Da falta de médicos à falta de professores

Terminadas as férias e “resolvido” o problema dos médicos, pelo menos até ao próximo Verão, virá o problema dos professores.

Não vão faltar notícias diárias acerca dos milhares de alunos que não têm todos os professores.

A Comunicação Social de vez em quando acorda para os problemas do país. Antes tarde do que nunca.

Quanto ao PS, assobiará para o lado e tomará umas medidas ridículas. Poucochinhas, inúteis e injustas – como as de Abril, em que completou automaticamente os horários incompletos dos professores colocados a partir daí, prolongando-os até 31 de Agosto, enquanto mantinha incompletos e temporários os horários daqueles que já tinham sido colocados antes.

O PSD, por seu lado, fingirá que não é nada consigo. E que nunca esteve no poder.

Planeamento? Medidas estruturais? Pensar para além da própria barriga?

Comments


  1. Very much Costa way of governance.
    O povo é sereno, e Costa o profeta da estagnação no circulo de giz lusitano.

  2. Anonimo says:

    O psd não foi o unico partido no poder a última década.

    O resto é o costume.
    Nunca percebi por que uma escola nao pode contratar e manter um professor.


  3. O PSD?
    Ou como na AR nunca houve oposições de facto,
    tragédia negra desta democracia libertina.

  4. Júlio Santos says:

    Sem dúvida que esse é o caminho a seguir, ou seja, serem as escolas a assumirem a responsabilidade de poderem contratar os seus docentes. Enquanto tal não acontecer vão Continuar estas disputas linguajares entre sindicatos e governo.

    • Paulo Marques says:

      É, as famílias dos presidentes de câmara têm que caber nalgum lado, o que vale é que é sem transferência de recursos. Podiam ser os administradores regionais, mas ops, não se querem.
      É acabar com os sindicatos e fica tudo na paz dos anjos.

      • Alberto says:

        Caro Paulo,

        É preferível ter o primo do presidente como professor do que nao ter professor. O sistema perfeito emanado da 5 de Outubro nunca funcionará. É minha opinião que é preferível a imperfeição do sistema descentralizado com eleições de 4 em 4 anos par mudar os primos.

        • António Fernando Nabais says:

          O problema da falta de professores não está no sistema de colocação, mas no sistema que não abre vagas, torna as substituições lentas e faz com que a docência não seja uma profissão atraente. Mudar os primos não me parece boa política, nem sequer política, porque leva a que se pense que qualquer um pode ser professor – penso que ninguém imagina que é preferível ter um primo do presidente como médico do que não ter médico.

        • Paulo Marques says:

          É mesmo isso que acontece com outros nomeados políticos.
          Como diz o Nabais, não se preenche porque não se quer; seja pelas contas certas, pagando muito caro depois, seja porque se quer passar as contas para outro lado, seja porque querem apoio popular a que se empregue quem se queira.


  5. Faltam professores, médicos, enfermeiros, polícias, pilotos de avião, pessoal de cabine (hospedeiras), trabalhadores rurais, trabalhadores para a construção civil, camareiras, empregados de mesa, etc., etc., etc.

    E o desemprego jovem nos píncaros!

    Nas palavras de João César Monteiro, citado por João Maurício Brás: “Portugal é um buraco onde se cai e um cu de onde não se sai.”

    • Paulo Marques says:

      Paguem-lhes que eles aparecem. Ou não, porque vai tudo ao charco mal a crise aqueça; se esperaram até agora, não vale o trabalho.


  6. Comunicação Social?

  7. estevesayres says:

    “O PSD, por seu lado, fingirá que não é nada consigo. E que nunca esteve no poder”! Esta gostei…

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