Tão f***dos que nós éramos

Era assim. Um fidelíssimo retrato pela Clara Ferreira Alves de Portugal antes do 25 de Abril. Revista E, Expresso, 18/03/2017 (clicar para ler). Assinaturas Expresso Digital aqui.

As duas caras do destino

1200px-janus1

Sabe-se que a memória é coisa curta e volátil, muito sujeita aos desmandos da propaganda e de outros truques hipnóticos muito ao gosto do Príncipe do mundo. Mas ao homem comum, onde quer que ele ainda exista, não há-de ser permitido esquecer que a anterior legislatura, comandada por PSD e CDS, foi um dos mais brutais exercícios de destruição anímica, social, política e humana, de que há memória na história recente de Portugal.

O regime policial, persecutório e em muitos casos criminoso do Estado Novo e da sua ditadura, não ousou chegar tão longe na destruição de um país e na humilhação do seu povo, como o fizeram PSD e CDS nos quatro anos de vergonhosa e inesquecível liderança dos destinos de Portugal.

[Read more…]

E se os linguistas dão o alarme? Dêem ouvidos

deemNo Público de hoje, Rui Tavares, de modo muito avisado, chama a atenção para a importância de, no mínimo e com espírito crítico, darmos ouvidos aos historiadores, tendo em conta as perigosas semelhanças entre alguns acontecimentos da actualidade e outros que, no passado, vieram a dar origem a ditaduras ou a confrontos bélicos. O título do texto é “E se os historiadores dão o alarme? Dêem ouvidos”.

Esta tendência para não ouvir precisamente os especialistas é geral. Nos mundos profissionais em que me movo, é, até, grave. Na Educação, por exemplo, as opiniões dos professores são frequentemente desvalorizadas, com a desculpa de que são parte interessada e, portanto, desinteressante, deixando o espaço público inundado por especialistas de gabinete que tudo sabem (ou julgam saber) sobre o que deve ser uma aula ou uma escola.

Acontece que Rui Tavares é um defensor do chamado acordo ortográfico (AO90), tendo-se já pronunciado sobre o assunto com a frontalidade e o voluntarismo que o caracterizam, o que o leva, em relativa coerência, a declarar que adopta o AO90 nas suas crónicas, num jornal que continua a resistir ao uso desse instrumento, numa sã convivência de diferentes visões sobre a ortografia. [Read more…]

Portugal, Soares e os outros

ms

Não é o momento para fazer julgamentos. Tivemos e usamos décadas para o fazer, continuaremos a fazê-lo dentro de alguns dias, mas a quantidade de ódio que se tem visto por aí, num país onde um tirano foi eleito, por esmagadora maioria, como o grande português da nossa história, soa-me algo bizarro. Temos sido salteados por diferentes actores políticos ao longo dos anos, incessantemente, e poucas são as personagens que granjeiam tamanha aversão, a ponto de haver quem celebre a sua morte em paragens supostamente democratas e honradas. Não obstante, devemos-lhe muito. Não acho que Mário Soares seja o maior, como tenho lido por aí, mas será, não tenho dúvidas, um deles. [Read more…]

Cumpriu-se a profecia e o precipício chegou, aleluia, aleluia!

juros

Espero ainda ir a tempo de me arrepender e conseguir a salvação da minha alma esquerdalha e pecadora, passe-se a redundância. Passos Coelho tinha razão e, pelo menos desta vez, a profecia da desgraça estava certa: os reis magos chegaram mesmo em Janeiro. São as décimas que faltavam para os juros da dívida ultrapassarem a fasquia mágica dos 4%, valor a partir do qual os fanáticos da Igreja do Neoliberalismo da Catástrofe dos Últimos Dias podem erguer as mãos aos céus e agradecer a Deus pela chegada do apocalipse anunciado, que lhes permitirá governar sobre os escombros, cortando e vendendo tudo o que ainda houver para cortar e vender. Já não se fazem seitas suicidas como antigamente. [Read more…]

Ontem senti-me representado no Parlamento

jes

Luaty Beirão não é nem nunca quis ser uma vítima. Não foi apanhado desprevenido a cometer um crime. Luaty Beirão desafiou uma ditadura, jogou com a coragem para demonstrar ao mundo que Angola é uma ditadura brutal, cleptocrática, sem liberdade, corrupta e que goza da subserviência de quem beneficia da sua caraterística ideológica real: O dinheiro.

Isabel Moreira subiu ontem ao púlpito da Assembleia da República para, de forma clara e objectiva, chamar os bois pelos nomes. Perdão: os ditadores cleptocratas pelos nomes. Já era tempo de se constatar o óbvio, na casa da Democracia. Ontem senti-me verdadeiramente representado no Parlamento. Não é algo que aconteça muitas vezes. Um forte aplauso, senhora deputada!

Foto: Paulo Novais/Lusa@Esquerda.net

Ideias feitas

Carlos Araújo Alves

Nunca a direita entrincheirada aceitará que Estaline, ao derrotar Hitler, permitiu que a Europa continuasse a viver em Democracia, nem a esquerda entrincheirada aceitará que Fidel, apesar da inicial libertação do seu povo do colonialismo, da constituição de um dos melhores sistemas públicos de saúde e de ensino, fosse um ditador feroz.
A vida é tecida destas contradições, cuja falta de liberdade de quem se mete em trincheiras de ideias feitas não consegue ver, quanto mais aceitar.

Juridicamente não chega, Marcelo

A CPLP não pode pactuar com mais ditaduras. O regime Dos Santos chega e sobra.

O Pravda de Luanda

Zedu

Devido à forma como o pedido de ajuda do governo angolano ao FMI foi noticiado em Portugal, o pasquim estatal de Angola voltou a apontar o dedo à imprensa portuguesa, que acusou de estar articulada com a oposição ao regime de Luanda. Tais declarações apenas servem para ilustrar, com requintada ironia, a natureza manipuladora da ditadura angolana: um jornal financiado com dinheiro público angolano, silencioso sobre a forma como a cúpula do regime se apoderou dos recursos do país, percebe que, fruto da má gestão e da quebra do preço do petróleo, as contas do país estão numa situação delicada. O FMI entra em cena para aplicar um dos seus famosos resgates e a melhor manobra de diversão que o pasquim encontra para desviar atenções é apontar o dedo à imprensa ao serviço dos interesses da UNITA, dos inimigos portugueses de Angola e dos activistas desta vida que tem a ousadia de ler livros demasiadamente progressistas. Orgulhosamente sós!

Fotomontagem@Folha8

Angola: à direita, nada de novo

PPCJES

Em teoria, MPLA e PSD professam da mesma ideologia: ambos se assumem como social-democratas. No mundo real, os primeiros agem como os colonos que outrora combateram, explorando um país vasto em recursos, enquanto a esmagadora maioria da população definha. Os segundos, reféns de uma variante muito particular de liberalismo, sacrificaram o Estado Social em detrimento dos apetites do capital privado. Muito mais é o que os une, do que aquilo que os separa.

Sem surpresas, o PSD integrou a coligação (im)provável que chumbou os votos de condenação apresentados por PS e BE contra a prisão dos activistas angolanos que ousaram debater e lutar pela liberdade. Tal como o CDS-PP, a argumentação dos “social-democratas” não difere muito da argumentação dos comunistas: soberania e não-ingerência nos assuntos internos de Angola. [Read more…]

Porque é que o PCP defende a ditadura angolana?

Zedu

Que PSD e CDS-PP beijem o anel a José Eduardo dos Santos ou a qualquer outro ditador, não é algo que me deixe particularmente admirado. A realpolitik da vassalagem ao capital está-lhes no ADN. Já o caso do PCP é diferente. Perturbadoramente diferente. É que falamos de um partido que, pelo menos em Portugal, combateu activamente a ditadura e foi uma peça fundamental na queda do Estado Novo. Como português, um português nascido bem depois de Abril de 74, tenho uma dívida enorme para com os comunistas.  [Read more…]

Pergunta para um milhão:

– porque é que a Comunicação Social continua a tratar o Passos como primeiro, fazendo uma cobertura mediática de um deputado como se ele ainda fosse o que já não é?

Por onde andas querida democracia?

democracia
Hoje, em pleno século XXI, num país livre e democrático, por incrível que possa parecer o conceito de democracia para alguns é inexistente ou então lamentavelmente é algo completamente desvirtuado.

A democracia teve origem na Grécia tendo a palavra por base os vocábulos demos “ povo ” e kratós “ poder ” e/ou “ governo ”. O conceito de democracia é milenar tendo começado a ser utilizado em Atenas no século V A.C.

A democracia contrasta com outras formas de governança em que o poder é mantido por um pequeno número de indivíduos como numa oligarquia ou então onde o exercício do poder é detido por uma única pessoa como no caso do sistema monárquico absoluto.

Também em absoluto contraste com a tirania ou ditadura a democracia proporciona que todos os cidadãos tenham uma participação activa e directa nas tomadas das decisões que afectam o seu livre quotidiano.

[Read more…]

Porque nunca me conseguirão calar

“Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.”

Sophia de Mello Breyner Andresen

O Bloco e os cobardes

ANGOLA ACTIVISTS TRIAL

O Bloco de Esquerda apresentou hoje, na Assembleia da República, um voto de condenação à repressão em Angola, exigindo a libertação dos activistas detidos pelo regime opressor liderado pelo carniceiro Eduardo dos Santos. O PCP uniu-se à direita para o chumbar.

Como era de esperar, PSD e CDS-PP votaram contra a iniciativa bloquista. Não admira tendo em conta o passado de relações vassalas do anterior governo com a ditadura angolana, com tantos e tão humilhantes episódios que terminaram com o governo português curvado e de rabo para o ar, perante a hegemonia dos oligarcas de Luanda. Rui Machete que o diga! [Read more…]

Este é o livro que derruba ditaduras

E em português. (via RiseUP): Da DITADURA à DEMOCRACIA Uma Estrutura Conceitual para a Libertação.

Por falar em ditaduras de esquerda

Angola

Arrumadas as bandeiras e sossegado o triunfalismo, a narrativa da coligação PSD/CDS-PP adaptou-se ao cenário pós-eleitoral e, acordada que parece agora estar para a triste realidade socrática em que o parlamento lhe é maioritariamente hostil, viu surgir o novo bicho papão, em linha com a estratégia do medo que marcou a campanha eleitoral: a ditadura de esquerda. Ao que tudo indica, se o PS conseguir formar governo com BE e CDU, Portugal será estalinizado, toda a economia será nacionalizada e cada distrito verá nascer o seu próprio gulag. Façam o favor de ter medo que a coisa não é para brincadeiras.   [Read more…]

Multas e penas de prisão para desempregados

é a mais recente alucinação do déspota bielorrusso. Sim, é na Europa.

Islam Karimov

Um ditador que agrada a russos e americanos (logo a europeus também), apesar de se colocar acima da constituição uzbeque, manter entre 10 a 12 mil presos políticos e religiosos e ser considerado um dos lideres mais repressivos do mundo. São critérios.

Encenações goebbelianas em Kiev

A extrema-direita ucraniana financiada por Washington contínua a bater recordes no que ao populismo e à demagogia diz respeito. Na passada Quarta-feira, o “insuspeito” New York Times faz referência a um “espectáculo cuidadosamente orquestrado“, com vista garantir uma dramatização suplementar à mais recente campanha anti-corrupção levada a cabo pelas autoridades ucranianas, durante o qual o chefe e o nº 2 dos serviços de emergência ucranianos foram detidos no decorrer de uma reunião do governo transmitida em directo na televisão, e onde o fantoche Yatsenyuk afirmou mesmo que “Isto é o que acontecerá a qualquer um que viole a lei e engane o Estado ucraniano”. 

[Read more…]

O 25 de Abril que não vivi

Foto retirada do blogue folha de poesia

Foto retirada do blogue folha de poesia

Era uma miúda naquele histórico, admirável e já demasiado distante dia 25 de Abril de 1974. Para ser mais correcta, nem bem uma miúda era. Era assim a modos que um projecto de pessoa.

Tinha exactamente 4 anos e 27 dias. Memórias desse dia? Zero. Nada. Um vazio total. Infelizmente, não era uma menina-prodígio, não me recordo de absolutamente nada, para grande desgosto meu. Nem uma coisinha.

O único momento da pátria que merecia ser recordado e vivido na primeira pessoa e eu, nada! Há coisas que nos deveriam ficar gravadas na memória, mesmo que as não tivéssemos presenciado, mesmo que fôssemos demasiado pequeninos para as sentirmos, para abarcar toda a sua importância.

Mas, então, por que raios estou eu a escrever isto? Escrevo exactamente porque não vivi, mas gostaria de ter vivido. Escrevo porque há memórias que, não sendo originalmente minhas, me dominaram, tomaram conta de mim e passaram a ser minhas, ou, para ser mais correcta, eu é que passei a ser dessas memórias, de tal forma elas são, ainda hoje, ou talvez hoje mais do que nunca, tão importantes. Escrevo porque quero que as minhas filhas nunca tenham que passar por uma ditadura. Escrevo porque acho vital que nos lembremos do que antecedeu esse dia, de tudo o que conduziu ao que foi esse dia, por muito distante que ele nos pareça, por muito que a democracia nos cheire a podre. Antes o cheiro a podre da democracia do que o cheiro a mortos da ditadura.
[Read more…]

40 anos desta espécie de democracia

Já nasci nesta espécie de democracia em que vivemos hoje. Por favor, não me tomem por ingrato: estou eternamente agradecido à revolução e como é óbvio, prefiro viver nesta espécie de democracia do que na ditadura que não conheci (ainda bem) mas sobre a qual li e ouvi inúmeras histórias, de pessoas com diferentes “sensibilidades”, sobre como era, o que aconteceu e o que mudou. Tenho exemplos na família, de um bisavô distinguido pelo seu contributo para o enchimento do Celeiro de Portugal até ao pai da tia paterna que foi perseguido, torturado e assassinado pela polícia política. Estou certo que, se o meu bisavô fosse vivo, seria ainda mais salazarista do que outrora depois de ver o que esta espécie de democracia fez ao seu Alentejo, deixado ao total abandono e progressiva desertificação, onde nem uma auto-estrada que seja chega a Beja, no país com a suposta 4ª melhor rede da estradas do mundo . E como diz o meu avô, seu filho, teria “500 carradas de razão”. Esta espécie de democracia parece ter abandonado o Alentejo à sua sorte e aridez. Da mesma forma, estou certo que o resistente anti-fascista e pai da minha tia ficaria “ligeiramente” desiludido com o resultado daquilo por que deu a sua vida.

[Read more…]

Na morte de Juan Gelman

Recorde-se a belíssima carta que endereçou à neta que a ditadura militar lhe roubou e que demoraria 24 anos a encontrar.

Ainda o inglês

Se há coisa que eu detesto é quando um político, nomeadamente estes de última geração, nos tentam fazer de burros! E Nuno Crato está nesse registo. O de um telelé de nova geração, daqueles que em três tempos é trocado por um outro qualquer .

Vejamos:

– com a Escola a tempo inteiro introduzida por José Sócrates o inglês passou a ser obrigatório nas actividades extra-curriculares. Isto é, no 1ºciclo (1-4º ano) os alunos passariam a ter um espaço para a introdução à língua inglesa nas “aulas” depois das “aulas normais”, naquele espaço que ia entre as 15h30 e as 17h30. É verdade que era facultativo, mas a maioria dos alunos passou, realmente, a ter inglês;

– Nuno Crato, no seu projeto de construção de uma Escola Nova , talvez inspirado no Estado novo, resolve retirar ao Inglês esse carácter obrigatório e, ao mesmo tempo, atira para as escolas a possível oferta dessa língua. Possível, porque, na verdade boa parte dos Agrupamentos não terá condições para o fazer e… [Read more…]

Quando as eleições não dão jeito nenhum não se fazem

Rio fdp

É oficial: a nossa extrema-direita pregadora do neoliberalismo (essa variante pós-moderna do nazi, que substitui campos de concentração pelo darwinismo social e o Führer pelo mercado) passou à hora do tudo ou nada: eleições? não pode ser, por causa do orçamento, da troika e da dívida. Isto pregava agora Helena Matos na TVI, num intervalo de se dedicar à denúncia do domínio da comunicação social pela esquerda, e enquanto o Canalha Lourenço titula a sua crónica de hoje: precisamos de uma ditadura financeira.

Eleições é para quem as merece e quando não existe o risco de o eleitorado votar à esquerda.

A norte, em bicos de pés, Rui Rio, o homem que quando ouve falar de cultura puxa logo dos pópós, mobiliza as suas tropas, que ficarão para a história como os camisas ajadrezadas (não é uma alusão ao Boavista, é da sua intenção de nos meterem no xadrez). Numa petição proclamando que ele deve ser o próximo primeiro-ministro de Portugal, quando alguém solicita a identificação dos seus autores recebe esta resposta: [Read more…]

Há que fustigar a memória…

… contra o esquecimento. Hoje, morreu mais um ditador!

Até chegava a explicar aos opositores por que razão eram presos e torturados

Jaime Nogueira Pinto. “Salazar em ditadura explicava tudo o que estava a fazer”

A Internet entrou na nossa vida

Na revista 2 do PÚBLICO de hoje, um artigo sobre como a Internet entrou na nossa vida e como poderá ser daqui a dez anos: a Internet tornou-se num “meio privilegiado de troca de mensagens, partilha pública da vida privada, meio de organização colectiva, instrumento de ajuda à democracia e às ditaduras. Daqui a outros dez anos, ninguém arrisca dizer como será um meio que todos os anos se transforma de forma avassaladora.”

Uma das constatações de especialistas entrevistados pelo PÚBLICO, é que “perdemos a capacidade de afastar as distracções e de sermos pensadores atentos, de nos concentrarmos no nosso raciocínio” ou, dito de outra forma, “está a fazer-nos perder a capacidade de concentração e a tornar-nos menos reflexivos”.

Usamos a Internet para trocar mensagens e para namorar, repara a jornalista em conclusão.

Não é perda de tempo pensarmos nas vantagens e desvantagens da Internet. Eu, por mim, vejo mais prós que contras. A Internet permite, só para dar um exemplo, esta troca de ideias concordantes e discordantes entre os leitores e os autores dos artigos no Aventar. Entre gente que não se conhece pessoalmente mas que, há medida que o tempo passa, ganha o título de «familiar». Sem nos conhecermos, escrevemos «caro»; «cara»; «abraço». Por que fazemos isto?

Os leitores poderão ajudar nesta reflexão!

Democracia e Capitalismo são compatíveis?

Portugal vive há uns tempos sob a tutela estrangeira e com mais ou menos mentiras de quem nos governa, todos os indicadores mostram que o caminho escolhido não serve.

Dizem-nos que é muito difícil ser deputado da maioria, imagino que tal reflexão, deste boy, surge num contexto solidário em que o senhor deputado vai ficar a viver com os 377 euros do subsídio de desemprego. Só pode!

E se o caminho não serve, podemos procurar encontrar outros, ainda que concorde com o Ricardo Araújo Pereira que na Visão aponta uma coisa óbvia – não tem que haver alternativa no caso em que algo é manifestamente mau. Se a receita que está a ser aplicada não serve, para que acabe não é preciso haver alternativa. Basta que pare!

E são cada vez mais as vozes que procuram caminhos alternativos.

O Fórum “Cidadania pelo Estado Social” é uma dessas iniciativas e hoje, em Braga, na Universidade do Minho, aconteceu mais um debate, onde a Educação Pública esteve em cima da mesa. [Read more…]

O presidente do Tribunal Constitucional vai acordar assim

«Na Itália existiu uma ditadura dos juízes e agora passaríamos a ter uma ditadura do Tribunal Constitucional»” – queixa-se Ulrich, como a seu tempo se queixaram dessa feroz ditadura outros Padrinhos.

O BPI de Ulrich aumentou os lucros em 15,3% até ao final de Setembro. Pode portanto investir em ofertas irrecusáveis aos juízes do Tribunal Constitucional.

Esta semana, depois do beato Neves, já é o segundo a insinuar que um golpe de estado vinha mesmo a calhar. Como a nossa tropa anda virada mais para Abril que para Novembro, saia uma Bundeswehr para a mesa do canto. Não, não é uma marca de cerveja.