Governo não queria poupar dez mil euros por mês

Até há dois ou três dias, o governo considerava fundamental gastar 16 000 euros mensais com Hélder Rosalino. Depois da desistência deste, o cargo de secretário-geral do executivo será ocupado por Carlos Costa Neves, que ficará cerca de dez mil euros mais barato por mês.

No mundo da alegada meritocracia que faz corresponder o volume salarial à competência, poderemos dizer que Carlos Costa Neves é dez mil euros menos competente que Hélder Rosalino? Isso não será demasiada competência a menos? Ao contratar uma pessoa tão barata, não estará, ainda, o governo a prescindir de uma grande quantidade de competência, pondo em risco o desempenho de um cargo que, com certeza, será considerado fundamental? Entretanto, o que aconteceu para que, só passado quase um ano, um governo tenha descoberto que é fundamental criar este cargo?

Se, afinal, era possível gastar bastante menos, não será que o governo anda a brincar com dinheiros públicos? Mas há governo?

Comments

  1. JgMenos says:

    Até ao momento, o que se sabe é que o Rosalino não está para te aturar e fica no bem-bom do BP.

    • POIS! says:

      Pois fica!

      Aliás tem em mãos uma missão deveras patriótica: recuperar as notas de 500 escudos, chapa 9, que o Palma Inácio e o Camilo Mortágua levantaram aos balcões do Banco de Portugal da Figueira da Foz.

      Na altura, prometeram devolver o empréstimo e pagar os juros, mas nunca mais apareceram. Nem uma cartinha, nem um postalinho, nem ao Menos um mailzito…nada!

      Consta até que o Oliveira da Figueira morreu acabrunhado por tamanha falta de atenção!

      • POIS! says:

        Pois houve uma troca de identidade entre profissionais do mesmo ramo: onde se lê “Oliveira da Figueira” deve ler-se “Oliveira da Cerejeira”.

    • António Fernando Nabais says:

      menos, magoaste-me tanto! És um bruto insensível!

  2. balio says:

    o governo considerava fundamental gastar 16 000 euros mensais com Hélder Rosalino

    Não, o governo não queria gastar esse dinheiro. O Governo contava que fosse o Banco de Portugal a continuar a gastá-lo.

    No limite, o Governo pensava que, com um bocadinho de jeito, poderia ter ministros que fossem, todos eles, quadros do Banco de Portugal, e então seria o BdP a pagar o salário dos ministros. O governo pouparia bué de massa.

    • POIS! says:

      Pois, mas tudo acabou num final feliz (ou, como se diz nos meios liberalescos, um “happy end”).

      Já havia quem propusesse que se pagasse o dobro ao Rosalino para que se mantivesse no Banco de Portugal.

      Felizmente não foi necessário!

    • É tudo o estado português.

    • Asnonimo says:

      O melhor é mesmo fazer subcontratação do governo todo. Pode ser a indianos, desde que não sejam dos lentos. Ou uns escandinavos

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