
Portugal estar como primeiro classificado do ranking da The Economist é melhor que estar em segundo, ou em último. E é giro porque rebenta com a narrativa de que este país está muito mal porque nos aconteceu o “socialismo”.
Mas fica por aí.
Porque feitas as contas, sobressai uma verdade.
Uma não: várias.
É que os portugueses não comem rankings.
Nem os rankings alteram o rumo descontrolado da crise na habitação.
Não garantem melhores serviços públicos.
Não reduzem o número de trabalhadores precários, ranking no qual Portugal surge, a nível comunitário, em segundo a contar do fim.
Nem melhoram os salários, e reparem que esta notícia chega precisamente quando o governo se prepara para aprovar uma das mais violentas e radicais reformas laborais de que há memória. Uma subtracção de direitos aos trabalhadores sem qualquer contrapartida.
Eu disse “subtracção”?
Queria dizer “roubo”.
Porque é exactamente isso que está em cima da mesa. Um roubo de direitos. A troco de nada.
Rigorosamente nada.
Por estas e por outras, não fiquei particularmente entusiasmado com distinção que a famosa revista dedicou à economia portuguesa. Porque são sempre os mesmos, poucos, a colher o que muitos semeiam. E, haja crise ou crescimento económico, os direitos, rendimentos e poder de compra das pessoas comuns continuam a encolher.
Se esta greve geral é necessária?
É claro que é.
A alternativa é ficarmos calados e aceitarmos mais este atropelo aos direitos de quem vive do seu trabalho. Calados a ver a fronteira a ser empurrada para uma realidade ainda mais desigual e precária.
Não, obrigado.
Eles que comam o ranking.






Não comem rankings, mas comem elogios de quem defende e sempre defendeu a liberdade económica de destruir o estado, as condições laborais, o rendimento, o endividamento das famílias e empresas para que os interesses do capital imperial extraia o mais possível.
Vomitas chavões como quem comeu demais e …
Só a direita ou a oposição controlada é que pode?