A mentira dos que se dizem preocupados connosco

Há muitas pessoas que apesar de estarem naturalmente preocupadas com o ambiente, têm dúvidas (muitas) sobre os argumentos que histericamente (até por isso) são recorrente e constantemente arremessados. Eu sou uma delas.

Quase tudo o que é dito ou mesmo imposto, rescende muito mais a agenda ideológica que propriamente a essenciais preocupações com o futuro do nosso planeta. 

Dois factos para explicar o que tento dizer:

1) 

– as emissões de metano são 80 (oitenta) vezes mais responsáveis que o dióxido de carbono pelas alterações climáticas; https://unric.org/pt/alteracoes-climaticas-emissoes-de-metano-sao-80-vezes-mais-responsaveis-que-o-co2/

– 40% dessas emissões são causadas por fenómenos naturais e os restantes 60% por acção humana;

– desses 60%, a principal fatia provém da criação de gado. 

2)

– os 4 Países mais poluidores do Mundo são:

1º China

2º EUA 

3º Índia 

4º Rússia 

– destes 4 Países, apenas um (os EUA) está presente no COP27. 

Na neurasténica “actividade” dos “activistas” e porque são pessoas “realmente” interessadas no nosso futuro e no futuro do nosso planeta, a China, a Índia e a Rússia são tão ou mais atacadas que os EUA. São constantes as manifestações desses “activistas” em Pequim, em Nova Deli ou em Moscovo. E nessa “actividade” tão “sincera” e “imparcial”, o empenho na procura de soluções para a poluição causada pela criação de gado suplanta “claramente” o ataque aos veículos de combustão, à indústria ou a outra qualquer coisa que indicie capitalismo, liberalismo ou direitos individuais. 

Não, óbvia e claramente, não. A luta contra as alterações climáticas foi tomada de assalto por uma ideologia que viu nesse combate uma forma de sobrevivência. Uma bóia de salvação que lhes permita escapar à “morte anunciada” que o absurdo das suas propostas políticas só podia determinar. E não é uma bóia de salvação qualquer. Esta permite-lhes lançar a confusão e a poeira suficientes para dar a ideia que o que professam ainda pode ter valia. 

A lata desta gente é descomunal. Não bastava a avassaladora miséria e a mole de mortes que históricamente causaram, ainda se permitem por pura agenda ideológica, perverter e desfocar esta batalha contra as alterações climáticas. Pior porque esta batalha não é uma batalha qualquer. É a batalha pela nossa sobrevivência. Pela sobrevivência da nossa raça neste planeta. 

Por amor da humanidade, vamos ser sérios. Vamos ser realmente eficientes e competentes. Por amor da humanidade, é preciso mandar “à merda” estes asquerosos activistas de esquerda que, no fundo, se estão a marimbar para nós. E enfrentar com coragem, determinação e fundamentadamente as causas que levaram às alterações climáticas. Porque não temos outra opção, é preciso recentrar este combate expurgando-o de hipocrisias ideológicas. Porque não vamos ter outra oportunidade. 

Comments

  1. Luís Lavoura says:

    Espanta-me esse dado, de que o aquecimento global é maioritariamente causado pelo metano. De onde retirou isso?
    Sobre a criação de “gado”, convém dizer explicitamente de que gado está a falar. Há diversas espécies de gado e, creio, algumas espécies emitem muito metano, outras pouco ou talvez nenhum.

    • Rui Naldinho says:

      Vá ler sobre o assunto, que isso está documentado.

    • Pedro Santa Maria Lencastre e Sousa says:

      Pois, pelo andar da carruagem, ou seja do texto, bem me parecia que o grande problema está nos ” asquerosos esquerdistas”, sim porque se fossem os “higiénicos e encantadores direitistas”, aí sim, estaria tudo às mil maravilhas!!!
      Estou completamente de acordo em relação à absoluta necessidade de recentrar o debate, mas não como propõe, ou seja, acusando toda a gente que não pensa como V.Exa. de “esquerdista asqueroso”. Isso tem um nome: BAIXO NÍVEL ou FALTA DE EDUCAÇÃO, tanto faz, escolha a frase que preferir.

      • Paulo Marques says:

        O importante é que se recentre o debate no que se passou décadas à espera que funcionasse, não vá quem trabalha querer coisas.
        Vejo que a sobrevivência não é importante que chegue, ainda.

  2. Rui Naldinho says:

    A cimeira do clima não pode ser dissociada da explosão demográfica, em especial na Ásia.
    Se é verdade que as grandes economias têm sido muito pouco amigo da natureza, onde pontificam os países mais industrializados, a verdade é que a Ásia caminha para uma catástrofe humanitária. A Índia que tem menos de metade da área geográfica da China, para aí uns 40%, vai no entanto atingir nesta década os números da população chinesa actual. 1 500 000 000 de habitantes. Mas poderíamos falar no Bangladesh, que sendo maus pequeno tem uma densidade populacional de 1000hab/km2.
    Não podemos combater as alterações climáticas sem as consequentes correções demográficas e alterações no modelo de desenvolvimento gato pecuário, onde, por exemplo, o planeamento familiar e o reordenamento do território tem uma importância vital.
    Podemos corrigir os maus hábitos no uso dos pesticidas, combustíveis fósseis, etc, mas comecemos primeiro por diminuir a pobreza. Para diminuirmos a pobreza, façamos um controle demográfico mais eficaz dentro do respeito pelos direitos humanos. Mas façamos qualquer coisa.
    Sem essa percepção da realidade que nos rodeia, mas que ignoramos por incúria, esqueçam a proteção climática, que ninguém dará um passo sério nessa matéria, sem se resolver primeiro o problema demográfico. .

    • Rui Naldinho says:

      … modelo de desenvolvimento agro pecuário.

    • Luís Lavoura says:

      a explosão demográfica, em especial na Ásia

      Atualmente não há explosão demográfica nenhuma na Ásia – exceto na Ásia Ocidental, isto é, nos países do Médio Oriente. Em todo o resto da Ásia o número de filhos por mulher está já abaixo do número necessário para repôr a população.

      Explosão demográfica, atualmente, só em África.

      Nalguns países da Ásia a população ainda cresce, não porque as mulheres tenham demasiados filhos, mas sim porque são predominantemente jovens e estão na idade de os ter.

      • Rui Naldinho says:

        A Índia com quase 1 400 000 000 de habitantes, em pouco mais de 3 000 000 de Km2 é para si coisa sem importância? Sabe qual é a densidade populacional da Índia, por comparação com a China?
        Um país como o Bangladesh com uma densidade superior a 1000 habitantes por km2, também não?

        • Anonimo says:

          Sendo que parte do território nem habitável é (pelo menos em grande escala)

          Seis cidades com mais de 10milhões de habitantes.
          Qualidade de vida assegurada

        • Pedro Santa Maria Lencastre e Sousa says:

          Então o que propõe? Exterminar metade da população desses países?
          Por acaso sabe que, quer a China quer a Índia, praticamente estabilizaram as respectivas populações?

          • Rui Naldinho says:

            Onde é que você leu, algures, que a Índia estabilizou a população?
            Mostre-me lá onde é que isso está escrito.
            Mesmo a China, está ainda a crescer, muito pouco, é verdade, mas só em 2026 começará a decrescer. É só no ano de 2100 atingirá os mil milhões (1000 000 000) de habitantes.
            A Índia ainda irá subir cerca de 200.000.000 milhões de habitantes e ultrapassar a China, actual. Os estudos prevêem que a Índia chegue ais 1 650 000 000 de habitantes.
            Sabá qual é a área geográfica da Índia por comparação com a China. Cerca de 1/3 dessa área.
            Ninguém está a propor nada do que você escreveu. Aquilo que se propõe são políticas de natalidade adequadas.
            Se você lesse o que eu escrevi, entendia. Mas como você deve ter lido de forma enviesada resolveu inventar.

          • Paulo Marques says:

            Há um caminho conhecido: prosperidade, saúde, e direitos das mulheres. Mas só se pode vender aquilo que se pratica em casa, que à força não costuma resultar.

  3. POIS! says:

    Pois tá bem!

    Para bem do ambiente e combate à histeria vamos tomar medidas sensatas.

    Para começar, pode-se trocar os sofás de napa (*) onde meditamos sobre as malvadezas dos histéricos ativistas por cadeirões de verga com almofadas bordadas à mão.

    Assim poder-se-á meditar mais tranquilamente sobre os primeiros passos a dar para descobrir o que está por detrás das alterações climáticas, no sentido de começar a pensar em medidas a tomar, depois de profunda e corajosa reflexão, no sentido de se ponderarem tentativas enfrentamento que, lenta e ponderadamente, possam reverter com comedida determinação aquilo que talvez não nos deixe outra opção senão tomar cautelosas e elucubradas medidas.

    (*) Como todos sabemos, a napa é feita de vacas depois de se extraírem os bifes. É por isso que esta medida é revolucionária.

  4. Anonimo says:

    A sobrepopulação é o elefante no salão.

    O resto é o resto. Os activistas do mundo desenvolvido sempre podem abdicar dos seus telemóveis e poupar tanta electricidade não criando conteúdos digitais.

    Continuamos a apostar tudo na tecnologia, quando esta não consegue responder à velocidade das necessidades da população crescente e de um modelo de consumo exagerado.

    Já agora, aguardo a eco-luta a sério no comércio de animais. Não só é contra os direitos dos bichinhos, como um atentado ecológico por via das espécies invasoras.

    • Pedro Santa Maria Lencastre e Sousa says:

      Exactamente!!! A sobrepopulação é o grande problema da Humanidade!!! Já agora, o que propõe para resolver a situação? Que tal um conflito nuclear entre os EUA e a Rússia? Em pouco mais de 24 horas iam uns tantos milhares de milhões para os “anjinhos”, e assim tínhamos o problema resolvido. Fácil, barato e rápido!!!

      • Anonimo says:

        Calma Musk, bem sei que somos poucos.

        Claro que um conflito nuclear entre a urss e os usa não resolvia nada, não seja tonto, tinha que ser entre a China e a India. Mas não valia acertar em fabricas de chips.

  5. Paulo Marques says:

    Agora faça os valores per capita, e a necessidade de soberania de não ser controlado por quem decidiu foder os aliados (outra vez) e levar à sua desindustrialização, inclusive levando as empresas para casa com incentivos que o braço armado financeiro proíbe aos outros, tentando manter uma hegemonia que é sua por direito divino, com direito a excomunhãos e tudo.
    Nunca vi ninguém a queixar-se tanto do seu projecto ideológico vencer como os betos mimados. Ou será que querem admitir que os hidrogénios azuis e os unicórnios do CCS não valem uma pevide, e estamos muito piores do que devíamos? A olhar para as preocupações com as contas certas, não parece; o importante é bater em quem não tem poder para distrair toda a gente, é uma táctica que sempre correu bem aos liberais para fazer a linha subir.

  6. Carlos Almeida says:

    A ideologia dos liberocas é bem esclarecedora.Mais perigosos do que os Chegas

  7. jose valeriano says:

    O discurso de Guterres é em si um discurso de ódio por ainda não terem atingido aquilo a que os seus donos querem.
    Da maneira que eles querem lá chegar só mesmo cruxificando uma GRANDE parte da sociedade.
    Será que estes que tanto falam estão disponíveis para meter o pescoço debaixo do malhado?
    Assim teríamos que provavelmente começar pelos ditos ambientalistas para que estes dessem o exemplo.
    Estas crianças que andam metidas nisto e outra grande parte da sociedade que nem sabe como se produz nada de nada teriam que explicar como se querem alimentar.
    Qual seria a proposta desta gente?
    Gostaria de ver.
    Não há um debate sério e honesto na sociedade nem muito menos na CS.
    Mentir mentir para atingir os seus fins.

    • Paulo Marques says:

      Não sei; gostava que me explicassem como nos alimentamos sem água e sem fertilizante do gás russo, mas também ainda ninguém explicou.
      Uma coisa é certa, uma parte da civilização já passa por pior do que aconteceu em Lisboa; se calhar não considera sociedade, mas quando acontecer num supersite de resíduos tóxicos, o discurso vai mudar bem rápido.

    • Pedro Santa Maria Lencastre e Sousa says:

      Será necessário muita imaginação para descobrir “ódio” no discurso do Guterres, mas cada interpreta como bem entender. Ou será que é por ele ter sido secretário-geral do PS? Ou seja um perigoso esquerdista, comunista e mais um par de botas!!!

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