ou princípios pelo que toda a sua relevância social está inteiramente dependente destas parvoíces. Hoje é o Melo a dizer bacoradas. Amanhã é a vez da Cristas fingir que se preocupa com o povinho. Aposto que os mongos partilham um calendário google, não vá o Melo largar um tweet deficiente 2 horas depois do João Almeida publicar mais uma orgia de ignorância no Observador. Enquanto for mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um político do CDS ser eleito para 1º ministro, que sobra? Nada. Ora como o menino Melo não tem nada a perder, pois de parvo não passa, pode perfeitamente dizer estas alarvidades em público. É difícil perder integridade quando não se possui nenhuma logo para começar.
    O CDS é o partido com compasso de espera. A coligação é a única forma de subsistência destes parasitas, daí que para eles seja indiferente quem ganha as eleições: apenas importa que o vencedor fique a 2 deputados da maioria. O resto é simples: durante os anos da coligação, é meter boys na administração pública como se não houvesse amanhã. Nos anos em que os outros meninos dispensam da carraça de serviço, olha, é ir largando barro periodicamente, nem que seja para relembrar os portugueses que a Assembleia têm um esgoto activo.

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