Burros que nem uma rocha

Fotografia retirada do site do Observador.

Como sabem, nada me une ao Rui Rocha. Muito menos à IL. Aquilo que hoje foi feito, é uma parolada. Como já tinha sido uma parolada o que fizeram ao Montenegro no ano passado (o que se seguiu a isso foi vergonhoso também, da parte do próprio, mas são outros quinhentos).

Ora, que efeitos tem o Rui Rocha apanhar com pó verde? Nenhum. Dá para encher noticiários e os comentadeiros andarem a botar faladura sobre nada.

Agora o resto. Como comecei por dizer, nada me une ao Rui Rocha. E tenho evitado tecer comentários sobre o Rocha e sobre a IL. Porquê? A esposa de Rui Rocha luta, neste preciso momento, contra um cancro. Tudo o resto é secundário. O combate político fica para outra altura, deixando o homem fazer campanha. O combate de ideias continua, mas há que haver um pouco mais de tacto, por agora. Empatia é para todos, não se esgota só nos nossos. É de um esforço hercúleo, de Homem, conseguir estar em campanha e, a seguir, ir para casa para um ambiente que não será o melhor e, mesmo assim, tentar transparecer uma postura de optimismo.

O que fizeram hoje revolta-me, porque o combate não é isto e cada vez percebem menos. Badamerda para todos. E força Rocha!

NOTA: se da próxima vez quiserem invadir um comício dos liberais com pó, levem antes o que vem da América do Sul… eles são mais adeptos dessas farinhas: ¡Viva la libertad, carajo!

Farsas

Foto: CNN Portugal

Estes “arruaceiros”, mas dos bons (basta ver a forma como são tratados em comparação com aqueles que sem qualquer violência, interromperam o lançamento daquela vigarice em forma de livro), estão tão preocupados com o ambiente como eu com as desventuras da Família Kardashian.

Vejamos:

– maior poluidor mundial: China com o dobro das emissões dos EUA;

– maior poluidor mundial “per capita”: EUA que, apesar de tudo, tem revelado uma evolução positiva, tendo reduzido significativamente as suas emissões nos últimos 20 anos ao contrário da China que aumentou e continua a aumentar e muito as suas emissões;

– maior causa do “efeito de estufa”: emissões de dióxido de carbono;

– maior causa específica e crescente do “efeito de estufa”: a agropecuária; o metano cuja principal origem está no sistema gástrico do gado bovino, é 86 vezes mais pernicioso para o clima que o dióxido carbono e está a caminho de ser o principal responsável pelo “efeito de estufa”.

Alguém já ouviu a Greta ou algum dos seus cúmplices, falar sobre a China? Sei lá, nem era preciso uma “manifestaçãozinha” em Pequim, mas que tal um rabisco laranja numa das suas embaixadas? Pois.

Alguém já os ouviu a pugnar “à séria” por uma alteração rápida e substancial de hábitos alimentares? A redução do nosso consumo de carne de vaca para metade era suficiente para reduzir determinantemente a dimensão do “efeito estufa”. Pois. 

Porque, na verdade, não estão minimamente preocupados com o ambiente. O verdadeiro objectivo é, artificialmente, fazer sobreviver uma agenda ideológica. Perante a “morte anunciada” do comunismo e do socialismo, a alternativa foi evitar esse inevitável e implacável desaparecimento através da adopção de novas causas. Como sempre, da forma mais errada possível. Como sempre, pondo a ideologia muito à frente das próprias causas que desesperadamente adoptaram. Tal como o comunismo se marimbava na felicidade das Pessoas porque o foco exclusivo era a subsistência do sistema político, também estes ambientalistas hipócritas, estão-se a borrifar para as alterações climáticas. O único e exclusivo objectivo é apenas manter viva a esquerda mesmo que em coma e “ligada às máquinas”. 

E o mesmo se passa com outras “causas” como, por exemplo, a absurda e inviável “ideologia de género”. 

Aliás, e a propósito, não consigo deixar de alertar que o grande “trunfo” e a maior fonte de recrutamento destes “activistas” é a escola. Onde, durante anos e anos, foi levado a cabo pelos partidos de extrema-esquerda, um minucioso, calculista e asqueroso processo de infiltração na classe docente. A inteligente (no mau sentido) estratégia levou ao alistamento de inúmeros professores que se dedicaram a perverter programas, ensino e função em favor de uma, também, repulsiva agenda partidária. Não tenham dúvidas até porque isto não é fruto de nenhuma rebuscada “teoria da conspiração”, mas sim de efectiva constatação e de informações “privilegiadas” (não são assim tão privilegiadas). O que diz muito da “bondade” da ideologia de esquerda que precisa de recorrer a processos “mafiosos” para crescer (neste caso, é mais para não desaparecer). 

O Estado da Nação

No Comment.

A mentira dos que se dizem preocupados connosco

Há muitas pessoas que apesar de estarem naturalmente preocupadas com o ambiente, têm dúvidas (muitas) sobre os argumentos que histericamente (até por isso) são recorrente e constantemente arremessados. Eu sou uma delas.

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Como se Putin precisasse de Medina para alguma coisa

Em Janeiro, um grupo de manifestantes juntou-se em frente à embaixada russa em Lisboa, para protestar contra o regime totalitário de Vladimir Putin, em particular contra a detenção de Alexei Navalny, um dos mais audíveis opositores da ditadura instalada no Kremlin. Meio ano depois, Expresso e Observador noticiaram o caso, que rebentou como uma bomba no espaço publico nacional.

Este caso, gravíssimo e intolerável, não se circunscreve ao alegado erro, que resultou na entrega dos nomes dos organizadores daquela manifestação às autoridades russas, conhecendo o historial de assassinatos de activistas perpetrados pelos sabujos de Putin, pese embora resulte de um procedimento em vigor há 10 anos. Ainda assim, deveria ser suficiente para Medina colocar o lugar à disposição e se afastar do exercício de cargos públicos até que tudo estivesse esclarecido.

Não quero com isto dizer – muito menos alinhar nas conspirações estapafúrdias e imbecis que li no Twitter e no Facebook – que Medina recebeu um telefonema de Putin para denunciar os activistas, e que o autarca fez o frete ao ditador russo. Isto é um absurdo a todos os níveis, até porque Putin não precisa das autoridades portuguesas para nada, logo a começar no facto de a manifestação ter decorrido em frente à sua própria embaixada, observada de perto pelos elementos do FSB com passaporte diplomático. Aliás, se os hackers russos conseguem minar as eleições nos EUA, certamente não precisarão de nenhum Snowden para entrar na rede CM de Lisboa e extrair toda e qualquer informação que lhes interesse.

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#LiberdadeJá – Vigília de apoio aos activistas politicos angolanos

“Senhor Presidente: Se tiver ainda um momento de reflexão possível recorde-se dos seus tempos de jovem quando a revolução do seu país lhe ocupava a sua força, a sua inteligência e todas as suas capacidades. O tempo em que provavelmente era feliz.”

Não resisto a juntar às minhas fotos a carta escrita por Alípio de Freitas, dirigida ao presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e lida no dia da vigília pela filha, Luanda Cozetti.

“Senhor Presidente:

Ao mandar prender Luaty Beirão e os 14 ativistas, que estão até agora encarcerados sem culpa formada, não devia saber que um homem se quiser pode resistir e sobreviver vitoriosamente a qualquer forma de opressão.

Não devia saber porque se esqueceu. Esqueceu que já foi jovem, que já lutou por ideais. Ideais de liberdade de democracia e bem-estar social. Esqueceu tudo porque infelizmente o seu país é o exemplo contrário de tudo isto. É uma ditadura cruel, um valhacouto de ladrões, uma associação de interesses mesquinhos, melhor dizendo, um país sem povo. Quem lho afirma é alguém que durante dez anos esteve preso, sobreviveu às greves de fome e à tortura. Esta é a afirmação de um homem que esteve disposto a morrer por aquilo em que acreditava. E digo-lhe que um homem pode ser triturado pela máquina do terror que a sua condição de homem sobrevive, pois todo o homem pode manter-se vivo enquanto resistir.

A luta dos jovens angolanos é um libelo contra a opressão como forma de vida política, contra o silêncio das mordaças, contra todos os processos de aviltamento dos seres humanos, contra a corrupção ideológica. A luta dos jovens angolanos é a constatação de como o arbítrio avilta os indivíduos e as instituições, corrompendo-os pelo abuso do poder, pela falsa certeza da impunidade, pela imposição imoral de uma vontade sem limites, pelo silêncio indigno, pela conivência criminosa, pela omissão filha do medo, em que o silêncio do terror tem que ser aceito como paz social.

Se me atrevo a dizer-lhe tudo isto é porque Angola fez parte do meu ideário político e das minhas preocupações revolucionárias e muitos revolucionários angolanos foram meus amigos. Quando parti de Portugal para o Brasil devia ter partido para Angola, mas já nesse tempo as condições da minha ida não foram possíveis, devido às minhas ligações com a resistência angolana. No Brasil, colaborei com a resistência angolana e fui seguindo os seus passos como pude a té porque eu já estava umbilicalmente ligado à resistência brasileira. Mesmo assim, à minha única filha, coloquei o nome de Luanda.

Senhor Presidente, é tempo de não se deixar enredar por intrigas palacianas, por intrigantes gananciosos, por saqueadores de todo o tipo. Quando esse saque acabar o único responsável será o senhor. Se tiver ainda um momento de reflexão possível recorde-se dos seus tempos de jovem quando a revolução do seu país lhe ocupava a sua força, a sua inteligência e todas as suas capacidades. O tempo em que provavelmente era feliz.

Como sabe, o poder tanto pode chegar aos que dele abusarão como àqueles que o usarão com legitimidade a favor dos seus povos. Mas só os poderosos podem ser magnânimos, cometer actos que aos outros mortais não são possíveis Tem agora tempo de ser magnânimo: retire os presos da prisão, ouça-os e depois peça-lhes desculpa. Eles merecem.” 

Lisboa, 18 de Outubro de 2015 

Alípio de Freitas

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Faculdade de Direito de Coimbra: a origem da repressão política em Angola

vaca mitra

Aquele momento em que, perante um problema sério, somos abalroados por um rasgo da mais pura bovinidade. Gabriel Silva, do Blasfémias, chegou à brilhante conclusão de que a culpa pela prisão de 15 activistas angolanos sem acusação é da herança dos “eminentes juristas coimbrões, cuja cultura repressiva e abusiva  se espraiou por todos os  CPLP“.

Notável. O facto do país ser governado por uma ditadura com um longo historial de repressão e saque da sociedade civil angolana nada tem que ver com esta situação. A culpa é desses juristas coimbrões, essa corja terrorista que dissemina o mal, reprime a oposição, acumula fortunas descomunais, vive à custa dos negócios e recursos do Estado e alimenta toda uma oligarquia de altas patentes militares e respectivas famílias, que vivem entre Luanda e Lisboa para fazer as delícias das insígnias de luxo que povoam a Avenida da Liberdade. O clã Dos Santos é apenas um bode expiatório da esquerdalhada invejosa que vive mal com o sucesso dos liberais que sobem a pulso. Blasfemos!

Quem são os criminosos afinal?

   
5 activistas da causa animal foram condenados a prisão efectiva por terem perturbado a santa paz de um laboratório onde se fazem experiências com animais. Entre outras coisas, fizeram telefonemas abusivos e enviaram embrulhos-bombas que, depois de abertos, afinal não tinham nada.
Grave, muito grave. Já a continuada tortura sobre animais indefesos, quando já existem muitas outras alternativas fiáveis, é perfeitamente natural e admissível.

Quem são os criminosos afinal?