O Partido Socialista (PS) perdeu as eleições que ninguém ganhou, excluindo a agremiação onde se arrolam mil e um interesses obscuros.
Em relação a 2022, o PS perde quase meio milhão de votos. A “grande” Aliança Democrática (AD), coligação entre três partidos – uns mais moribundos do que outros -, conseguiu a proeza de, em relação a 2022 e ao PSD de Rui Rio, só ter ganho 259 224 votos. Já a terceira força política, arregimentou os votos daqueles que no seu extremismo se vêem representados mas, sobretudo, dos descontentes; se, por um lado, nos congratulamos porque a abstenção baixou, também saberemos ver que esses, os cordeiros inocentes, saíram para votar no lobo que lhes esfolará a pele mal tenha oportunidade. É, de todos, o mal menor, pois hoje, se a gente adulta estiver atenta e se galvanizar, será o primeiro dia do fim da vida da extrema-direita como a conhecemos na Assembleia da República. Com tantos deputados quantos os anos que durou o Estado Novo, a cooperativa de interesses de colarinho branco chamada Chega terá, agora, a difícil tarefa de transformar os votos que teve em propostas concretas e realistas, para lá da gritaria, do insulto e da mentira reles e facilmente desmontável, o que, convenhamos, será quase tarefa impossível para quem entrou na política apenas e só a reboque dos caciques milionários que comandam o país.
Quanto ao grande derrotado da noite: os resultados mostram-nos a consequência das políticas impostas por Mário Centeno e Fernando Medina com a cobertura do ex-Primeiro-ministro, António Costa. O social-liberalismo não enterra a sua convicção de ser a quinta coluna do capital, pelo que, enquanto não voltar à terra para se assumir aquilo que nunca devia ter deixado de ser, um partido de esquerda social-democrata, poderá muito bem voltar a perder as eleições daqui a seis meses.
Os últimos vitoriosos da noite eleitoral foram as televisões e os comentadores. O discurso de e para a “bolha”, o desfasamento da realidade, a análise de fato e gravata, as sondagens como único barómetro. Tudo falhou, novamente. E, falhando, como podemos intuir uma vitória das TVs? Porque a política como reality show, os políticos como youtubers e as análises como late night show serviram o propósito de banalizar a democracia, as instituições e a credibilidade – a pouca, mas a que sobra – dos políticos. Estão, portanto, de parabéns: e se quiserem continuar a poder dizer alarvidades de Segunda a Sábado, era bom que dissessem alarvidades diferentes das que têm sido ditas nos últimos quatro anos; pois, um dia, poderá ser tarde demais e, em vez de as dizerem, serão, eles mesmos, comandados por alarves.
Em suma, perdeu a facção mais à esquerda do neo-liberalismo; ganhou por pouco a facção de centro-direita do mesmo; se não querem ficar reféns da facção de extrema-direita do neo-liberalismo, é favor ser mais explícito daqui a seis meses, quando voltarmos para escolher qual dos neo-liberais queremos que nos governem. Até lá, continuamos por aqui.
Ps. Obviamente, a bem da verdade, não existem 18% de eleitores neo-fascistas, racistas, xenófobos e homofóbicos em Portugal. Mas 18% dos eleitores que votaram elegeram 48 deputados neo-fascistas, racistas, xenófobos e homofóbicos que, agora, se sentarão confortavelmente nos lugares que ocuparam de 1933 a 1974. O regime está doente; não o deixemos morrer para que, um dia, renasça nas mãos daqueles que o queriam morto à nascença, em Abril de 1974.






Eu vou esperar sentado à espera que quem andou a juntar-se à cruzada contra um suposto “socialismo” “corrupto” por natureza passe a ser um adulto na sala invés de se preocupar com tachos e serventias. Incluindo ali o comentariado que parecia ter aprendido qualquer coisinha por volta de 2015, mas não queria agora destoar do resto dos camaradas.
In portuguese, please
regards
O PSD certamente vai ter cuidado com o escorpião que o vai tratar como mais um sapo.
Será que o PS vai finalmente perceber que as pessoas não comem excedentes orçamentais?
Altere-se a Lei Eleitoral, inicie-se um novo caminho, invista-se na Educação, fale-se verdade, sejamos solidários. Estas as bases para uma nova vida com mais dignidade.
«se a gente adulta estiver atenta e se galvanizar (Pratear ou dourar por meio de galvanoplastia)».
Cubram a merda que vêm demonstrando ser que não evitarão que se lhe adivinhe a substância.
Pois, sábias palavras!
Por isso, malta, desistam. Não vale a pena cobrirem o Menos!
E a substância é o quê?
Já o outro, ninguém não sabe que é aldrabão, esperam é que não o seja com o que lhes interessa.
A esquerdalhada, que tresleu meia dúzia de linhas dos manuais comunas e acredita ter reinventado o país e o seu povo, vai conhecendo que no futuro a espera ser avaliada pelo que vale: uma cambada de treteiros dados ao saque e ao parasitismo.
Pois!
Só falta Vosselência marcar mesmo a data da avaliação final! Faça lá isso depressa! O que é que o prende? Está à espera de quê, criatura?
Tenha cuidado, que 50 anos de sucessivos adiamentos podem ser interpretados como sucesso da coisa! Não se pode arriscar!
Avaliado o quê, por quem? A dona Luciana e o menino Alexandre vão ser convidados para uma votação pelo aldrabão condenado?
neo-fascistas – o povo tem a memória de que no tempo em que governavam os ‘fascistas’ a corrupção não atingia os políticos de topo.
racistas, xenófobos – o povo tem memória de que no tempo em que governavam os ‘fascistas’ o país se dizia multiracial da Europa à Ásia.
homofóbicos – o povo tem memória de que no tempo em que governavam os ‘fascistas’ sempre houve homo, e que só tinham por encargo não exibirem a sua anormalidade.
Mas a esquerdalhada adora inventar anátemas que possa usar para proclamar a sua excepcionalidade que em final se resume a serem medíocres ufanos da sua mediocridade, e que a todos querem impô-la.
Ha, ha, ha…
Está muito piadético, este Menos…
Extraordinária a capacidade que tem para desculpar Salgado e amigos, e nem assim estava na agenda do homem.
Este nabo faz do Salgado um político de topo!
Na estrumeira abrilesca até podes ter razão…
Pois!
Não era político de topo porque não gostava de se misturar com a ralé salazaresca.
De vez em quando lá lhes pagava umas jantaradas e lhes dava umas pancadinhas nas costas, como a elite financeira está habituada em relação à criadagem.
A pouca memória do povo deve-se sobretudo ao esquecimento do conhecimento público dessas matérias. A censura – que proibiu um texto de um familiar meu num jornal local, a propósito de primeiras pedras e negociatas com um quartel dos bombeiros que só foi feito depois do 25 de abril – não deixava que a tal “memória” existisse.
Era isso e as mamas da Romy Schneider! É coisa que não se via! Credo!
Sim, pá, os comunistas já faziam photoshop às fotos das festas em conjunto antes de haver computador.
Carissimo Salazarento
Os Espiritos Santos nunca foram politicos. Nem os Melos, os Champolimauld, os Sommer etc etc. Enfiim as 6 ou 8 familias quecmandavam em Portugal, antes do 25 de Abril.
Mas o gerente do Pais a quem eles confiavam essa missao, era Oliveira Salazar, e a Uniao Nacional partido unico liderado por Salazar.
A ditadura que criou com a ajuda dos teus colegas da PIDE, ajudavam muito na realizacao dessa “patriotica missao”
Aproveita, aproveita, Menório. Aproveita que quando o punho do Ventura te sair do intestino grosso vais guinchar.
Olhe que está enganado porque quando eles não existiram os subsídios foram retirados as pensões e outros apoios sociais cortados ou anuladas, etc,etc.. Se não existisse excedente como teria sido com a pandemia? Pois! Os Governos têm que gerir o País como qualquer gestor gere uma grande empresa ou como um chefe de família gere as receitas e as despesas domesticas. É preciso receita liquida para se poder gastar ir ao cinema ou comprar um carro. Desculpe é a minha opinião.
É, e bastante comum, e é nos incutida todos os dias. Que vamos para a terceira geração europeia que sabe que vai viver pior por diminuição do rendimento é só sinal para ter mais fé que o contrário que outras economias modernas fazem há-de levar ao descalabro. Que é ficar sem professores, médicos, enfermeiros, ou com infraestruturas fortemente degradadas numa união a quem ninguém liga face a ficar bem na fotografia a quem só usa a moeda que os estados criam? Nada.
Ninguém faça as contas ao que foi criado em juros e recompras de dívida, que isso não conta como despesas Eles hão-de financiar a produção de qualquer coisa, um dia, quem sabe, até pode ser que alguma coisa não seja na ásia ou na américa a insistirem em ter consumidores, com sorte.
A bem da verdade, não existem 18% de eleitores neo-fascistas, racistas, xenófobos e homofóbicos em Portugal; existem 18% de eleitores neo-fascistas ou racistas ou xenófobos ou homofóbicos.
Bem observado
Em bem da verdade, existem bem mais, que nenhum de nós é perfeito, muito contrário. Mas agir em função disso, e como, é uma escolha, o que mantem tudo muito longe de igual.