Marcelo a fazer o jogo do PS

A máquina socialista montou o spin, a comunicação social amplificou e o Presidente da República oficializou: não houve orçamento por causa do PCP e do Bloco.

Porém, não houve orçamento porque António Costa colocou à frente o seu interesse pessoal, e por ventura do PS, em vez do interesse do País.

Em orçamentos anteriores, a negociação nunca foi um problema. Até porque muitas medidas foram orçamentadas e depois congeladas devido às cativações.

Porque é que Costa não fez agora o mesmo? O que é que mudou? PSD e CDS em cacos, Chega a crescer e PCP e Bloco em queda.

O que mudou foi a leitura calculista de Costa. Que Marcelo acabou de subscrever. Miséria política!

Comments

  1. Matos Pereira says:

    Há as bestas quadradas e depois, há o “filho da ovelha”.

  2. Rui Naldinho says:

    Foi claro o recado de Marcelo para os dois partidos à esquerda do PS, como se os culpasse por não terem aprovado o orçamento.
    Até o dia das eleições escolhido por Marcelo, acabará por dar jeito ao PS. Se o salário mínimo nacional aumentar os 40,0€, passando para os 705,0€, como prometeu o governo, no dia 30 de Janeiro a maioria das pessoas que auferem apenas esse montante, já o terá recebido. Nada melhor que uma boa notícia para os motivar a irem votar.

  3. JgMenos says:

    A cambada queria bandeiras esquerdalhas em grande espetáculo, a começar por salários e indemnizaçoes.

    Como se os credores das empresas falidas e os impostos que pagam os direitos sociais (desempregados…) ainda tivessem que pagar uma qualquer capitalização de salários convertida em indemnizações.

    E já agora, depois da crise, nada como um aumento de salários para recuperar as empresas.

    IDIOTAS!

    • Paulo Marques says:

      A cambada queria bandeiras liberais, a começar por rendas e apoios a fundo perdido.

      Como se quem trabalha e os impostos que pagam a fuga de capitais ainda tivessem que pagar uma qualquer recapitalização de negócios inviáveis convertidos em garantia de rendimento.

      E já agora, depois da crise, nada como um aumento da desmotivação e da saída da zona de conforto para chegar ao pelotão da frente.

      GÉNIOS!

    • POIS! says:

      Pois estou absolutamente surpreso! Não faço por Menos!

      Então V. Exa…queria divertir-se a ver bandeirinhas! Francamente!

      Mas compreendo as reservas de V. Exa. em relação a salários e indemnizações.

      A questão é a seguinte: será mesmo necessário isso de salários todos os meses? Porque não flexibilizar a coisa? Quem sabe melhor que o empresário o que o colaborador necessita e quando?

      Se em vez de obrigarem um arrojado empreendedor a preocupar-se com pagamentos ao fim de cada mês e o deixassem pagar, não um salário, mas um óbolo proporcional ao esforço colaborativo, quando achasse que o podia fazer, o colaborador até podia ficar a ganhar.

      Haveria certamente meses em que recebia duas vezes e outros em que tinha de ter paciência, pois os negócios não se compaginam com essa coisa dos calendários.

      Indeminizações? Isso nunca!. Vá lá, um cartãozinho de agradecimento, e um máximo de duas pancadinhas na omoplata junto à porta de saída antes de uma suave bordoada na direção do exterior.

      Que saudades lá das nossas áfricas, onde era tudo muito mais informal!

  4. Alexandre Barreira says:

    …pois…….visão estratégica…..aproveitou-se das guerras partidárias internas……..e quem vai colher frutos é o CHEGA….depois admirem-se…..!!!

  5. Luís Lavoura says:

    Disparate. A negociação não funcionou porque os partidos de esquerda pediram coisas inaceitáveis que estavam fora do âmbito do orçamento, como fossem a alteração das leis do trabalho ou reorganizações no setor da Saúde. O governo não tem nada que estar a oferecer coisas que não têm a ver com o orçamento em troce de ter este aprovado.
    A negociação não funcionou, acima de tudo, porque o PCP e o BE observaram, nos seus resultados eleitorais, que estão a perder eleitores desde que se aliaram ao PS. E, por isso, decidiram romper a aliança, fazendo ao PS exigências impossíveis de aceitar.

    • POIS! says:

      Pois pois!

      É um lindo romance. Fiquei muito comovido, gastei dois pacotes de lenços e tudo.

      Quando sai o segundo volume? Estou especialmente ansioso por saber o que acontece á filha da freira. Será que o sinalzinho nas costas a vai denunciar?

      E como vai acabar? Afoga-se no rio ou aterra na costa?

      Certamente, pelo meio, haverá choro e rangel de dentes, e a malta do chiquedo a fugir pró figueiredo. Prevejo um final montenegro.

    • Paulo Marques says:

      São inaceitáveis e impossíveis, para quem, e porquê? Só se for para manterem a preparação das suas carreiras, porque para o governo aqui ao lado não são.

  6. Filipe Bastos says:

    Um dos aventadores, salvo erro o J. Mário Teixeira, adora este trocadilho: o Marcelo não é PR, é RP. É o RP do governo.

    Eu não lhe acho assim tanta piada, mas é verdade. Em vez de ‘fiscalizar a acção do governo’, como apregoa um dos mitos desta partidocracia, o PR Martelo sempre branqueou o Bosta.

    Porquê? Por interesse pessoal, seguramente, e por ver o desastre do PSD, mas não só. Tal como a Múmia Cavaca, o Martelo deve ter metido na cabeça que a ‘estabilidade’ é sagrada; que é o guardião dessa estabilidade; que a História o julgará por isso.

    Temos assim, para nosso alívio e alegria, uma esterqueira pulhítica muito estável. No poleiro um gangue sucateiro. A assinar de cruz, comunas coniventes. Na oposição um palhaço do Porto, o pulha Ventura e uns queques liberocas. Que maravilha.

    Alas, isso acabou: os mauzões dos comunas, dizem os Lavouras xuxas, fartaram-se e viraram a mesa. Que chatice.

    E ei-los já a tocar, os sinos da chantagem: ‘ingovernabilidade’!, diz o Cabeça de Porco, a.k.a. Pedro Marques Lopes. Vamos castigar os comunas!, dizem outros comentadeiros e recadeiros.

    Sabem o que era catita? 90% de abstenção + votos nulos.

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