
Em 2022, Fernando Medina gizou um despacho ministerial para garantir que Miguel Martín, à data na calha para suceder à Cristina Cavalinhos no IGCP, mantinha o salário que auferia na Ascendi: 15 mil euros.
À direita, muitos não perderam tempo. Acusaram – e bem – o governo de favorecer o gestor com legislação feito à medida dos seus interesses. No reino digital, a opinião era unânime: estávamos perante mais um caso de “socialismo”.
Dois anos e uns trocos depois, eis que o “socialismo” tomou conta do governo Montenegro/Melo. Hélder Rosalino, um dos nomes incontornáveis dos tempos da austeridade, era o preferido do primeiro-ministro para ocupar o recém-criado cargo de secretário-geral do governo.
Problema: Rosalino não queria abdicar do salário de 16 mil euros do Banco de Portugal.
Solução: Montenegro predispôs-se a alterar a lei para ir ao encontro das expectativas do companheiro de partido. O tal “socialismo”, presume-se.
Consequência: chuva de críticas (legítimas). Ou, por outras palavras, Montenegro, PSD e CDS provaram o veneno que outrora expeliram.
Resultado: Hélder Rosalino recuou e já não está disponível para o cargo. É possível que o dinheiro tenha pesado mais que o serviço à nação. E tudo somado vale mais que 1000 imigrantes ilegais para a causa da extrema-direita.








No genérico descreve-se o que é um dos mais estimados dogmas da abrilada:
– sabe-se que há um mercado irrecusável;
– sabe-se que o mercado se funda no reconhecimento da desigualdade;
– reverenciando hipócritamente a igualdade, forja-se uma qualquer tabela de desigualdades temperada de privilégios, tolerância à ineficiência e à corrupção, e diz-se que é o exemplo a dar pelo Estado – A Bem da Nação.
É preciso ir buscar o que escreveste sobre Lacerda Machado?
Pois pois JgMenos!
Quando vem da esquerdaria, é corrupção da cambada socialista e esquerdeira e tal.
Quando vem da direitrolhada, seja ela do pastorinho ou passista liberalesca a culpa é da abrilada!
Como diz o povinho, lá na minha terrinha…
“Preso por ter Menos (*) e preso por não ter”…
Diz o povinho. Lá na minha terrinha
(*) Nome dado na minha terrinha à raça “Perdigueiro Salazaresco”.
what ?
Mas qual serviço á Nação ? Esta escumalha quer é tacho e encher a mula o mais possivel. Tudo gente repugnante.
Claro e, neste caso, até damos conta de um curioso pleonasmo.
Uma mula a encher a mula.
E, no caso, o rosalínio lema foi:
“Serviço à Nação, mas sem quebra de ração!”
Os trabalhadores!!!
Tadinhos… até que ganham acima do patamar que a tabela diz que devem largar metade para os tadinhos.
Mas o que se nota não é a metade; o todo é o que faz espumar a gangada.
Pois do que é que estão à espaea, ó Irmandade do Venturoso Pastorinho?
Sim, do que é que estão à espera para pôr o Menos na Tele Venturosa com o título “Menos arrasa tudo, todos e tal”?
Uma catilinária desta qualidade não se pode desperdiçar!
Pois do que é que estão à espera(…)
Espaeamos que emendem, ó Ventureiros!
Façamos ao contrário, e troquemos os salários. Podem ser que comecem a ser respeitados pela direita, que os odeia.
Apesar de contas, e por falar nisso, olhando para a declaração de rendimentos dos deputados do partido de condenados na justiça, parece ser a forma como o pastorinho moralizou a república.