Sócrates, Coelho e a Nossa Senhora de Fátima

nuvem

Como é habitual, abro o computador de manhã, hoje para ler os comentários sobre o debate dos candidatos a Primeiro-ministro de Portugal, e nada de novo encontro. Reflexo do próprio debate de ontem à noite.

A reiteração da crise económica que afecta o país é uma temática ouvida vezes sem fim desde finais de 2010. Ontem, não houve novidade, talvez os candidatos com esta estratágia procurem convencer eleitorado fora dos seus partidos. Estou certo que os membros do PS e do PSD devem aplaudir para animar os seus amados confrontantes.

Fiquei surpreendido ao ouvir a temática da crise económica. Não havia motivo nenhum para continuar com uma temática que está mais do que resolvida, com os empréstimos que o mal fadado FMI já resolveu. Ou os empréstimos da Alemanha, da Finlândia que mudou de posição e do não passou ao sim, e os fundos da União Europeia reservados para crises dos seus Estados Membros, quase esgotados a partir da Grécia, da Irlanda e, evidentemente, de nós. [Read more…]

Bento XVI quer diálogo com os ateus!!!

Bento XVI quer diálogo com os ateus!!!

 Li o post do amigo João José Cardoso, intitulado a “arrogância dos ateus”, frase proferida por D. José Policarpo na mensagem natalícia. Apesar de o post de João José Cardoso ser curto, diz tudo, e, de facto, acaba como deve: “Não vou perder tempo com isso”. Seria a melhor solução.

E eu seguiria de bom grado o conselho do amigo João, marimbar-me-ia para estes disparates, se gostasse que me comessem as papas na cabeça, e se não tivesse recebido, logo a seguir, um texto enviado por um amigo do Canadá intitulado:”Papa deseja criar espaços de diálogo com agnósticos e ateus”.

 Bento XVI assegurou que a Igreja precisa criar espaços de diálogo e de encontro com agnósticos e ateus, que em algumas sociedades representam um grande número de pessoas. Acrescento eu que está mais ou menos calculado que mais de metade da humanidade é ateia. Mas porque quer BentoXVI criar estes espaços de diálogo, com os filhos do diabo?

“Quando falamos de uma nova evangelização”, diz ele, “talvez essas pessoas se assustem. Não querem enxergar-se convertidas em um objecto de missão, nem renunciar à sua liberdade de pensamento e de vontade. Mas a questão sobre Deus segue desafiando-os” (a mim não, e creio que nenhum ateu sente esse desafio), “ainda que não possam crer no carácter concreto de sua atenção por nós. Penso que a Igreja também deveria abrir hoje uma espécie de ‘pátio dos gentios’, onde os homens possam, de alguma forma, manter contacto com Deus, sem conhecê-lo, antes de encontrarem o acesso a seu mistério, a cujo serviço se encontra a vida interior da Igreja” (a vida interior de muitos, que os há,…acredito,  a vida exterior da igreja não, essa seria a vergonha de deus).

“Ao diálogo com as religiões deve-se acrescentar hoje todo o diálogo com aqueles que enxergam a religião como algo estranho, aqueles que desconhecem Deus” (os burros, os cegos de espírito) “e que, todavia, não gostariam de permanecer simplesmente sem Deus”, (quem o diz?) “mas aproximar-se dele, ao menos como Desconhecido” (quem disse tal coisa tão disparatada?). [Read more…]

A arrogância dos ateus

Não conheço arrogância superior à da fé. Quando me asseguro que o Porto vai ganhar o campeonato porque é o maior estou a ser arrogante, na minha fé. Já se utilizar algumas evidências estatísticas revelarei alguma humildade, embora o campeão  em prognóstico seja o mesmo.

Vem isto a propósito da mensagem natalícia do Cardeal Policarpo, que nos acusa a nós, ateus, de sermos arrogantes. Deixe-se estar. Não lhe vou sequer lembrar que se a nossa cultura está marcada pelo cristianismo tal se deve a uma imposição violenta: até ao século XIX a religião era obrigatória, pagar os dízimos à igreja uma imposição legal, e assim, à porrada, também eu convertia o país à minha fé clubistíca. Tinha de reconhecer aos crentes a humildade que não têm, e não vou perder tempo com isso.

%d bloggers like this: