Ainda agora lá chegou

e já está a causar estragos.

O Correio da Manhã secou a barragem de Belver

Fotomontagem via Os truques da imprensa portuguesa

Quem precisa de uma seca severa quando tem um pasquim habituado a manipular a opinião pública? Que seria de nós sem um folhetim sensacionalista, sempre pronto para ampliar e distorcer os problemas que afectam o nosso país?

O Correio da Manhã podia ser um jornal sério? Podia, mas não era a mesma coisa.

O Esgoto da Manhã

informa que os salários no sector privado descem em Janeiro. Como quase tudo o que vem neste pasquim reaccionário, é mentira.

Da série “Carlos Abreu Amorim gosta de manipular os seus seguidores do Facebook”

Se não gosta, parece. Em Abril foi uma actualização de foto de capa no Facebook, onde figurava um dos jovens que o anterior governo simpaticamente mandou emigrar, como se fizesse parte de um novo lote de “convidados”, versão esquerda radical. Manipulados os leitores, o que se seguiu foi o linchamento da Geringonça que, aparentemente, seria culpada pela emigração em massa em 2012. Michael Seufert, ex-deputado do CDS-PP, foi um dos animadores daquele momento de pura aldrabice e, que se saiba, o deputado Carlos Abreu Amorim, que pela posição que ocupa deveria ter uma postura mais responsável e adulta, nunca se retractou. E isso diz-nos algo sobre a ponderação e a seriedade com que o deputado exerce as funções para as quais foi eleito. [Read more…]

Porque é que a repórter da TVI mentiu escandalosamente em directo?

Fotomontagem via Os truques da imprensa portuguesa

O caso já tem alguns dias e remonta à tomada de posse dos novos ministros e secretários de Estado do executivo Costa. Em tempos não muito longínquos, teria passado por entre os pingos da chuva, pelo menos para significativa parte da opinião pública. Felizmente, existem hoje uns tipos perigosíssimos, que dão vida a um projecto chamado Os truques da imprensa portuguesa, que teimam em não dar descanso ao embuste jornalístico, o que é refrescante no seio de uma sociedade que se depara diariamente com factos alternativos, criados com objectivos tão distintos como gerar receitas ou manipular a opinião pública para benefício de certos e determinados indivíduos e sectores.  [Read more…]

Contribuição do Facebook para manipulação eleitoral nos EUA foi muito além da visualização de anúncios pagos

Páginas do Facebook geridas por russos foram responsáveis ​​por resultados muito mais palpáveis do que os milhões de visualizações de anúncios políticos durante as eleições norte-americanas. Com efeito, traduziram-se em dezenas de eventos políticos no mundo real nos EUA, incluindo uma manifestação ligada ao contra-movimento “Blue Lives Matter” (reacção ao movimento Black Lives Matter contra a brutalidade policial exercida sobre os afro-americanos)  numa cidade e num protesto contra a brutalidade policial noutra cidade – e nos mesmos dias.

Uma investigação do Wall Street Journal revelou que pelo menos 60 marchas, manifestações ou protestos foram orquestrados, divulgados ou financiados por oito páginas do Facebook apoiadas pela Rússia. Estes números parecem indicar um nível de exposição muito superior ao que até agora se estimava.

  • Páginas do Facebook investigadas: 8
  • Número total de gostos: mais de 2 milhões
  • Marchas, manifestações e protestos programados: pelo menos 60
  • Eventos confirmados como ocorridos: 22

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“Fake news” compensa

Há dias, o Jornal Económico (JE) publicou uma “notícia” baseada numa crónica de opinião saída há um ano no Financial Times. O artigo foi partilhado no Facebook pelo JE e, posteriormente, apagado do jornal quando os leitores apontaram que este estava a criar um facto, em vez de noticiar um facto.

A história está detalhada em post anterior, escrito no dia 8 de Setembro de 2017. Nessa altura, acendendo ao artigo pela Google Cache, podia constatar-se que o artigo do JE tinha 1600 partilhas no Facebook. Hoje, passados 4 dias, o artigo já tem 2500 partilhas no Facebook. Portanto, mesmo com a “notícia” original apagada no jornal online, o artigo continua a viver no Facebook, onde está a ser partilhado. [Read more…]