Rui Tavares, pós-DIMAR, escreveu uma carta

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“Gregos: aguentem firmes que vêm reforços a caminho”

AvançAR

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Ao contrário do que afirma Ana Drago nesta entrevista recente à SIC Notícias, a chamada plataforma cidadã Tempo de Avançar não é, infelizmente, uma coisa nova. E não é nova porque lhe falta massa cidadã, justamente, isto é, uma participação inequivocamente emanada dos cidadãos, e dos cidadãos indistintamente considerados, ou seja, cidadãos não-afectos ao Bloco de Esquerda, por exemplo sob a forma de simpatizantes (e basta consultar a lista de primeiros aderentes – entretanto organizados em Conselho de candidatos efectivos – para ver a que ponto ela está capturada por esses simpatizantes e amigos mais ou menos próximos do BE).

Não vejo nenhum problema em ser-se simpatizante ou amigo do BE, era o que mais faltava. Já votei no BE – ah pois foi. Mas já vejo um problema em verificar a que ponto se está disposto a lançar mão de exemplos bem sucedidos ocorridos noutros países (o Syriza, o Podemos) para tentar construir, com evidente artificialidade, o que em Portugal não há (ainda): a emergência de um movimento de cidadãos ou de uma coligação de pequenos partidos reunidos em torno de um programa anti-austeridade, de defesa dos interesses democráticos e nacionais, e aptos (i.e., prontos e preparados) para governar – o povo do País e junto da UE. E essa demagogia, enunciada ainda no adro, entristece quem, como eu, está atento à marcha da procissão dos aflitos e descontentes com os partidos, e muito especialmente os da Esquerda.

Levado pela mão de figuras todas elas emanadas do Bloco de Esquerda – dissidentes de dissidências várias, como são os casos de Rui Tavares, Ana Drago e Daniel Oliveira –, o movimento Tempo de Avançar não parece, assim, ser substantivamente diferente do que ainda há semanas foi tentado por uma outra dupla de também dissidentes do BE: Joana Amaral Dias e Nuno Ramos de Almeida, fundadores do Juntos Podemos, ao que se sabe entretanto já dissolvido por novas (ou renovadas) dissidências. [Read more…]

Guerra à guerra na Ucrânia

ucrania trincheirasPara comemorar o centenário da I Guerra Mundial, no essencial um conflito entre impérios pelo domínio de outros povos, resolveram os herdeiros russos e alemães (agora aliados a ingleses e franceses) brincar às recriações históricas na Ucrânia.

O objectivo germânico, que patrocinou a oposição ao governo que por ali oligarcava, é claro: retirar um país ficcional de proximidades com a Rússia, esquecendo que a zona leste, mais rica, é russófila e os impérios detestam concorrência à porta. Obviamente Putin não se ficou, e temos de convir que perante uma horda anti-russa tinha obrigação de proteger os seus.

Temos instalada uma guerra, onde para o revivalismo ser perfeito nem faltam nacional-canalhas de um lado e outro.

O assunto entre nós tem sido tratado aproveitando para brincar também à guerra fria: uns batem na Rússia como se esta fosse a URSS, outros defendem-na como se ainda o fosse. [Read more…]

Que pena, Rui Tavares é tonto

José Xavier Ezequiel

Rui-Tavares

Sou eu que ando a ver coisas, ou é mesmo o Rui Tavares (não do Povo Livre, mas do Partido Livre) que está, precisamente agora [Terça, 02.09.14, 14:45 h], em directo na SIC Notícias, a dar uma rapidinha ‘teórica’ na Universidade de Verão da JSD?

Bem sei que o rapaz se esforça por não ser sectário, como os seus ex-camaradas trotzquistas e maoistas-de-variante-albanesa. No entanto, se consegue acreditar que os jotinhas-sumol-de-laranja estão — sequer — a ouvir o que tem para lhes dizer, então é oficial: Rui Tavares é tonto.

Que desperdício. Vou ali beber um bagaço a ver se acordo. Este ‘faite-daivers’ já me custou meia hora no ‘time-shit’ da produtividade diária. E eu, tal como uma boa trabalhadora estrangeira, ganho ao dia.

sem surpresas (mas com um certo ar de alarme)

pela primeira vez desde que tenho consciência cívica e política (desde os meus 11\12 anos) decidi não assistir a uma noite eleitoral. deixei o professor marcelo a pregar aos incautos, o dr. karamba marques mendes a adivinhar o número exacto dos próximos cortes orçamentais, a Judite de Sousa (sem ou com Montenegro; com ou sem equívoco na pessoa) num saco do Pingo Doce e a televisão desligada de forma a poupar energia e pagar menos à China Three Gorges. encontrei-me com a minha princesinha AMF e fomos ao cinema ver Grace of Monaco de Olivier Dahan. apesar da história ser batida, o filme de Dahan acaba por ser bastante interesse e, no plano técnico, é simplesmente fantástico. desde os planos à direcção das cenas, passando pelo límpido som de voz nos diálogos entre personagens.

a campanha foi degredante. do surfer rosa (bem que queria ir ver os pixies para a semana ao primavera sound mas mas todo o argent é escasso nos dias que correm) nos currículos escolares aos vírus despesistas. de reminiscências do holocausto que não foi vivido em verso à governação socratina. Até o filósofo (cientista política, teorético político) teve que se meter na querela e vir a público lavar roupa suja. Sócrates himself, teve ali uns 7 orgasmos seguidos durante os 3 episódios em que pode comentar a campanha. discutiu-se tudo excepto política europeia. discutiu-se tudo excepto os problemas que neste momento precisam de ser resolvidos na europa bem como os que estão a rebentar. como a deflação. o partido socialista ainda tentou lançar a discussão sobre a mutualização da dívida na fórmula desusada de eurobonds mas… com tamanha babugem estavam à espera que a malta andasse informada e estivesse minimamente ciente dos projectos europeus defendidos pelos candidatos?

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Livres da lei?

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O partido do Rui Tavares, o cavalheiro que me roubou o europeu voto de há cinco anos, parece que terá de discutir com o Ministério Público, para onde a Comissão Nacional de Eleições remeteu uma participação contra o partido Livre, o semanário Expresso e o Partido Europeu dos Verdes por realização de propaganda através de publicidade comercial. Isto porque:

A contracapa da Revista era totalmente ocupada por um anúncio a um documentário intitulado “Quebrar o feitiço da crise” de Sílvia Pereira, “a partir de uma ideia de Rui Tavares”, que é o cabeça de lista do partido Livre às eleições europeias deste domingo. No canto inferior esquerdo do anúncio encontrava-se o símbolo do Partido Europeu dos Verdes.

Uma chatice, ainda haver leis que tentam impedir o poder do dinheiro nas campanhas eleitorais.

Desta, Rui Tavares, liberto-me desde já

livreO Rui Tavares foi eleito para o parlamento europeu com o meu voto. Pouco depois decidiu libertar-se da canga partidária, e mudou de grupo parlamentar. Com os meios ao dispor de deputado europeu tem-se entretido, por exemplo, a pescar à linha potenciais apoiantes de um novo partido que agora vai fundar.

Não vou gastar uma linha sobre o novo partido irmão de um partido que na Grécia está no governo. Por princípio assino a legalização de qualquer partido novo e constitucional, a democracia portuguesa baseia-se em partidos, para o melhor e para o pior, cada vez mais para o pior, é certo, e todos tem o direito ao seu, vai-se a votos, uns elegem outros não.

E assim seria não fosse a escolha da papoila para logotipo. É que a papoila é um símbolo da memória, desde a I Guerra Mundial. Neste caso serviu-me de fósforo: hélas, Rui Tavares, já que não me devolveste o meu voto, ficamos quites: com a minha assinatura não contes. Nem te fará falta, qual papoila saltitante, terás muita gente de direita para assinar.