Breve história da economia moderna

Já todos vimos este filme. Um colosso entra no mercado, trazendo uma dinâmica forte e preços altamente competitivos.

É proibido vender com prejuízo, se bem que demonstrar que a lei foi violada é uma tarefa hercúlea. E como se sabe, o Estado é magro e não tem ninguém para acompanhar o tema.

Porém, nada impede que se venda sem lucro e que se negoceiem condições com os fornecedores por forma a que existam produtos com custo residual (as famosas promoções com preço de arrasar). Afinal, se o fornecedor disponibiliza produtos a custo zero, ou perto disso, dificilmente a venda ao público será feita com prejuízo, mesmo praticando preços finais impossíveis. Está cumprida a lei.

Para aqueles que não têm capacidade financeira e negocial para competir, paciência. Que fechem as portas. O que importa é que o consumidor ganha melhor preços e mais oferta, certo?

Se a concorrência desaparece, paciência. Os empregos desaparecem ou dão lugar a condições precárias mas isso pouco importa. Porque no final do dia, consumidor fica a ganhar. Até que não seja esse o caso.

Comments

  1. balio says:

    A concorrência nunca desaparece, desde que haja liberdade de entrada no mercado.
    Por exemplo, em Portugal além do Pingo Doce e do Continente há a Mercadona, o Lidl, etc.

    • POIS! says:

      Ora pois! E por cá há uma grande liberdade de entrada no mercado.

      O meu vizinho informou-se e, hoje mesmo, já está a caminho de amandar concorrência a rodos para cima das sonaes, auchans, jerónimos martinzes e tal. Eles que se cuidem!

      Basta bater à porta, limpar os pés e logo se ouve uma voz vinda de dentro: “Eeeeeentre!”

  2. João Paz says:

    Balio a concorrência digna desse nome já desapareceu há muito. Agora há a predominância avassaladora da cartelização encapotada ou nem por isso.
    Quanto às palavras da publicação os consumidores no fim de contas ficam sempre a perder (a sofrer mais aumentos) porque todas as manigâncias descritas se destinam a aumentar no médio e longo prazo os preços com menor ou nenhuma concorrência. A razão básica é a de que o liberalismo onde havia regras e normas há muito foi substituído pelo neoliberalismo onde não as há (as muito poucas que permanecem desaparecem a uma velocidade vertiginosa).

  3. Paulo Marques says:

    Isso é para meninos, há que baixar o preço por via de cartões de descontos e vantagens e incentivar o uso do crédito ao consumo dos bens essenciais com modestas taxas. Também isso ultrapassado com a venda da utilização dos dados dos utilizadores pelo módico preço de deixar a promoção e venda a cargo do retalhista que certamente não copiará um produto popular.

    • Paulo Marques says:

      Dados esses também utilizados para extrair o valor máximo que o utilizador pode pagar, especialmente em caso de necessidade urgente.

  4. e quando conseguirem eliminar completamente o comercio de rua vão, em conluio, manietar e explorar os proprios fabricantes, que não terão onde vender os seus produtos senão nos 5 ou 6 patrões do retalho em Portugal. Nos preços e condições que eles quiserem, senão……..aqui não vendes.

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