Diário de um chegano (3)

Querido diário com eles no sítio

 

Anda a esquerdalhada flotilhesca toda excitada com a saída do Gabriel Mithá Ribeiro, que, ainda por cima, anda a dizer mal do nosso André.

É preciso analisar a situação com testosterona e voz grossa. Começo por dizer que nunca gostei muito do dito Gabriel, porque Ribeiro ainda vá, mas Mithá é mesmo nome de quem quer violar as nossas mulheres e dançar mapiko, porque é preciso não esquecer que o Gabriel nasceu em Moçambique.

É verdade que, quando nasceu, Moçambique ainda pertencia ao país certo, mas depois resolveu sair do império português, para desgraça de todos os criados que tinham a sorte de servir os portugueses em África. O próprio Gabriel teve o desplante de estudar e de tirar um curso em vez de ficar para mainato.

Além disso, o Mithá (para mim, deixou de ser Ribeiro e está quase a deixar de ser Gabriel) não é certo: primeiro, o racismo tinha acabado; depois, disse que o racismo tinha voltado. Durante algum tempo, dizia que o nosso André era o maior, agora diz que é tóxico e narcísico, como os esquerdalhados costumam dizer, tudo palavras que até fazem um gajo começar a cantar músicas da Gloria Gaynor, não é como o nosso André, que amava tão masculinamente a sua coelha Acácia.

Comments

  1. Al Mei da Gá Réte says:

    Haqui á cualequére cuoisa que naum fache centidu… Nesta izquerita naum ei chegana!

  2. POIS! says:

    Afinal o Mathathá…

    Foi muito esperto! Aproveitou as horas que era obrigado a passar sentado à escrivaninha lá na sede da Irmandade do Quarto Pastorinho para escrever um livro intitulado “Teoria da Líder Predador Narcísico Incurável Que Vai Piorar Se Governar” que o Venturoso Quarto Pastorinho leu sofregamente rindo desbragadamente até ter sido avisado pela Virgem Matias que o protagonista era ele.

  3. JgMenos says:

    Há um tempo para ganhar poder e um tempo para o exercer.
    Diferente tempo, diferentes métodos.
    … e a esquerdalhada a tornar-se irrelevante é pressuposto de um tempo de efectiva governança.

    • E em que década é que devemos esperar que deixem de haver desculpas sobre a esquerda practicamente irrelevante? Para meter no calendário dos jovens portugueses que ainda sonham com luxos como filhos e propriedade.

    • POIS! says:

      Pois, pois, tem que se ir com calma!

      Nada de precipitações que poderiam ser fatais! Ponham os olhos na gloriosa época salazaresco-marcelesca, quando o desenvolvimento do país avançou a passos seguros.

      Sim, firmes! Lerdos, mas sólidos!

      E foi justamente três semanas antes de nos tornarmos uma nova Suíça que deu um ataque de impaciência à malta das fardas que deu cabo disto tudo!

      Estão a ver no que dão as pressas?

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