… , ainda há-de andar a pé como eu”.
Por ocasião de um evento social, acabei por participar num grupo de comensais em que, a dada altura, alguém contou o que outrora, em finais dos anos 70, um seu professor da Faculdade lhe havia dito acerca da diferença de mentalidade entre um inglês e um português: um inglês, à porta da fábrica, vê passar o patrão de Jaguar e comenta para o seu colega “Um dia, o meu filho há-de ter um carro destes”. Pela mesma altura, um português, à porta da fábrica e ao ver chegar o patrão num Mercedes, comenta para o colega “Este filho da puta, ainda há-de andar a pé como eu”.
Lembrei-me deste episódio, quando ouvi hoje no fórum da TSF – sob o tema “Mudanças nas regras do trabalho na Função Pública” -, algumas pessoas a criticar as ditas benesses dos trabalhadores da Função Pública em relação aos trabalhadores do sector privado. E a lógica dominante era a tão costumeira lusitana cultura de nivelar por baixo. Ou seja, não ouvi ninguém a defender que as ditas benesses – que cada um enunciava – deveriam ser para todos. Deixando de ser benesses, para passarem a ser conquistas sociais, numa lógica de equidade.
Pelo contrário, a lógica dominante era que as ditas benesses acabassem. Como se tais perdas dessem alguma melhoria nas suas condições de vida, ou alguma satisfação para além de uma espécie de vingança ou de recalcamento vitorioso.
O poder político, seja ele qual for em matéria ideológica, agradece. Pois é mais fácil governar quem quer o mal dos outros, do que quem quer o melhor para si e para os seus.







É por estas e por outras do género, que partidos com tudo questionável, como o CHEGA, cantam de galo apoiados em poleiros de merd@, entenda-se votantes com fraca ou nenhuma capacidade intelectual.
O Chega foi criado para perseguir, prejudicar, e destituir o Presidente Rui Rio na época em que este foi líder do Partido Social Democrata e da oposição:
André Ventura lança movimento para destituir Rui Rio
https://www.publico.pt/2018/09/22/politica/noticia/andre-ventura-lanca-movimento-para-destituir-rui-rio-1844970
Na altura o auto-denominado «movimento Chega» representava o dr. Pedro Coelho e o seu bando, ou seja a facção liberal/maçónica do PSD que é contra a linha de Francisco Sá Carneiro, a social-democracia, a regionalização, o Interesse Nacional, e o republicanismo, sendo estes princípios e valores representados pelo Presidente Rui Rio.
Mais tarde o movimento dá origem ao Partido Chega com o objectivo de roubar votos ao Partido Social Democrata – que se tornou uma força política completamente moribunda e descredibilizada pelo dr. Pedro Coelho – prejudicando assim o PSD e o Presidente Rui Rio nas Eleições Legislativas de 2022.
O Partido Chega é uma fraude, uma força política liberal/maçónica criada para tentar manter este ilegítimo, criminoso, corrupto, e anti-democrático regime liberal/maçónico imposto pelo golpe de Estado da OTAN em 25 de Abril de 1974 assim como o sistema político-constitucional ainda em vigor.
Os Portugueses ingénuos ou mais distraídos que apoiam e votam no Partido Chega têm de perceber que estão a ser enganados.
A crescente incapacidade intelectual obrigará a testes psicotecnicos para provar que se está habilitado a votar. O Dr Musk é pessoa com logística e capacidade tecnológica para implementar um modelo desses.
Nem por isso, que ele próprio tinha que passar.
A única coisa que se tem de fazer na Função Pública é isto: obrigar todos os funcionários do Estado desde o topo até à base da cadeira hierárquica a declarar se colaboraram/pertenceram ou colaboram/pertencem à Maçonaria ou a outras sociedades secretas (Jesuítas, Opus Dei, etc.), depois de identificados terão de sair, a greve e os sindicatos assim como toda e qualquer actividade sindical proibidos, os despedimentos implementados na Função Pública, e definir a escolaridade obrigatória pela data de nascimento e realizar testes psico-técnicos para saber se possuem perfil para a profissão no âmbito do recrutamento.
Salazar não diria melhor.
Com o Estado que é sustentado com o dinheiro dos Portugueses que financia o Orçamento não se brinca, quem não estiver satisfeito mude de profissão, quem quiser greves, sindicatos, e rituais, que vá para o privado, lá pode fazer o que quiser.
Ora pois! E não perdem pela demora!
Quando o Imperador Rio I (e único!) for coroado os funcionários vão ver o que os espera!
Acabam-se os concursos e essa tralha toda, que só nos faz perder tempo. O Imperador vai decretar que passam a poder ser livremente comprados e vendidos nos mercados, apresentados por mercadores credenciados, e onde poderão ser despidos para serem examinados!
A partir daí, ou são eficientes ou são postos à venda! Assim se equilibra um orçamento!
Sim, já estão cheios de candidatos… é um concurso para quem tem a ideia mais idiota para destruir o serviço público?
Ora bem, o patronato da anedota não era o mesmo na altura da anedota, muito pelo contrário, nem a redistribuição.
Outros tempos.
Tretas!
O Estado é o maior dos poderes numa sociedade.
Quando os seus agentes – sejam politicos ou funcionários – usam esse poder para obter benefícios s que a sociedade que deveriam servir não alcança obter em condições de normalidade funcional equiparável, abusam desse poder.
E a treta de que são candeia que vai à frente, é treta de oportunistas e mamões a fazerem-se de guias morais.
Corrupção é termo aplicável a esse espírito de corpo de ‘guias no mamar’.
Pois tem vosselência toda a razão!
Se lhe der o badagaio, ou apanhar com um cancrozito, ou um AVC ou coisa assim da vida, pois recuse-se a ir a um qualquer hospital público.
Pior que levar com um cancro é ser tratado por corruptos de bata branca, ou esverdeada, ou coisa assim!
O lema será: “mais vale uns anos a Menos na mão e a mais no caixão, que ser tratado por um mamão”.
Pois mas…ao ler tamanho relambório…não podemos deixar de nos interrogar…
Será que Vosselência leu o título e pensou logo que o post lhe era dirigido?
Pois não seja tão apressado…
A propósito de apressado! O Mercedes ainda acelera bem?
“Os seus agentes”, independentes pois claro. Faça-se de conta que a excepção, má, claro, é a regra, invés de cada vez só sobrar quem quer mesmo fazer serviço público.
E digo mais.
Reduziram-lhes as horas de trabalho mas isso não conta como aumento de remuneração – fica por uma qualquer ‘natural progressão’ e óbvia modernidade.
Fazem o mesmo desde que chegam até que se reformam mas precisam de ter uma carreira que lhes acresça no valor da hora de trabalho – fica por um qualquer direito que vem com o tempo.
E em termos de serviço, é olhar para as magistraturas para ver o quanto de acréscimo de eficiência resulta de salários de grandeza no remanso do encosto na função pública.
E não venham os coirões do costume presumir que tenho os funcionários por má gente; se o fossem bem pior funcionaria o SNS,
Tudo resulta de a abrilada ter trazido o culto da mama e da irresponsabilidade, sem outro valor que não ‘sem rei nem roque e dinheiro no bolso’; a isso a esquerdalhada chama progressismo.
Cambada!
Pois claro!
É insuportável que um gajo seja ensinado por um “mestre” que não faz outra coisa há dez anos e quer ganhar mais!
Ou por um bata-branca que passou os últimos 20 anos a fazer o mesmo, mas a querer ganhar mais!
Em relação ao ensino, talvez Vosselência já não seja afetado. E ainda bem, porque se fosse confrontado com aquilo de “Cidadania” ou lá o que é até caia de cu, mais ainda do que já tem sido habitual!
Mas nisso de medicina, vosselência não conceda! Se tiver um azarzito oncológico faça um manguito à quimio administrada por um mamão de bata branca!
Vi na rede X que o vinagre cura o cancro! A avaliar pelo paleio de Vosselência, é coisa que não lhe falta em casa!
Mas quem é que faz o mesmo? Vai comparar o trabalhador normal com um magistrado? Fora o justicialismo parece que mau agora…
Corte-se mais 10, 20, 50%; é desta, pá.
Também convém perceber se há capacidade para dar essas benesses, sejam quais forem. Nem todos têm acesso a receitas (via novo imposto) e endividamento como o Estado.
Uns patrões privados terão capacidade, outros não. O que se deseja é que cada vez mais patrões privados tenham capacidade, e façam.
Mas só por fezada; se não fizerem, fica para a próxima, onde há que abrir a carteira um bocadão mais.
Excelente post. Estou completamente de acordo.