
Estão a ver quando os liberais usam a República Checa, a Estónia, a Letónia, a Lituânia ou a Polónia como exemplos?
Pois é. Espreitem a inflação nesses exemplos de liberalismo andante no quadro acima.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Estão a ver quando os liberais usam a República Checa, a Estónia, a Letónia, a Lituânia ou a Polónia como exemplos?
Pois é. Espreitem a inflação nesses exemplos de liberalismo andante no quadro acima.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Aí vem o burgesso do Menos, explicar como a coisa e tal se processa.
“Burgesso” é quem não sabe onde é que ficam a a Estónia, a Letónia, a Lituânia, a Polónia e a República Checa, com que países fazem fronteira, e a quem compravam (e deixaram de comprar) a energia, o combustível e vários bens essenciais. Quem, sabendo tais evidências, sugere o afirma que a causa da inflação que aí se verifica é o “liberalismo andante” desses países, nem tem nível para “burgesso”.
O liberalismo e, por conseguinte, o capitalismo são como as crianças: têm sempre desculpa.
É verdade; mas qual foi a ideologia que defendeu que estavam bem assim ao mesmo tempo que deviam ser hostis, colocando-se a jeito para o inevitável? Sem falar que saltarem de pés juntos a ser os primeiros a defender o suicídio colectivo do ocidente.
Está na hora de serem homenzinhos e defenderem que continua a ser a melhor solução apesar das consequências. Pode ser que alguém acredite, apesar da história nos mostrar o que vale quando não há comida.
Quase me faz lembrar a inflação aqui no rectângulo, quando ainda não eramos tão liberais, e tínhamos orgulho na moeda própria!
1974 – 27.8 %
1975 – 20.7 %
1976 – 18.3 %
1977 – 27.3 %
1978 – 22.1 %
1979 – 24.2 %
1980 – 16.6 %
1981 – 20.0%
1982 – 22.4 %
1983 – 25.5 %
1984 – 29.3 %
…
A ti vale-te o fascismo; mas não sabes que o fascismo é, hoje em dia, capitalista? Não vês o teu amigo Putin ou o compincha Bolsonaro?
Havia poupança e propriedade paga, e até a sagrada dívida pública era baixa (coincidências). Muito pior que a inflação da dívida privada, de certo.
Com uma moeda em permanente desvalorização, o escudo, face ao dólar, libra esterlina, marco alemão e franco suíço, peseta, você queria que a inflação fosse residual, como era até há bem pouco tempo, já com o euro?
Essa da desvalorização da moeda foi algo diferente de consequência do estado da economia?
A Inflação na Europa, só nas últimas duas décadas atingiu o patamar histórico de um dígito, nomeadamente abaixo dos 5%, a partir o aparecimento da moeda única, a chamada Zona Euro. Até aí andava sempre uns valores acima, mesmo em economias mais pujantes, como a Alemanha, ainda que esta tenha resolvido o problema, como sempre, aliás, primeiro de que os outros.
Antes, os países utilizavam a desvalorização cambial, os menos desenvolvidos, claro, como forma de ajustar a sua moeda à competitividade dos preços nas suas exportações.
A China, a maior potência comercial deste novo século, faz desvalorizações cambiais ao Yuan quase diárias, com um único fim, manter o nível de competitividade nos preços das suas exportações. Já o preço das importações tendem a subir.
Que relação há no estado da economia chinesa, com crescimentos acima dos 6,7e 8% e o valor cambial da sua moeda?
Aliás, tal como acontecia com a economia nipónica nos anos 60, 70, 80 e 90 do século passado, com um Yen a valer uns “tostões” face ao dólar, por exemplo?
Vender, vender, vender, …
Claro que não. Tal como hoje destruir salários e poder de compra também não. Ser exportador de baixo valor acrescentado assim obriga, como qualquer contabilista sabe; só deixamos é de ter alternativa. Ou escolha.
Pois é, Herr Minus…
E já comparou com outros países da Europa e da OCDE na mesma época? Vá lá! Vai ver que a diferença não é assim tão grande…
E Vosselência não deu conta que parte dessa inflação era propositadamente induzida, via desvalorização competitiva da moeda? Não?
O problema da inflação não é tanto o quanto é mas o impacto sobre os rendimentos e o poder de compra.
Nos anos 60 a inflação era um fenómeno corrente por essa Europa e Américas fora e pergunte a quem vivia e trabalhava em França ou na Alemanha à época se não foi uma época de prosperidade e de alargamento de direitos pelas classes trabalhadoras?
Pois, por cá não havia porque era combatida com controlo apertado dos preços, congelamento das rendas, proibição dos sindicatos não domesticados e PIDE à fartazana nas empresas. Veio o choque petrolífero em cima do esforço de guerra e foi logo tudo ao ar!
Em matéria de combate à inflação, aliás, vê-se que os liberalescos de serviço estão a patinar a toda a força. Estão completamente desorientados, aliás.
Veja-se só isto, para exemplo: ao mesmo tempo que defendem a “moderação” ou mesmo o congelamento dos salários (porque se quer evitar a “espiral inflacionária” quando a inflação vem do lado da oferta e não da procura…), defendem igualmente uma baixa radical de impostos para…que aumente o rendimento disponível das famílias!
Presume-se que, de modo muito disciplinado, as famílias não gastem essa folga para que não haja a tal “espiral”…E ai de quem gaste! Apanha logo uma arrochada do Doutor Cotrintintin e um pancadão do Venturoso Quarto Pastorinho (*)
(*) agravado se a malta resolver ir à feira de Carcavelos ou de Espinho comprar roupa mais barata aos…nómadas…
Então não se percebe? Reduz-se o dinheiro na economia, apesar de aumentar a dívida e acreditarem que é a banca que cria o dinheiro.
Não tem toda a lógica?
A Suíça é anti-liberal?
Não, é neo-liberal. É um paraíso fiscal. Mas é raro os nossos ultra-liberais darem o exemplo da Suíça, falam é sempre dos países do antigo (e podre) Bloco Soviético – sem nunca explicarem as razões que os levaram até aí (o populismo é lixado).
O João Maio tem parcialmente razão. Os liberais (dos quais faço parte) deveriam apresentar como modelo a Suíça – um país muito liberal e com muito sucesso. E com uma inflação muito baixa.
Uma correcção: neo-liberal. A maioria dos verdadeiros liberais (social-liberais, ver PS, PSOE ou LP) europeus situam-se no centro-esquerda; os neo-liberais no centro-direita e direita (como a IL, Ciudadanos ou LD).
Falta a esquerda verdadeira, que essa não tem inflação, só tem fome.
Pois talvez…
Porque há alguma que ainda não aprendeu como a direitrolhada, a cozinhar a inflação para se alimentar.
É um ingrediente muito versátil: vai com batatas, de fricassé, em molho de escabeche, à Bulhão Pato…
Pelo Menos.
Tudo catalogado e arrumadinho
Sim, a ciência política existe, mas, como não é STEM, as palavras que queiram dizer o que nos apetece. Porque não?
Existe, e é objectiva. Ser de “esquerda” ou socialista na Suécia, em Portugal, nos EUA ou em Cuba é exactamente o mesmo. Tal como a lei da gravidade.
Ps: prezo ver o PS no centro-esquerda, volta e meia são apelidados de fazer politicas de direita e serem neo-liberais. Etiqueta certa, cientificamente aprovado.
Isso é o menos importante, mas sim, ora são usados para o posicionamento relativo, ora teórico. Mas também têm os dois sentidos larga história que não vai a lado nenhum.
Outra coisa é liberal, social-liberal, ou neo-liberal (ou socialista, ou social-democrata, ou…): as directivas essenciais foram claramente definidas por quem as criou. Então as do sagrado Mont Pellerin são cristalinas, os bispos são claros na agenda a falar com os missionários.
Ao contrário do Joao L Maio, não conheço ao detalhe os programas económicos e sociais dos países descritos, bem como de muitos outros presentes na lista. Não sei se são de direita, esquerda, neo-liberais ou liberais não neo. Ou se têm parcelas da economia reguladas, e outras completamente liberalizadas. Ou quais são as suas políticas fiscais e salariais.
Nem sei ao certo qual o impacto da guerra da Ucrânia, em termos de importações e custo de produtos e matérias-primas.
É alto. Mas a dependência não caiu do céu. Nem a opção de ficar sem fornecedor.