A Folha Nacional e a arte de perpetuar noticias falsas

O CH recorreu a um truque clássico do populismo fake: lançou uma “notícia” na Folha Nacional, o seu órgão oficial, aplicou-lhe indevidamente o selo de qualidade da Lusa – por discutível que essa qualidade possa ser considerada – e fez passar a sua propaganda como algo de natureza puramente jornalística.

Como sempre acontece com estas coisas, o partido de Ventura foi apanhado, garantiu tratar-se de um lapso – aparentemente, um dos militantes do partido tinha ali um logo da Lusa à mão e meteu-se sem querer na publicação do partido – e corrigiu a peça, uma hora mais tarde. Com um sincero pedido de desculpa. Mesmo do fundo do coração.

Agora é deixar a internet funcionar. A versão fake Lusa da Folha Nacional vai circular infinitamente, convencendo centenas ou milhares da sua autenticidade, e, a determinado momento, o fake passa a ser verdade por exaustão digital. A extrema-direita contemporânea funciona assim. De Trump a Le Pen, de Abascal a Bolsonaro, o estratagema é comum e recorrente. E profundamente eficaz. Um dos muitos motivos para combater esta gente sem contemplações.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Quanto ao post, e tendo em conta a popularidade do blogue, não seria de alterar a imagem convenientemente, visto que deverá ser dos primeiros resultados do image search?
    Quanto à aldrabice, tá mau, normalmente inventam um instituto qualquer com uns prémios do tio para criar a credibilidade.

    • João Mendes says:

      bom dia, Paulo,
      Alterar a imagem porquê?
      cumprimentos

      • Paulo Marques says:

        Porque é provável que o algoritmo da “pesquisa por imagens” no Google Search e afins acrescente a popularidade do blogue à popularidade da imagem. Só por isso.

  2. JgMenos says:

    Nem a fotografia é da Lusa?
    O vermelho vem de qualquer modo muito a propósito de uma cambada ‘de esquerda e progressista’ que é a palavra-senha da cambada esquerdalha.

    • POIS! says:

      Pois tem toda a razão em perguntar!

      Porque, e isso está comprovado, que todos aqueles indivíduos são filhos da Lusa, uma rapariga de Freixo de Espada á Cinta que viveu em união de facto com um tal Manel Folha, fundador da Igreja do Pregador do Venturoso Pastorinho.

      Tiveram uma numerosa prole, que deram todos em jornalistas e políticos.

      Foi preciso um órgão rigorosamente independente (funciona lá na sede, mas no sótão, com entrada independente pelas escadas de serviço), como a Folha de Couve Nacional, para tornar a coisa conhecida.

    • Paulo Marques says:

      Sim, a realidade tem um viés comunista. Temos pena.

  3. Joana Quelhas says:

    Vou antes de comentar relembrar o meu ultimo post:

    “A mentalidade do comuna Mendes é mesmo isto.
    Para qualquer pessoa com mais de 3 neurónios sabe que é possível :
    a) Induzir uma conclusão verdadeira a partir de premissas falsas
    b) Induzir uma conclusão falsa a partir de premissas verdadeiras

    Basta para isso que as premissas se refiram a categorias diferentes.
    Aqui o sofista-mor em defesa do comunismo (velado) e anticapitalista sabe como deve enganar o leitor incauto ou menos treinado.”
    Para evidenciar a “luta” deste individuo que mais uma vez sem surpresa vem aqui defender a extrema-esquerda.

    Reparem na “técnica” usada desta vez:
    Critica uma tecnicidade que acredito foi mesmo lapso, pois a credibilidade da Lusa é muito baixa( para quê usar algo com credibilidade duvidosa?).
    Nunca se refere ao conteúdo na noticia, se é falsa ou verdadeira.
    Isso não lhe interessa. Ou seja , interessa-lhe sim encobrir esse conteúdo.
    Para isso lança mão da “Falácia do Espantalho” .
    Convencido que com isso os leitores inteligentes vão esquecer o que realmente é importante.
    Mas este post fez algo excelente, que foi divulgar o “Folha Nacional”.
    Espero que também escrevam algo sobre o “Pagina Um”, que é um excelente projecto jornalístico que ao contrario dos outros não está cooptado pela esquerda, e por isso também merece divulgação.

    Joana Quelhas

    • “acredito foi mesmo lapso”
      Não quer comprar uma torre muito bonita, mesmo no centro do Porto (Clérigos), com uma vista fabulosa? O preço é excelente, pois tenho muita urgência em vender, que estou a precisar de dinheiro.

      De facto, publicar uma “notícia” é como comer esparguete com molho, às vezes pingam um link e um logótipo da Lusa para onde não queremos…

    • Paulo Marques says:

      Resumi o seu post ao relevante.

      Béu béu béu, um pasquim ideológico mentiu, béu béu béu.

    • POIS! says:

      Pois mais uma vez, ó Qwuewellhass(*)…

      Se lamenta que, para Vosselência, não seja possível saber o que é possível: segundo a última contagem, já só lhe restam dois neurónios e um deles fortemente afetado por reumatismo.

      Pelo que deve tomar cuidado. Não os canse com essa conversa das premissas. Pode ser perigoso!

      (*) Como vê, segue-se a máxima do Alencar (seja ele quem for…), aqui divulgada por Vosselência: “não mencionar o…Vosselência!”.

      • POIS! says:

        Ah!, e só mais uma coisinha, ó Qwuwelhass…

        Essa da “baixa de credibilidade” da Lusa é um premissa um tanto arriscada. Para já, será muito mais credível, perante qualquer “leitor inteligente” do que a Folha de Couve Nacional, não?.

        Posto isto, digamos que as conclusões de Vosselência…

        Embora saibamos que Vosselência, nestas coisas, é uma verdadeira especialista: ainda noutro dia foi vista com uma premissa em cada mão, uma falácia pela frente e um sofisma pelas costas. Só que estava enganada: aquilo não era uma tertúlia filosófica. Era uma casa de “swing”…

    • POIS! says:

      Pois, e mais, ó Queuelllhass (*)

      Parece que, nos Açores, os Pastorinheiros também atribuíram à Intercampus uma sondagem que se provou ser falsa! A Intercampus não fez nenhuma sondagem nos Açores, nos tempos recentes.

      Só se Vosselência também achar que foi lapso… por falta de credibilidade da Intercampus…

      Enviada a “premissa” para o galheiro, a conclusão é que os Pastoreiros são uma cambada de vígaros. Os de aquém e os de além-mar.

      (*) Como vê, segue-se a máxima do Alencar (seja ele quem for…), aqui divulgada por Vosselência: “não mencionar o…Vosselência!”

  4. Anonimo says:

    O que é a Folha Nacional? Uma espécie de publicação feito no e para o twitter ou um jornal digital?

    • Sei lá, mas aquilo é só digital, por isso nem para limpar o cu serve.

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