Maioria de Esquerda

Todas as forças políticas que compõem a maioria que apoia este governo têm tido um comportamento exemplar.
Ao contrário do que alguns “especialistas” e outros inteligentes conselheiros previam, a coligação parlamentar de esquerda tem sabido manter-se coesa, mostrando que é possível a cooperação em nome de um Bem maior.
Sem nenhum desprimor para os outros, é justo destacar a verticalidade com que o Partido Comunista se tem posicionado, num exemplo raro de lealdade à palavra dada e de intransigente defesa do superior interesse nacional.

A distância entre o bem invididual e o bem comum

A Constituição da República Portuguesa diz, no seu artigo 1: Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

A fonte deste texto é a revisão constitucional de 1989. A redação originária era, após a Primeira Constituição nascida em 1976, a seguir à alegria e a bebedeira da liberdade da Revolução dos Cravos: Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na sua transformação numa sociedade sem classe. A revisão constitucional de 1989 mudou o artigo, retirando a frase sociedade sem classes. O artigo 1 permanece como cito no começo do texto, após a revisão constitucional de 2005, para Portugal ser igual as outras Repúblicas da então denominada Comunidade europeia, hoje União Europeia. Como Doutor em Direito, especializado em Direito Criminal e em Constitucionalismo, interessa-me saber a história da nossa constituição.

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