O Expresso enganou-se no mês

E no número. Há alunos sem aulas desde Setembro.

Aliás, já se sabia que isso iria acontecer há muito. Basta fazer as contas quanto a quem se reforma e quem entra no quadro.

Um ministro da educação teria este aspecto em conta e planearia de acordo. Já um secretário do ministro das finanças tem outras prioridades.

Sobre o artigo do Expresso, curiosamente a mesma jornalista fez em Outubro uma peça sobre a falta de professores. Às vezes dá jeito usar simultaneamente o Tico e o Teco para juntar dois mais dois.

Quantos dos alunos sem aulas não têm professor?

Quantos alunos ainda não têm professor?

Ainda mais curioso é neste artigo, perto do fim, haver uma nota sobre a dificuldade em encontrar professores para substituir baixas e saídas por reforma. Parece não ter sido suficiente para levar a dar o passo extra e procurar responder às duas questões anteriores.

Isso seria jornalismo. Assim, é agência de comunicação a dar voz aos preparados que lhes chega às mãos.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Passou a estar na moda dizer que têm muita razão, mas que não há dinheiro para os recursos. Bom, parece que vamos descobrir se há recursos sem haver dinheiro. O Reino Unido vai na dianteira, e está a correr bem.

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