Chamar xenófobo e racista a um xenófobo e racista é um insulto?

Segundo parece houve, recentemente, até na direita democrática,

(temos de acreditar na possibilidade de que há uma direita democrática)

um certo regozijo porque André Ventura terá arrasado Filipe Costa Santos numa entrevista conjunta na CNN.

Na realidade, André Ventura fugiu a duas perguntas incómodas, limitando-se a criticar o comentador, tendo este considerado que o líder do Chega é xenófobo e racista. Ventura, especialista em demagogia, considerou que essas duas classificações constituem insultos ao partido e aos eleitores do partido.

Vamos por partes.

  1. Se se considerar que alguém é racista e xenófobo, não há eufemismo que lhe valha.
  2. “Racista” e “xenófobo” poderão ser usados como insultos, mas apenas no caso de os visados não serem racistas nem xenófobos.
  3. O facto de o Chega ser o segundo maior partido não serve para provar que não é xenófobo nem racista.
  4. O mesmo facto referido no ponto anterior pode levar-nos a pensar na possibilidade de que, em Portugal, há, pelo menos, um milhão e meio de xenófobos e de racistas.
  5. O Chega, os seus militantes e os seus eleitores poderão, se quiserem, tentar provar que não são racistas nem xenófobos.
  6. Também poderão não querer provar nada disso ou o contrário ou poderão, em muitos casos, querer confirmar que são isso tudo, porque os portugueses e o sangue e a história e as naus e o cristianismo.
  7. Ventura, no debate, limitou-se, repita-se, a não responder a duas perguntas e a fazer barulho, algo que lhe trouxe muita popularidade e muitos votos. É, portanto, natural, que os seus eleitores e outros nas proximidades tenham gostado do seu desempenho.

Comments

  1. Têm um problema com a definição das palavras; acham que são mais ou menos pessoas consoante a côr da pele, o local de nascimento, a religião, mas racistas e xenófobos? Cruz credo, da mesma forma que capitalismo é quando a economia cresce.
    Mau é haver muito auto-intitulado social-democrata que partilha as crenças, mas arranja sempre uma desculpa com base em alegadas teorias científicas com base na defesa do status quo.

  2. Joana Quelhas says:

    A especialidade dos “jornalistas” de hoje parece ser rotular qualquer opositor do comunismo como “xenófobo” e “racista”.

    Esta táctica exaustiva revela mais sobre a pobreza dos argumentos que da realidade factual. Estes activistas disfarçados de jornalistas que segundo as sua supostas boas intensões deviam estar a vangloriar o Ventura porque o seu partido tem nas suas fileiras negros, imigrantes mulheres etc, todas as minorias que a esquerda cria do nada diariamente, estão a fazer exactamente o contrário.

    Jonathan Swift dizia , “uma mentira dá meia-volta ao mundo enquanto a verdade ainda calça os sapatos.”
    Para desmontar uma mentira que se diz em 2 segundos são precisas 2 páginas de texto escritos, com paciência e inteligência – ou seja é preciso tempo. Como é meu caso. Caso hoje tivesse um dia muito ocupado não poderia ter escrito este pequeno texto, que mesmo assim nem sequer demorou muito.

    Com a ascensão de Donald Trump e a popularização das redes sociais, a suposta “respeitabilidade” da imprensa foi posta à prova e foi exposta a farsa em que tornou.

    Trump, ao cunhar o termo “fake news”, não inventou o fenómeno — apenas teve a ousadia de nomeá-lo e apontar o dedo para a agenda velada esquerdista que domina os meios de comunicação actuais, muitos dos quais mais parecem departamentos de propaganda partidária digna de regimes totalitários.

    Hoje, cada cidadão atento já percebeu que o jornalismo tradicional não é um observador neutro da realidade, mas um actor activo, “engagé” ideologicamente, e disposto a caluniar quem ouse pensar diferente.

    Joana Quelhas

    • António Fernando Nabais says:

      Ora aqui está o argumento “eu não posso ser racista, até tenho um amigo preto”.
      Outra coisa, Joaninha: será que deveríamos retirar a cidadania a quem comete erros ortográficos? Não fará isso parte dos nossos valores? Ai a menina! De “boas intenSões” está o inferno cheio!

    • A Joaninha vê essas “fileiras negros, imigrantes mulheres”, tão condenados como o resto da agremiação, como excepção ou como o normal?

    • Paulo Jorge Soares Moreira says:

      André Ventura não é rotulado como xenófobo e racista por ser de direita, ou por defender ideias contrárias ao comunismo e ao socialismo. Ele é assim considerado porque tem um discurso marcado por preconceitos contra estrangeiros e hostiliza abertamente indivíduos ou grupos com base na etnia.

  3. JgMenos says:

    A cambada até importou um gajo lá das bandas do Senegal para introduzir o racismo como tema e meio de se dizerem os bonzinhos da fita.
    Quanto à xenofobia chamam-lhe multiculturalismo e estabelecem o direito de os não identitáriamente portugueses viverem à maneira deles na nossa terra, retorcendo as nossa leis; e os xenófobos somos nós.
    Cambada de cretinos!

    • António Fernando Nabais says:

      Os “não identitáriamente [sic] portugueses” é muito bom!

    • Ninguém defende que ninguém esteja acima da lei, só que há leis que são para servirmos uns e bater noutros. Retorcer as leis é mais com as Spirunvivas deste governo.

  4. Joana Quelhas says:

    Porque será que baniram aqui neste blog os tradicionais botões de “like” e “deslike” ?

    Joana Quelhas

    • POIS! says:

      Pois é! Porque será?

      Deixem lá a Quwelllhhass lickar e deslikar!

      Comentar dá muito trabalho!

    • António Fernando Nabais says:

      Ui, baniram os tradicionais botões de “like” e “dislike”? Muito suspeito!

    • É uma conspiração contra os bots da Chaga. Ou então os que apareciam muito chateados com uns emails.

  5. Whale project says:

    Vocês são repugnantes. Metem nojo, vão para o diabo que os carregue ou para a Argentina, a Ucrânia nazi, Israel.
    Simplesmente não fiquem por cá a dar nos cabo da vida a todos que e o que sucederá se um animal que escarra ódio contra tudo e contra todos algumas vezes chegar ao poder.
    Acho graça essa de quererem viver aqui como na terra deles. E porque não?
    Qual era o imigrante tuga que não voltava a França carregado de garrafões de vinho e chouriço e não comia bacalhau seco, cujo cheiro da assadura e cozedura causava simplesmente repugnancia a alemães e franceses?
    E acham que os franceses achavam muita graça as mulheres de lenço e que ficavam com cara de bovino sem reação quando os maridos as agrediam em plena rua?
    Na Alemanha os socorristas diziam que as mulheres portugueses caiam muito das escadas. Era a desculpa que davam quando ficavam gravemente feridas e os vizinhos alemães chamavam a ambulância.
    Mas depois temos vermes como vocês s querer que muçulmanos apanhem bebedeiras para mostrar que estão bem integrados e a acusar de comunista quem recusa racismo, xenofobia e estupidez.
    Vão ver se o mar da Kraken.

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