Le Quatre Cents Coups

Le Quatre Cents Coups é um filme de 1959, realizado por François Truffaut, que retrata a vida atribulada e subversiva de um jovem parisiense cujo temperamento o coloca em luta permanente com a figura da autoridade, representada nos seus pais e nos seus professores.
Antoine Doinel – assim se chama o jovem – cresceu na cidade de Paris durante a década de 50 do século XX, revelando, no seu desenvolvimento e diálogo com o mundo, um grau acentuado de incompatibilidade entre a sua natureza intrínseca e as figuras, dispositivos, códigos, instituições e estruturas normativas representativas do poder ortopédico. O seu confronto com esse sistema de produção dos corpos, controlo, vigilância e punição, constitui um exemplo paradigmático das tensões que naturalmente se geram no embate entre a liberdade do indivíduo, enquanto Sujeito soberano de toda a sua potência vital, e os mecanismos sociais e institucionais de adestramento e constrangimento dessa liberdade e dessa potência, colocados em prática e acção repressiva em nome de uma Ordem necessária ao funcionamento do organismo social e ao exercício do verdadeiro e legítimo poder soberano, exercício esse cuja exclusividade pertence ao Panóptico, ao sujeito detentor do monopólio da violência legítima, corporizado pelo Estado Civil.

Paradigmas jurisprudenciais

Quanto ao Estado de Direito, Portugal parece agora inspirar-se no paradigma angolano – com alguns traços doutrinários da Serra Leoa -, embora se tenha consensualizado na jurisprudência um uso ainda moderado da catana, que não da lobotomia.

Ano Europeu do Caminho de Ferro


2021: European Rail Year 
A todos, um ano cheio de bons momentos, boas viagens!

R.I.P.


2021 a começar mal, deixou-nos o fadista Carlos do Carmo, a obra permanecerá bem viva nas nossas memórias.