André Ventura, o grau zero da credibilidade

Diz-se anti-sistema, mas acobarda-se contra os donos disto tudo.

Diz-se contra as elites, mas é financiado por algumas das maiores fortunas do país.

Diz-se contra corrupção, mas enche o peito para anunciar um vídeo de apoio de Viktor Orbán, um dos políticos mais corruptos da Europa.

Diz-se implacável contra os criminosos, mas tem vários condenados nas suas listas.

Diz-se um homem do povo, mas passou a campanha fechado em salões, longe da rua.

Diz que o PSD é uma prostituta, mas suspira por um acordo com Montenegro. Ou com outro qualquer que o queira.

Diz que vai cortar tudo o que é imposto, subir tudo o que é salario e pensão, mas não diz aos eleitores que isso rebentaria com as contas públicas.

Diz-se transparente, mas as contas do seu partido estão sob suspeita de várias ilegalidades.

Diz-se a favor da Ucrânia, mas garante que a sua principal referência política na Europa é Salvini, um boy de Vladimir Putin.

Diz-se herdeiro dos valores ocidentais, mas integra a falange que quer destruir a democracia liberal.

Diz-se cristão, mas propaga o ódio contra os mais vulneráveis.

André Ventura diz tudo, diz o seu contrário e, mesmo assim, acaba quase sempre a mentir.

É o grau zero da política portuguesa.

Comments

  1. E se tudo isso é financiado por quem a tal de democracia liberal quer que tenha dinheiro e poder, como é que pode ser anti-sistema ou destruí-lo?

  2. JgMenos says:

    A inquietação dos esquerdalhos é um consolo para quem está farto de aturar a cambada!

  3. Figueiredo says:

    «…valores ocidentais…democracia liberal…»

    O liberalismo só traz desemprego, pobreza, miséria, fome, desigualdades, barbárie, genocídio, racismo, xenofobia, caos, crises económicas, crime, narco-tráfico, e desumanização, aos Países que aplicam esse sistema:

    https://allkindsofhistory.files.wordpress.com/2021/05/twopeny-hangover-likely-reconstruction.png?w=1400&h=

    • “Só” é francamente exagerado, ou não estaríamos num computador a escrever coisas uns aos outros. Que liberdade, para quem, e a que custo, é que é sempre variável.

  4. Olhe, já não sei, em termos de credibilidade; vi um excerto de Rui Rocha no jornal que é suposto ajudá-lo, e aquilo é duma pobreza atroz. Pode-se cortar porque a lição nº1 do MBA é que há sempre por onde cortar, não é preciso estudar, entender, perguntar a ninguém, é assim e pronto.

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