“Num dos melhores hospitais do país!”

Na década de 80, Jô Soares, que tantas vezes fez Portugal rir em difíceis tempos, tinha no seu rol de personagens, um General internado num hospital e que acorda após seis anos de coma em plena eleição de José Sarney. Sempre que sabia das “novidades” do tempo corrente, numa República agora presidida por um civil, dizia em desespero “Me tira o tubo!”.

Mas, esta não era a única frase que ficou famosa aquando dos episódios do General. Havia uma outra que se reportava à resposta que o médico dava ao General, sempre que este lhe perguntava “Onde é que eu estou?” perante a frequente ocorrência de falhas no serviço por falta de electricidade, de água, comida, medicamentos, seringas, pessoal, máquinas, etc.: “Num dos melhores hospitais do país!”

Lembrei-me destes episódios de humor mordaz, quando ontem li a notícia no Expresso que não existiram efectivas melhoras no SNS no ano passado. E, mais ainda, perante o “Relatório anual 2025 – O estado da saúde em Portugal”, onde os privados também ficam muito mal na fotografia.

É uma evidência que toda a propaganda do actual Governo, não passa disso mesmo, e que o SNS continua a piorar, empurrando, quem pode, para a saúde privada que vai avolumando queixas.

A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tem vindo ao longo de tempo, em cada crise, em cada má decisão, em cada falha do sistema, em cada má escolha seja no INEM, na Direcção Executiva do SNS ou outro, dizer que irá analisar os factos e assumir as respectivas responsabilidades. Mas, na verdade nunca o fez. São escolhas erradas e promessas falhadas que se avolumem, e, pelos vistos, sem consequências.

Menos arrogância e mais competência, seria o mínimo a exigir, perante o constante falhanço em servir o bem público. A não ser que não seja esse o fito da governação.

Comments

  1. JgMenos says:

    Quem foi o cretino que reduziu os horários?
    Quem foi o treteiro que disse que ia avaliar as consequências?

    Os lambe-cús da função pública…

    • POIS! says:

      Pois respondamos às candentes questões:

      Pergunta 1: foi o Manel das fotocópias. Para poupar papel reduziu tudo a quadradinhos 2×2 cm!

      Pergunta 2: foi a Chefe da Lavandaria. Mas, como tinha de usar óculos de três dioptrias não conseguiu ver o que estava no horário.

      Desabafo 3: Força! O melhor é Vosselência despachar-se que eles, agora, deixam os assentos 5 horas mais cedo.

    • Tem que ser mais claro: houve vários cretinos que os reduziu a zero, fechando-os. E vários treteiros a pedir estudos às empresas dos amigos.
      Agora material suficiente com qualidade, ou condições para reter médicos, ainda não há, mas não têm mal. Vão aumentar o dízimo para colocar máquinas a fazer de médicos, enfermeiros e técnicos e continua tudo a funcionar cada vez pior enchendo cada vez mais os bolsos aos clientes da empresa familiar.

  2. Whale project says:

    Já sabemos que para o facho menos tudo se resolvia se o pessoal trabalhasse pelo menos 20 horas por dia usando fraldas para não ter de ir a retrete.
    E deviam apostar a sério em algum medicamento que fizesse o pessoal deixar de precisar de dormir para esse cambada de morcoes não dar essa desculpa para não ir trabalhar.
    E se a droga os matasse aos 50 anos tanto melhor pois que a partir dessa idade a malta começa a ter problemas de saúde e isso só dá despesa.
    Valha lhe um tubarão branco faminto.

  3. “A não ser que não seja esse o fito da governação.”

    Não. Nunca. Há que ter a democrática identificação de toda a gente que lê e diz coisas, a bem das crianças, para que ninguém diga uma coisa dessas.

  4. JgMenos says:

    Cá temos os tadinhos do dado e arregaçado e trabalho poucochinho…

Leave a Reply to Paulo MarquesCancel reply

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from Aventar

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading