Diário de um chegano (4)

Diário másculo e viril

 

O almirante Gouveia e Melo, ainda e vergonhosamente candidato a Presidente da República, insinuou que os portugueses não têm um gene especial, como se houvesse alguma coisa portuguesa que não fosse especial também geneticamente.

Como este diário não serve para propagar propaganda enganosa, aqui deixo alguns ensinamentos, mesmo sabendo que o nosso André irá ganhar as eleições presidenciais com 600 % dos votos expressos.

O português, como toda a gente sabe, descende directamente dos lusitanos, um povo que vivia para os lados de Folgosinho e comia com frequência no restaurante Albertino, para descansar das cargas de porrada que dava aos romanos, às duas e três vezes por semana nos Montes Hermínios.

Alguns esquerdalhos apaneleirados tentam convencer-nos de que passaram por aqui demasiados povos para que tenhamos genes bem definidos. É não saber o que é um lusitano. Um lusitano não andava metido com malucas de outras raças, um lusitano só tinha relações com lusitanas, que não tinham nada de malucas, eram umas senhoras. É verdade que passaram por aqui gajas de outras raças, sempre desejosas da potência lendária dos lusitanos, mas o lusitano sempre foi forte, ciente da necessidade de manter a pureza da raça, um lusitano não se mistura, não desperdiça a sua semente. [Read more…]

Diário de um chegano (3)

Querido diário com eles no sítio

 

Anda a esquerdalhada flotilhesca toda excitada com a saída do Gabriel Mithá Ribeiro, que, ainda por cima, anda a dizer mal do nosso André.

É preciso analisar a situação com testosterona e voz grossa. Começo por dizer que nunca gostei muito do dito Gabriel, porque Ribeiro ainda vá, mas Mithá é mesmo nome de quem quer violar as nossas mulheres e dançar mapiko, porque é preciso não esquecer que o Gabriel nasceu em Moçambique.

É verdade que, quando nasceu, Moçambique ainda pertencia ao país certo, mas depois resolveu sair do império português, para desgraça de todos os criados que tinham a sorte de servir os portugueses em África. O próprio Gabriel teve o desplante de estudar e de tirar um curso em vez de ficar para mainato.

Além disso, o Mithá (para mim, deixou de ser Ribeiro e está quase a deixar de ser Gabriel) não é certo: primeiro, o racismo tinha acabado; depois, disse que o racismo tinha voltado. Durante algum tempo, dizia que o nosso André era o maior, agora diz que é tóxico e narcísico, como os esquerdalhados costumam dizer, tudo palavras que até fazem um gajo começar a cantar músicas da Gloria Gaynor, não é como o nosso André, que amava tão masculinamente a sua coelha Acácia.

Diário de um chegano (2)

Diário macho

 

Foi com a alegria de um membro da Mocidade Portuguesa que pude ver o nosso André a regozijar-se com um jovem que, com ardor lusitano, mostrava o seu ódio aos estrangeiros que vêm para o nosso país preguiçar, violar as nossas mulheres e que recebem um subsídio mal saem do mar, depois de virem a nado desde Bombaim. Quando uma criança grita que é preciso mandar embora os estrangeiros, ergo as mãos e canto graças, porque está no bom caminho: quando acabar os trabalhos de casa (primeiro, os trabalhos de casa), irá cuspir em pretos e bater em homossexuais ou vice-versa, desde que cuspa e bata.

Foi também com enorme gáudio que vi a nossa Ritinha a divertir-se na presença de jovens que chamavam “gatuno” a Luís Montenegro. A minha cunhada, que é da corja esquerdalha e até nem gosta do Montenegro, veio dizer que não se pode andar assim a insultar pessoas, mas nós, no nosso partido, não temos medo das palavras, não queremos palavras que escondam. É por isso que nosso André fala em “bandidagem”, que é para toda a gente entender. Há quem diga que só se passa a ser “gatuno” quando isso é provado em tribunal, mas nós sabemos bem que os tribunais fazem parte do sistema corrupto que protege sempre os mesmos há 50 anos.

Além disso, só complicam – quando mandarmos nisto, nem vamos precisar de tribunais. Perguntamos ao nosso André, que é um perdigueiro de bandidos. Mostramos-lhe uma pessoa e ele dá logo a sentença e manda aplicar a pena. Mais: só não vê um gatuno quem não quer ver. É tão simples: ou tem a pele escura ou não é do Chega.

Isto da pele escura, a propósito, faz-me pensar que é perigoso uma pessoa ir de férias. O meu vizinho foi daqui branquinho e, quando voltou, todo bronzeado, via-se mesmo que era um gatuno, pronto a vender tapetes, a violar as nossas mulheres e a fritar chamuças ao mesmo tempo, porque os monhés, por causa daquela deusa com muitos braços, conseguem fazer tudo ao mesmo tempo.

Já me disseram que falo muito de os imigras violarem as nossas mulheres, mas eu bem vejo que a minha tem muitas saudades do Sandokan, que era um preto claro que batia nos brancos e andava metido com uma loura. Depois digam que não tenho razão.

Diário de um chegano (1)

Diário de raça lusa (“querido diário” é coisa de paneleiragem rafeira, não da raça pura lusitana)

 

Fiquei com o sangue a ferver de fervor patriótico, quando o nosso venturoso líder lembrou, e bem, que até pode haver problemas em Gaza, mas que aqui na Moita as pessoas também passam muito mal. Até pode ser que haja por lá milhares de mortos, mas o que é nós temos a ver com isso? Além disso, enquanto morrem não imigram para cá, para nos roubar os empregos, violar as nossas mulheres e obrigar-nos a comer carneiro com bedum. Nós somos lusitanos e machos e, se é para violar as nossas mulheres, estamos cá nós, nunca precisámos que viessem substituir-nos. Quanto ao emprego, o meu é tão mau que até devia ser dado a um imigra.

Se eles vierem, ainda sou capaz de lhes dar a morada da minha cunhada, que é uma esquerdalha comuna, que está sempre a falar em empatia e a dizer-me que eu devia ter vergonha de ser um grunho, porque até tirei um curso. Está sempre a dizer-me que vou todos os domingos à missa, mas que de cristão não tenho nada, como se eu não soubesse que o primeiro dever de um cristão é aviar mouros, pretos e paneleiros, gente que nem um touro sabe pegar. E toda a gente sabe que Deus escolheu o Trump e o Ventura, que assim podem trabalhar por turnos.

As outras da flotilha foram meter-se no meio da confusão e, como é costume nas gajas de esquerda, estavam mesmo a pedi-las. Agora, queixam-se de maus tratos, quando toda a gente sabe que estavam financiadas por terroristas que mataram e matam milhares de pessoas, não é como o exército israelita, que também mata milhares de pessoas, mas são pessoas que merecem ser mortas.

Agora vou dar sangue, que é para poderem fazer transfusões, a ver se a raça portuguesa fica forte como o Pichardo ou o Nader, lusitanos puros.