Episódios da memória

Regresso a Bruxelas no sábado, depois de quase um mês em Portugal a carregar com o pé direito no acelerador pesado da Passat. Na segunda, desço à garagem, para pôr o Golf a trabalhar. Está sem bateria. Não há problema, só tenho dentista na sexta. Entretanto, alguém há-de me desenrascar. Na quarta, desenrascam-me, com uns cabos. Agradeço ao mecânico e ao meu amigo, esmago a embraiagem, meto a primeira, carrego no acelerador leve do Golf e eis o habitual solavanco inicial, por causa do pé direito habituado ao acelerador da Passat. O solavanco é habitual, mas só inicial. Depois, felizmente, passa. Quando for ao dentista, não haverá solavancos. Cerca das 19h50, saio de casa e vou a pé ao sítio do costume ver o futebol. Aproveito o caminho para ir ouvindo música em modo aleatório, baralhado, desorganizado — calha-me o Going Home do Mark Knopfler, na versão do Alchemy, dos Dire Straits. Vejo o jogo enquanto janto e, depois de duas de letra, cerca das 22h20, regresso a casa. Lavo os dentes e vou dormir. Acordo às 6h18, com o órgão do Going Home de há oito horas e meia na cabeça. Antes de me levantar, alinhavo esta crónica. Levanto-me e escrevo-a. Antes de a publicar, bebo um café forte — vai ser um longo dia.

Fim.

Comments

  1. esteves ayres says:

    Nem mais

  2. César P. Sousa says:

    Que vida desgraçada ! O pessoal que trabalha no Pingo Doce
    nem sabe a sorte que tem !
    O que nos conforta a todos é saber que existe um tal Valadas
    em Bruxelasque derrete a mielina dos neurónios , a trabalhar para nosso bem.
    Deus te proteja ,a ti e ao Rui Pinto. Agasalha-te !

  3. Manuel Lopes says:

    Que merda é esta?!
    A quem pode interessar a vidinha quotidiana deste ser?
    Enxergue-se homem!

  4. Armindo de Vasconcelos says:

    Quando o Manuel se armou em hater e ficou lopinhos

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