
O sector infanto-juvenil da direita radical e da extrema-direita adora usar o argumento “Venezuela”, entre um macaco tirado do nariz e um vidro partido à pedrada.
Contudo, desde que Trump mandou raptar Maduro e chegou a acordo com o restante regime que governa o país há anos, a criançada mudou a cassete. Agora, aparentemente, a Venezuela é um país livre. Apesar de governado pela antiga nº2 do ditador venezuelano, do exército manter o seu poder e da população continuar a viver miserável e oprimida.
Da AD ao CH, passando, claro, pela IL, não faltam adolescentes fascinados com o novo regime venezuelano, que na verdade é exactamente o mesmo, sem Maduro. Parece que se libertou não sei quê. Presumo que terá sido dos barris de petróleo confiscados pelo cartel trumpista. Empreendedorismo do bom. Mercado a funcionar para os donos daquilo tudo, como os luso-salgados adoram.
A teoria da ferradura nunca falha. Entre a direita autoritária e a sua congénere à esquerda, a diferença está no financiamento. E na capacidade que a primeira tem de usar a comunicação social, sua propriedade, para transformar o seu autoritarismo em alegada liberdade. Se o Trumpismo fosse de esquerda, a choradeira seria insuportável. Sendo o neofascista corrupto que está a vista de todos, haverá sempre um Levy qualquer para explicar aos carneiros que, afinal, o regime venezuelano já não é assim tão mau. Se conseguem maquilhar a Arábia Saudita a ponto de a apresentarem como uma democracia, conseguem qualquer coisa. A falta de juízo crítico do rebanho ajuda.
Mas uma coisa é tão certa como Trump ser o presidente mais corrupto da história dos EUA: a Venezuela continua a ser uma ditadura, a cúpula do regime continua a viver no privilégio e o povo continua a ser vítima das maiores atrocidades.








Vá, todos os venezuelanos que fugiram à ditadura dos alegados comunistas de Hugo Chavez e Maduro para Portugal, ala que se faz tarde!… A Venezuela é agora um país livre e democrata, com abundancia para todos, os americanos tomaram o país sob a sua custódia, em troca de uma Venezuela democrática, esta última contribuiu com 65 milhões de barris de crude para os EUA, 31 toneladas de ouro directamente dos cofres do banco central Venezuelano, para os EUA, mais um milhares de milhões que se encontravam nos bancos em Inglaterra, transferidos para os EUA, finalmente e como garante de 1 século de LIBERDADE os EUA entregaram com a autorização da presidente interina Delcy Rodríguez, pois ou ela aceitava, ou ela aceitava, afinal é a puppet dos EUA, um contrato de 100 anos de total exploração (- 5% para os venezuelanos sujeitos a taxas aos EUA) do crude por uma empresa americana. Para que não existam quaisquer dúvidas, os venezuelanos têm agora garantida a democracia à la Trump dos EUA. Toca a fazer as malas e a abandonar Portugal!… Vão que se faz tarde!
Os melhores exemplos da qualidade da cambada esquerdalha: comer da gamela estatal é o princípio ideológico, se corre mal, desde que só mude o discurso e nada mude na estrutura do poder, tudo bem.
A China montou o capitalismo, mas manteve poder e adaptou o discurso.
A Venezuela aliou-se ao trumpismo, mas manteve poder e adaptou o discurso.
Se a China montou o capitalismo com o sucesso que se vê, podemos aplicar o controlo estatal da produção, controlo de capitais, e ditadura com o enriquecimento excessivo, para nem falar do investimento e obras públicas?
Se a Venezuela se aliou ao trumpismo, porque é que não há e vai continuar a não haver investimento extractivista?
Pois foi!
A Venezuela acordou um dia de de manhã e pensou: depois do pequeno almoço (composto por pão, queijo, migas de café migado e uma gasosa) vou resolver esta coisa do regime.
E saiu para ir ao cabeleireiro, para pensar enquanto fazia a mise.
E optou pelo trampismo, ideologia socialista muito avançada. Aquilo é comunismo mesmo! O esforço de socialização do petróleo é deveras cumovente.
É por isso que a Juventude Liberal ainda não emigrou para a Venezuela. Desconfiam que há pouca livre escolha. E também não concordaram com a criação da Região Petrolífera Demarcada. Cheira a protecionismo, embora o cheiro a petróleo seja mais forte.
É caso para perguntar novamente, o silêncio nem-nem da eurolândia quer dizer o quê?
Está para vir o país que resista ao imperialismo genocida de valores europeus sem o autoritarismo de manter os traidores na ordem.