Dono da noite

O Carlos diz-nos que há uma palavra em inglês parecida com beer para féretro. Está a delirar, pensamos nós. Larga isso. Deixa-te dessas coisas, não tens idade para essas aventuras. O Zé começa a procurar no telemóvel. E encontra: bier. Ou seja, cerveja em alemão, mas com o inconveniente da inicial minúscula. Afinal, por incrível que pareça, o Carlos tem razão. Frequentemente. Ainda bem. Gosto dele. Muito. Cheguei a casa e, perante o meu desafio, a Sofia lembrou-se logo do féretro. YES! A minha sorte é estar rodeado de gente inteligente. Por falar em inteligência, há muitos anos, avisei que “uma noite não é nada” era, com o soldado desconfiado dos GNR, a melhor canção portuguesa de sempre. “De quem é isso?”, perguntavam-me. Não me lembro. Era puto e filho único. Mas reproduzia a melodia na guitarra e cantava, armado em Né Ladeiras, Adelaide Ferreira ou Concha, expondo o meu excelente falsete. Sou amigo, aliás, muito amigo, do excelente pianista do sonho azul. De nada me serviu . A culpa é minha. Podia ter perguntado. Horas e horas de amizade e cumplicidade e não chegámos lá.  Hoje, ao falar com o Tripa sobre qualquer coisa relacionada com futebol (acho que os 1-5 ao Famalicão lhe fizeram azia), pimba, apareceu-me nos Marshall. Que maravilha.

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