Governo não queria poupar dez mil euros por mês

Até há dois ou três dias, o governo considerava fundamental gastar 16 000 euros mensais com Hélder Rosalino. Depois da desistência deste, o cargo de secretário-geral do executivo será ocupado por Carlos Costa Neves, que ficará cerca de dez mil euros mais barato por mês.

No mundo da alegada meritocracia que faz corresponder o volume salarial à competência, poderemos dizer que Carlos Costa Neves é dez mil euros menos competente que Hélder Rosalino? Isso não será demasiada competência a menos? Ao contratar uma pessoa tão barata, não estará, ainda, o governo a prescindir de uma grande quantidade de competência, pondo em risco o desempenho de um cargo que, com certeza, será considerado fundamental? Entretanto, o que aconteceu para que, só passado quase um ano, um governo tenha descoberto que é fundamental criar este cargo?

Se, afinal, era possível gastar bastante menos, não será que o governo anda a brincar com dinheiros públicos? Mas há governo?

E lições de moral sobre o caso Portucale, deputado Carlos Costa Neves? Também tem alguma para dar?

Foto via Dinheiro Vivo

Carlos Costa Neves, que foi quase ministro daquele segundo governo Passos/Portas que morreu à nascença, foi o escolhido para comentar a entrevista de Azeredo Lopes, no que ao caso Tancos diz respeito:

Não sabemos bem como é que podemos classificar esta situação, porque ela é de tal maneira grave, que as palavras “ridículo”, ou que a palavra “um jogo”, ou que a palavra “não saber para onde é que se vai”, não chega. (…) Nesta próxima semana, o PSD, na Assembleia da República, e no exercício daquilo que são as suas responsabilidades em democracia, vai tudo fazer para que isto se esclareça, e para que sejam assumidas responsabilidades. Há responsabilidades políticas neste caso e nós não deixaremos de partilhar com os portugueses aquilo que se souber.

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E quanto tempo demorou este circo?

Absolvidos todos os arguidos do caso Portucale

Mais um rato parido pela justa montanha. Agora é de pedirem indemnização por terem sido perseguidos estes anos todos.