Touradas: Carlos César já fez a sua prova de vida

Se aumentassem o IVA para 23% a todos os familiares de Carlos César que ocupam cargos de nomeação no Estado, aí sim, estaria resolvido o problema do défice, quiçá da dívida pública.
Não sendo o caso, esta medida exótica do PS de atacar o Governo com a descida do IVA das touradas não passa de folclore político. Não vai acontecer porque António Costa não vão deixar – seria a concretização de um ataque inusitado à ministra acabada de nomear. Dentro do próprio grupo parlamentar, duvido que a maioria concorde com este non-sense. Gostava de ovir a opinião da histórica Rosa Albernaz.
Não percebo Carlos César. Se queria com isto fazer uma prova de vida, está feita. Agora, já que está numa de olhar para os IVAS, pode preocupar-se a sério com as incongruências do Orçamento que afectam os mais pobres e actuar em conformidade?

A Esquerda refém do PS

Parece-me óbvio que os Partidos de Esquerda que suportam o Governo, PCP e Bloco (os Verdes só lá estão para fazer número e para a Heloísa Apolónia descansar a garganta), estão reféns do PS e do compromisso a que chegaram para a Legislatura. Tanto um como o outro sabem perfeitamente que, se tirarem o tapete a António Costa, os votos futuros vão direitinhos para ele. E lá se vai a Geringonça e o condicionamento das opções do Governo.
É por isso que, muito provavelmente, vamos ver até 2019 sucessivos Orçamentos que não são mesmo de Esquerda a serem viabilizados pela Esquerda mesmo. Só espero que António Costa não caia na tentação de, lá mais para a frente, armadilhar o caminho ao PCP e Bloco para se vitimizar, indo a eleições antecipadas e ganhando com maioria.
Como é óbvio, não vou ser injusto ao ponto de esquecer as limitações que continuam a ser impostas ao Governo por Bruxelas. E também não vou comparar com os Orçamentos de Passos / Portas, porque não há comparação possível. Só os comentadores de Direita é que acham que subir o IRS ou baixar as pensões é a mesma coisa que subir o imposto do álcool ou do tabaco.
Mas apesar dos progressos registados com a reversão das anteriores medidas de austeridade, dava para ir muito mais longe e para fazer um Orçamento realmente de Esquerda. A medida que parecia indicar o trilho que ia ser seguido – o fim dos contratos de associação – não teve afinal qualquer continuidade. Foi uma vez sem exemplo. [Read more…]

Cem e sem

Santana Castilho*

1. Cem dias passados, o Governo do PS, apoiado pelo PCP, BE e Verdes, provou ter uma capacidade notável de adaptação. Aguentou-se no primeiro lance, o da aprovação de um programa dúbio de governo. Sobreviveu ao golpe que ofereceu, em saldo, o Banif ao Santander, logrando mesmo o apoio do PSD para aprovar o orçamento rectificativo que viabilizou a negociata. Levantou (foi obra) o PCP, pela primeira vez em 40 anos, para aprovar o OE 2016, saído de um belo joguinho de cintura com Bruxelas. E, cereja no topo da geringonça, 46 páginas de erratas depois, eis que a radical Moody’s lhe conferiu um invulgar elogio. Cavaco Silva desta vez não o disse, mas certamente que voltou a pensar ser coisa da virgem de Fátima.

Nestes cem dias, de fé no fim da austeridade, recuperaram-se feriados perdidos. Operaram-se exíguas melhorias para as famílias de mais baixos recursos. Reverteram-se privatizações. Extinguiram-se exames. Prometeram-se (para uns) 35 em vez de 40 horas de trabalho. Aumentou-se o salário mínimo. Apresentou-se à EDP a factura da tarifa social de energia e aos fundos imobiliários a nota para pagarem o IMI e o IMT de que estavam isentos.

Seguir-se-á a realidade, que diluirá tendências populistas e começou já a ser reconhecida com 800 milhões de novos impostos. [Read more…]

Alívio moral

A primeira qualidade do Orçamento 2016 é o alívio moral que permite ao país, posto num caco anímico por mais de quatro anos de governação insalubre.

Orçamentos movediços

cameloMarco Faria

Como diria Abud Aba, o maior vendedor de pneus de bicicleta de Marraquexe, os portugueses têm muito amor e pouco dinheiro… Com que então o Orçamento do Estado para 2016 já mereceu 46 páginas de correções? O mais interessante é que o Orçamento prevê a “manutenção da carga fiscal em 2016” (ou uma subida, se acrescentarmos as contribuições sociais, corrigiu o economista e deputado independente eleito pelo PS, Paulo Trigo Pereira).
O Orçamento será outra vez corrigido no dia em que o ministro Mário Centeno nos tirar um subsídio lá para o Verão… Mas o prémio BAFTA vai para o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, que aprovou uma portaria ainda antes de o galo começar a cantar, e assim os combustíveis conhecem o maior aumento de impostos desde o ano do “bug” informático, 2000.
É justo o BAFTA para Rocha Andrade, quando as suas palavras são corroboradas pelo “draft” do Orçamento, que aponta para um novo futuro aumento de 4 a 5 cêntimos por litro. Tudo isto, dizia há dias o primeiro-ministro que foi ao Festival Berlim, se justifica em nome do princípio da neutralidade fiscal. Eu gosto muito dos princípios invocados por homens que optam por esvaziarem-nos os bolsos. Abud Aba é um marroquino sensato: os portugueses têm muito amor e pouco dinheiro… E Habib Selam, o ajudante de Abud Aba, diz que os orçamentos portugueses são como os desertos africanos: quanto mais se mexe, mais se asfixia o contribuinte, que cai desesperadamente nas areias movediças. Não há camelos que nos lhe valham desta aflição fiscal.

A sentença II

juiz

O presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim Sousa Ribeiro, lendo o chumbo do orçamento. Fotografia de Paulo Alexandre Coelho, Diário Económico

Via Joana Lopes.

Cúmulo do sadismo revisitado

sadomasoquismo

A versão clássica era conhecida:

O masoquista diz para o sádico:

– Bate-me.

Ao que ele responde:

– Não.

Paulo Portas acaba de inventar outra:

O sádico avisa o masoquista pela comunicação social:

– Vou-te bater.

O masoquista aguarda. O sádico fala fala fala e termina assim:

– Hoje não, mas não perdes um orçamento pela demora.

Governo espera fechar Orçamento e reforma do Estado até ao fim do mês*

Seguir-se-á o País, logo que possível.
*

Eu também vou pedir a fiscalização sucessiva do Orçamento de Estado

Provedor de Justiça pede fiscalização sucessiva do Orçamento de Estado ao Tribunal Constitucional

Continua Sem Ser um Partido Responsável, mas…

psDe longe a longe, acertam uma.

Com esta atitude do PS, há a certeza de haver Orçamento

Senhor Presidente da República portuguesa-Carta aberta

orcamento_de_estadoÉ o meu hábito almoçar e jantar no Palácio de Belém, nos tempos em que residem Presidentes da minha ideologia, conheço o protocolo, bem sei que devo endereçar-me a si a primeira vez como a Sua Excelência e a seguir, para que a conversa não seja tão pesada, Senhor Presidente. Os presidentes da minha ideologia são Senhor Mário Soares ou Jorge, conforme a intimidade e o pensamento que representam.

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Zé Povinho na guilhotina e a fórmula do capital

guilhotina com cestoPENSAMENTO DO DIA EM 1867!

Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar
bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até
que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à
falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado

Karl Marx, in Das Kapital, 1867

 

Não é por acaso que coloco a citação de Marx ao começo do texto. O endividamento do povo poe causa das políticas de austeridade do governo de Portugal, não têm remédio, excluindo esse de juntar famílias na mesma casa. Como diz Marx, o endividamento do povo, vai conduzir a política do governo, a gastar mais dinheiro estatizando bancos que entram em falência, pela incapacidade do povo de pagar dívidas. [Read more…]

O lema

Depois do fracasso do Orçamento para 2012, ver agora aprovado um surreal Orçamento para 2013, descobre-se qual o lema que rege este Governo: se um erro não resulta, tentemos outro!

Dia de luto nacional


Confesso que quase chorei. De tristeza, de impotência, de raiva. Por mim, pelos meus, por todos os que desconheço e que ficam, a partir daquele momento, mais pobres, mais frágeis, mais permeáveis ao desespero.
Embora não fosse de forma alguma inesperada, a aprovação do OE2013 atingiu-me como um soco no estômago, como aquela bofetada, única em toda a vida, que o meu pai me deu quando, aos 17 anos de idade, me viu no café com um rapaz que ele não aprovava. Ao contráro do que ele pensava, esse rapaz não era meu namorado. Passou a ser.
Da mesma forma, este governo não era, para mim, totalmente culpado. Passou a ser. [Read more…]

Há deputados a mais

Aqueles que, prometendo o contrário em campanha eleitoral, votaram este orçamento.

PS, um partido violento

Consta que vai entrar para a lista negra do terrorismo nacional, abestendo-se

O orçamento de 2013 para Portugal, o povo e os militares

Longe de mim alarmar as pessoas, especialmente aos meus concidadãos. Mas, mal vi esta notícia, lembrei-me do Chile. Os militares estavam descontentes com a legislatura de Allende que governava em nome do povo.

É evidente que a situação é diferente, bem sabemos, mas quando os bolsos das pessoas são tocados, acaba todo por ser um sinistro de grandes proporções. Os soldados de Portugal sempre defenderam o povo e a sua soberania, causaram o 25 de Abril de 1974 que salvou ao país da escravatura do governo da ditadura de longo curso Salazar-Caetano.

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Assinar contra o orçamento

As questões médicas estão longe das minhas preocupações mais ou menos recentes e, talvez por isso, não vou longe na argumentação que permita distinguir esquizofrenia de bipolaridade. No entanto, esta ignorância, como tantas outras, não deixa de me permitir perceber que se tratam de patologias muito presentes em parte dos dirigentes partidários do nosso país.

Não, juro que não estava a pensar no Miguel Relvas. Não, no Gaspar também não que esse só tem um pólo. O negativo.

Desculpem a deriva boqueira, mas não resisti – deixem-me, caros leitores, retomar o caminho que tinha pensado para o post.

Dizia eu, que em todos os nossos dirigentes partidários existe algo de patológico na medida em que está sempre tudo bem quando a origem do mal é a sua casa partidária, acontecendo precisamente o contrário quando a maternidade da coisa é no jardim do vizinho. Recordo com alegria o “muito bem” que se ouve nos debates parlamentares.

As últimas aparições laranja, no meio do pânico que os tomou, voltaram-se para a anterior governação socialista. Apesar do que disseram antes, a verdade de ontem, como tantas outras, é hoje uma mentira. Como não conseguem dizer mais nada, atiram-se para os erros do Governo de Sócrates como se fosse ele o responsável maior pela incompetência de quem nos governa. Sócrates tem parte da responsabilidade, claro. E nem sequer quero entrar na quantificação dessas responsabilidades. Como cidadão estou-me completamente nas tintas para o passado porque esse, meus caros, já foi avaliado pelo povo quando votou nas mentiras do PSD.

O que temos agora é um conjunto de boys incompetentes que estão apenas com uma missão – deitar mão a tudo o que significar lucro, ou seja, transferir da esfera pública para a dimensão privada da sociedade tudo o que for financeiramente rentável: águas, tap, …

É por isso fundamental travar essa gente e impedir a aprovação do orçamento é apenas o primeiro passo, porque há outros caminhos.

Não há pachorra para idiotas

como os que gabam o corte orçamental “na despesa”. Foi o meu subsídio de férias, ó filhodaputa.

Quem é que vai receber Subsídio de Férias e de Natal na Assembleia da República em 2012?

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Será este Orçamento uma machadada final nos Ferraris em Portugal?

Para mim, será um regresso às carroças. É que foi tal o esforço do governo em cortar na despesa que,  em boa lógica, não irá ser possível deparar com novos ferraris e outros “príncipes” de quatro rodas, das nossas estradas. A não ser que o orçamento se tenha camuflado de falácias manhosas de forma a tudo ficar como dantes, quartel general em Abrantes.

Como há um novo governo a esforçar-se por ter pose de Estado, somos levados na onda da sua pretensa virgindade política, e pensar que o rumo vai mesmo ser outro, e para melhor.

Mas a malta anda escaldada. E embora nos esforcemos por tentar ver em Passos Coelho, e seu governo, gente bem intencionada, não os vimos cursar deontologia, e a dúvida ficará sempre no ar.

Mas isso seria o menos, caso os srs do governo não fossem daqui a nada, como é muito provável que vão, comprar o último modelo BM, e mudar do T3, onde moram há anos, para “o T5”, sito, algures, num condomínio fechado, desenhado por Siza Vieira.

Cunha Ribeiro

Declaração ao País – Medidas de Austeridade

(Audio dessincronizado – as minhas desculpas – Resumo das medidas depois do corte)

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A vergonha das eleições da Madeira

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O texto de António Fernando Nabais, poético e calmo, revela-nos o frenesi de Alberto João Jardim, que parece querer ser rei da Madeira. É-me impossível não dizer que este é um grande perdedor, porque vai perder votos, estou certo. Pensa tanto em si que compara a sua criminologia, provada como está pelos desvios de dinheiro cinco mil milhares de euros, e as dívidas em que fez entrar a ideologia que nos governa, muito diferente a minha, como é evidente, mas sinto pena do Primeiro-Ministro contar nas suas filas um homem que mente, desvia dinheiro, dá má reputação ao nosso país, e tem apoio… porque paga esse apoio. Crimes como os dele, mereciam for retirado da sua candidatura e despedido do seu partido. Bem sei que tem feito da Madeira um jardim que enche de dinheiro as arcas… de quem?

Senhor Passos Coelho, se tolera no seu partido um homem dessa laia, envergonho-me de si. Ou será que há mais deste tipo de lisura dentro do seu partido? Já vendeu o país à troika, parecia justo e necessário, mas com um político criminoso nas suas fileiras? Se eu for assim, da sua ideologia, primeiro era expulsar o grande mentiroso… O pior é que vai ganhar… [Read more…]

maldadezinha :)

direito a heresia

Escultura de Gustaf Vasakyrkan em Estocolmo "Os santos triunfam sobre a heresia".

Escultura de Gustaf Vasakyrkan em Estocolmo "Os santos triunfam sobre a heresia".

Estou certo de ter publicado este texto em Outubro de 2009, quando a nossa vida parecia ser mais pacífica, calma e tranquila, com dinheiro no bolso, capazes de gastar em divertimento, férias e, para nós fumadores, tabaco. Tabacos que dizem que mata, mas se mata, os nossos legisladores deviam proibi-lo de vez. No entanto, como a sua venda dá lucro, é conveniente para os depositários da nossa soberania manter essa produção de veneno. Se a eutanásia está proibida, mesmo em casos limite onde impera o sofrimento, que acaba por matar o ser doente, na China, existem casas que acolhem os moribundos, juntando-se a outros a morrerem como eles. Entre nós, há apenas hospitais e casas de repouso, sítios proibidos para visitar os nossos doentes a falecer. Como tem acontecido em toda a humanidade, eis porque se comemora o dia de Todos os Santos, época em que as campas são compostas, limpas, cheias de flores e de pranto. Nunca esqueço o dia em que num cemitério vi uma senhora a limpar arduamente o túmulo da sua sogra, de joelhos e com imenso pranto, que parecia em alarido. Alaridos para

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Mande-se-lhes o Steven Seagal português

image Ó ironia das ironias, segundo a Antena 1, a União Europeia está em risco de ficar sem orçamento para 2011, ficando no próximo ano a viver de duodécimos. Tal como no caso do orçamento português, onde também a UE vaticinou a urgência de termos OE2011, antecipa-se uma onda de recomendações, desde o Presidente da Junta de Xafaricas da Encarnação até ao Presidente da Estrutura de Missão Para o Estudo dos Cargos a Nomear Por Paulo Campos, para que aprovem o orçamento comunitário. Caso contrário, os mercados (quem?!), o caos, o precipício e fim do mundo acabarão com a União e, ainda pior, trará de volta o Durão Barroso ao seu Portugal de tanga.

Mas nem tudo está perdido. Temos o ponta de lança certo para conseguir acordo nas negociações, Eduardo Cartroga, perito em assinaturas e poses fotos feitas em Blackberries. Juntem-se-lhe os Abrantes que levarão à UE as suas estrategas de atirar areia para os olhos e, num instante, logo se vai falar de tudo menos do orçamento comunitário. O que adicionalmente teria a vantagem de estes assessores deixarem temporariamente de ser pagos pelo Estado, aliviando as nossas contas públicas, salvando o défice e, quiçá, permitindo a compra de dois torpedos para o Arpão e para o Tridente, os quais seriam de usar se algum barco pró-aborto voltasse a aproximar-se da nossa costa. Finalmente, e para concluir a equipa de sucesso, convidar-se-ia a f., o Vale de Almeida e mais uns Jugulares e era garantido que o rumo da discussão passaria definitivamente do orçamento da UE para a injusta cor bege dos pensos e adesivos.

Ainda o financiamento do ensino privado pelo estado

No Público de hoje relata-se uma discussão no parlamento onde um secretário de estado afirmou “um aluno do público custa 3752 euros menos do que no privado. Neste sistema, actualmente, um estudante custa 4440 euros“.  O ministério propõe-se pagar menos às escolas privadas, ficando ainda assim o custo de um aluno em “mais 36 euros do que um do público“.

PSD e CDS tentaram lançar areia para os olhos com um estudo da OCDE de 2007 que indica outros valores, e embora saibamos ser este governo hábil na manipulação de números convém não exagerar: sempre deve ter uma ideia mais aproximada das suas despesas do que a OCDE.

Fica assim claro o que já era uma evidência: no privado além dos outros custos  há ainda uma despesa a não desprezar: o lucro que é a sua razão de ser. Digam-me que as escolas religiosas não têm fins lucrativos, e além de me rir respondo que têm fins confessionais, o que é bem pior se falamos do direito ao ensino num estado laico.

Os argumentos da associação patronal do sector vão caindo, alguns pelas piores razões. Dizia o seu líder: “Temos de falar de condições iguais e também é necessário ver se nas contas entra o custo dos edifícios. No privado, o Estado não gasta com esses edifícios”, o que além de aplicado a outros sectores da economia sugerir que o estado subsidie as instalações de uma fábrica (o típico capitalista português quer sempre  menos estado na hora de pagar impostos mas muito mais estado quando toca ao subsídizito que o sustenta),  se revela desactualizado: as escolas públicas vão passar a pagar renda à Parque Escolar, o que como alerta o Paulo Guinote é gravissímo porque “vai estrangular financeiramente a gestão destas escolas e agrupamentos“, e acrescento eu, é meio caminho para a privatização da Parque Escolar, que seguirá o mesmo caminho da Estradas de Portugal mal haja engenharia para se tornarem lucrativas.  [Read more…]

Como Se Fora Um Conto – Vigaristas que mereceriam ser presos

Quem nos disse que já sabia o que nos ia acontecer? Todos e mais os outros!

Há muitos meses, anos até, que se ouve nas ruas, nas mesas de café, com vozes baixas e medrosas mas também em frases inflamadas e ditas bem alto, a revolta surda das gentes anónimas. E no entanto… !

Em nenhum momento o povo Português teve qualquer tipo de dúvida (excepto os mandantes deste pobre País e também os que querem vir a sê-lo, mas esses não pertencem ao povo) de que a Justiça em Portugal não funciona nem funcionará tão cedo, de que ninguém irá para a cadeia no famoso caso Casa Pia, da mesma forma que as dúvidas não existem sobre o mesmo desfecho em qualquer dos grandes casos de Justiça que ainda hoje correm nas barras dos tribunais. [Read more…]

A Sucessão de Sócrates…

… e o pragmatismo alemão.

Coragem!

Os meus companheiros do Aventar (boa parte) serão parte substancial daqueles que vão ficar “podres” com o facto de o PSD não ter chumbado o OE2011.

Os meus companheiros do Aventar (boa parte) fazem parte daquela maioria que considerou um erro a proposta de revisão constitucional.

Os meus companheiros do Aventar (boa parte) pertencem ao grupo daqueles a quem os cabelos se arrepiaram quando ouviram Passos Coelho afirmar “A ideia de que não se pode mexer em direitos adquiridos é uma ideia que cai no dia que for preciso“, ou seja, quando faltar o pão…

Só vos peço que pensem no seguinte: era ou não bem melhor para Passos Coelho, após a vitória nas directas, estar caladinho e quietinho esperando, apenas e tão só, que o poder lhe caísse no colo, como era previsível e hoje perfeitamente notório? Não foi assim com Durão? Não foi assim com Sócrates? Idem com Guterres? Foi, não foi? E deu no que deu, não deu?

Pois com Passos Coelho é diferente. A coragem de ser diferente, de dizer, desde já, ao que vem e para onde quer ir. É tão diferente do habitual na política caseira, não é? Não estamos habituados à verdade.

Não mudei de opinião sobre o OE2011, considero-o, por aquilo que dele conheço, um desastre – que nem tão poico será cumprido por estes senhores que, ainda, nos governam. Não tenho dúvidas que Passos Coelho também não gosta, até por não ser o seu orçamento. Mas preferiu o caminho, popularmente, mais difícil e vai abster-se.

Ele prefere seguir as suas convicções. No caso são diferentes das minhas mas a sua coragem em trilhar o caminho mais difícil faz-me acreditar que pode ser ele a estar certo e eu errado.

Sinceramente, estou cada vez mais convencido que fiz muito bem em largar o distanciamento político a que me tinha imposto nos últimos anos e voltar a acreditar. Estou certo que temos Homem.

Eu admiro a coragem, eu prefiro aqueles que não se amedrontam e trilham o caminho mais difícil, contra ventos e marés. Eu acredito na mudança e não estou arrependido.

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