Sou como um rio


Segundo o «Jornal de Notícias», «Sou como um rio», dos Delfins, era a música que acompanhava Elisa Ferreira, ontem, em campanha pelos bairros sociais do Porto. Rio, estão a perceber? Será que é para interpretar literamente?
Estes socialistas do Porto são uns pândegos!

Fernando Charrua, um mártir do socratismo pidesco – a não esquecer no momento do voto

Cartaz
O caso Fernando Charrua representa o que de pior teve o regime socratino que agora finda. O terror, a censura, o culto do chefe. Numa conversa privada, Fernando Charrua terá dito que José Sócrates era um filho da puta. Tal qual nos tempos da PIDE, um inominável bufo ouviu o desabafo e foi contar às chefias. O professor foi suspenso de imediato e a sua comissão de serviços terminada. Iniciou-se então um processo disciplinar.
Num país decente, que não num lamaçal como Portugal, a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, teria sido demitida de imediato, bem como a directora-geral da DREN, Margarida Moreira, e o respectivo bufo. Num país decente, o Presidente da República concluiria que estava em causa o normal funcionamento das instituições.
Ao invés, o bufo foi promovido, a directora-geral foi reconduzida e a Ministra assobiou para o lado como se nada fosse – o mesmo fizeram o primeiro-ministro e o Presidente da República.
Foi em 2007 – há dois anos apenas. Hoje, na mesma altura em que outros são glorificados por chamarem publicamente filho da puta aos adversários, Fernando Charrua é candidato à Junta de Freguesia de Campanhã, no Porto. Para trás, fica um processo kafkiano, do qual nada resultou, porque o castigo, esse, foi imediato e ficou para sempre na sua folha de serviços – fim do destacamento na DREN que durava há muitos anos e processo discipinar.
No momento do voto, convém não esquecer de que massa são feitos determinados tiranetes que governam Portugal.

Cartazes para as Autárquicas (Matosinhos)

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Guilherme Pinto (actual Presidente), PS, Matosinhos.

Cartazes para as Autárquicas (Oeiras)

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Isaltino Morais (actual Presidente), candidato independente, Oeiras (enviado por Francisco Leite Madeira).

Cartazes das Autárquicas (Lisboa)


Luis Fazenda, Bloco de Esquerda, Lisboa (via 5 Dias)

PAUS MANDADOS

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FAZEM O CHAMADO TRABALHO SUJO


. .Ele há gentinha capaz de tudo, mas há-o em todo o lado, em todos os empregos, em todos os partido, em tudo por onde a vida anda.
Desta vez, uns paus mandados do partido ainda no governo, chamados de homens fortes, vêm a terreiro vociferar contra o Presidente. Pelos vistos corre por aí que há assessores do dr Cavaco Silva que se atarefam na elaboração do programa do PSD.
Se isto se verificar, dizem, há interferência da Presidência da República na campanha eleitoral.
Claro que isto deveria ter sido dito pelo ainda nosso Primeiro, na qualidade de presidente do partido, mas, atirando a pedra e escondendo a mão, como é seu hábito, mandou outros fazê-lo.
Não acredito em interferências da Presidência da República neste caso, mas, caso isso se verificasse, mais não era que a repetição de outros casos que em tempos passados existiram no nosso País. Não vejo por aí, que agora se possa entender que vem mal ao mundo.
No fundo, bem lá no fundo, o medo socialista, vem mais uma vez ao de cima. Está muito próxima uma previsível derrota estrondosa nas eleições que aí vêm. E por isso, ée porque são capazes de tudo e de mais alguma coisinha, é preciso atacar tudo e todos, fazendo um chamado trabalho sujo, de modo a poder colocar a dúvida nos cidadãos sobre a seriedade de quem se ataca.
Desta vez coube a sorte ao Presidente. Mas não vão ter sorte.

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Cartazes das Autárquicas de tempos idos

(explicação da iniciativa aqui)
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Arrobas da Silva, PS, Cascais (Autárquicas de 2005)
via Autárquicas em Cartaz

Ele está de volta

E em Valongo!

Cartazes das Autárquicas de tempos idos

(explicação da iniciativa aqui)
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Custódio Bacalhau, PS, Grândola (Autárquicas de 2005)
via Autárquicas em Cartaz

Cartazes das Autárquicas (Braga)

rio
Ricardo Rio, PSD/CDS, Braga (enviado pela nossa leitora Maria Monteiro em excursão pelo país).

Cartazes das Autárquicas em Gaia

(iniciativa explicada aqui)

O Aventar tem mostrado à Blogosfera alguns cartazes relativos às eleições autárquicas, com especial destaque para a área do Grande Porto.
Hoje vinha apresentar uma forma especial de fazer política – o método LFM.
O método LFM é do tipo “Eu sou o maior e por isso nem sequer preciso de fazer campanha”.
A coligação Gaia na Frente (PSD + CDS) não tem qualquer cartaz relativo à Câmara Municipal – segundo a Presidência apenas haverá campanha depois das Legislativas.
Por enquanto, nas ruas podemos ver dois tipos de cartazes:

Cartaz Vazio

Cartaz Vazio

Campanha?

Campanha?

E estes últimos estão presentes em tudo quanto é lado.
Há obra? Há sim senhor!
Mas…

A minha conversa com a candidata à Junta de Freguesia de Fânzeres

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Ontem tive de vir ao Porto, e ficar todo o dia em casa, naquela que foi uma breve interrupção das minhas férias.
A meio da manhã, estava muito descansado a ler o jornal na esplanada de um café daqui da beira (sim, em Rio Tinto há esplanadas), quando se abeira de mim uma simpática senhora com um magote de folhetos amarelos. Era a candidata à Junta de Freguesia de Fânzeres pelo Partido Socialista, Fernanda Vieira. Abordou-me e apelou ao voto na sua candidatura.
Perante tanta simpatia, senti-me desconfortável por ter de lhe dar duas tristes notícias: em primeiro lugar, que não voto em Gondomar mas sim no Porto; e em segundo lugar, que no sítio onde estávamos a conversar era Rio Tinto e não Fânzeres.
Seguiu-se uma breve conversa sobre os principais problemas da freguesia. Pedi-lhe que, se fosse eleita, tivesse sentidas preocupações com os peões e com a vergonha do estacionamento em cima das passadeiras e em cima dos passeios. Concordou comigo, claro, nem se esperava outra coisa. Pedi-lhe ainda que, se fosse eleita, fizesse melhor trabalho do que o PS nacional que está no Governo. Omito a sua resposta por não lhe ter pedido autorização para publicá-la.
E lá foi embora a candidata do PS à Junta de Fânzeres. E lá continuei eu a ler tranquilamente o meu jornal.

Cartazes das Autárquicas de tempos idos

(explicação da iniciativa aqui)
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José Romano, PS, Mafra (Autárquicas 2005)
(via devaneios de gozões)

Cartazes das Autárquicas (Maia)

(iniciativa explicada aqui)

Mário Gouveia, PS, Maia (enviado pelo nosso leitor Cláudio Carvalho).

Cartazes (vandalizados) das Autárquicas

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Elisa Ferreira, PS, Porto (Rotunda da Av. 25 de Abril – cartaz entretanto substituído)

Apontamentos & desapontamentos: As eleições autárquicas em Lisboa

Hoje é um mero apontamento, pois ao falar da classe política já não faz sentido manifestar qualquer espécie desapontamento. Sou lisboeta, filho, neto e bisneto de lisboetas. Nasci em plena Baixa, ali pelas mesmas paragens por onde o Pessoa, e o seu Bernardo Soares, remoíam o desassossego e às vezes o afogavam num copinho de aguardente ao balcão do Vale do Rio (aquele em que o Fernando foi fotografado «em flagrante delitro»). Porém, não moro na cidade e, por isso, não posso votar na eleição do presidente do município da «minha» Lisboa. De todos os candidatos em presença, tenho dificuldade em escolher um do qual o programa e as provas dadas me dêem garantias de que as coisas vão correr bem. O António Costa, apesar de pertencer a um partido de que não gosto (na verdade, não sendo anarquista, não gosto de nenhum dos partidos existentes), desiludiu-me. Por aquilo que dele sabia – fui muito amigo do pai, excelente escritor e cidadão de primeira água – pensei que fosse fazer melhor. Bem sei que herdou uma situação difícil, mas isso é um dado adquirido – todos os autarcas herdam situações complicadas. Porém, a maneira como lidou com essas dificuldades, definem-no como um autarca vulgar, com soluções de compromisso nem sempre, quase nunca, aceitáveis. Não me parece que devesse insistir neste cargo. Não lhe assenta bem. Mas ele é um político profissional e, na sua perspectiva, não tem alternativa. O candidato do Bloco, não sei, seria um voto em alguém que não vai ganhar, mas não seria por esse motivo que deixaria de votar nele. Dizem-me que, pese embora a sua «genealogia» estalinista, é pessoa séria. Talvez fosse a minha escolha. Talvez. Nos candidatos do PCP e do CDS, sejam quem forem e prometam o que prometerem, nunca votaria por uma questão de princípios. E Santana Lopes?
Não é candidato que se apresente. Comparando-o com outro autarca do mesmo partido, o Rui Rio, por exemplo, Santana fica a perder (Não digo em obra feita, mas, pelo menos, em imagem). Mas esse é o drama do PSD – não tem gente de qualidade – o PS tem-na bem arrumada no sótão e empacotada, mas tem-na. O PPD, ainda vá que não vá, tinha aqueles jovens da Ala Liberal da ANP, teve pessoas como a Natália Correia, enfim, sempre era outra coisa. Agora tem o Pacheco Pereira, que é um homem de cultura, mas esse teria de criar um partido só para ele. Tem o Marcelo Rebello de Sousa, uma espécie de «bruxa má» destilando, sempre com um sacaníssimo sorriso, veneno a torto e a direito, até entre os seus correligionários. Em suma, o PSD é um deserto de ideias e de pessoas apresentáveis. Veja-se a Manuela Ferreira Leite – hesitante, mentindo tanto como Sócrates, parecendo mais séria só porque, de facto, se ri menos. Mentindo porque tem a desvergonha de criticar até mesmo medidas económicas lançadas por ela quando fez parte do ministério de Durão Barroso. A Manuela Ferreira Leite não existe. É uma sombra de outra sombra – da inexistente personalidade de Cavaco Silva. Tenho dito por diversas vezes que nunca gostei de Francisco Sá Carneiro enquanto era vivo e não seria pelas condições trágicas em que morreu que iria passar a apreciá-lo. Era um político no mau sentido da palavra – oco de ideias, chicaneiro, manipulando a oratória, a sua e a dos adversários. Em todo o caso, era um político. Ponto final. Os que lhe têm sucedido são gente sem vergonha em busca de tachos para eles e para os amigos. Tachos e protagonismo. E Santana Lopes, não sendo propriamente um político, é um paradigma desse tipo de pessoas.
É um homem do jet set, das revistas cor-de-rosa, mas não é um político (embora considerando toda a carga pejorativa que o termo comporta, mesmo assim ele fica aquém). Lá habilidoso e desenrascado é ele – envia um postal ao Machado de Assis, o grande escritor brasileiro morto em 1908, confunde um anúncio do livro Cuidado com os Rapazes com uma ameaça e convoca uma conferência de imprensa para denunciar a conjura, mede o Co2 em magawatts e inventa concertos de violino ao pobre do Chopin… Era quando desta gaffe secretário de Estado da Cultura, veja-se.

E secretário de Estado de quem? De Cavaco Silva, claro – o tal primeiro-ministro de Portugal que não sabia quantos cantos têm Os Lusíadas. Que pronunciava pograma e supreza. Gaffes e atropelos da língua e da cultura que o actual presidente da República não comete, já se vê). Mas Santana não se prende com ninharias. Ah não são megawatts, são toneladas? E então, não faz tudo parte do sistema decimal? O Chopin não compôs concertos para violino? E não podia ter composto? No século qualquer coisa já se fabricavam violinos, ou rabecas… Então esse tal gajo, o Machado não sei quantos, morreu há cem anos? Qual é o mal de lhe mandar um postalinho? É o chamado «desenrascado», não se prende com pormenores. Passa adiante. Só que a política autárquica é feita de pormenores, pelo conhecimento de pequenas coisas que às vezes têm um grande significado para os munícipes, de amor pela cultura (que ele arrogantemente despreza, porque a ignorância é sempre arrogante). Desta vez chega prometendo mais um túnel, avisando em todo o caso que provavelmente não o fará. Enfim, a verdade é que o António Costa, menos ignorante, com menos gaffes, mais ponderado no discurso, pessoa mais séria, também não fez grande coisa e a cidade está num caos. Duma coisa podem os lisboetas estar seguros – os múltiplos problemas da sua cidade, incluindo a excessiva emissão de magawatts de Co2, não será Santana Lopes que os resolverá. É a escolha mais óbvia a não fazer. Mas, e a escolha certa? Há alguma? Parece-me que não. Em todo o caso, oxalá os meus conterrâneos façam outra escolha, seja ela qual for será provavelmente uma má escolha – só que com o Santana o «provavelmente» não faz sentido. O Santana outra vez, não. Dêem o benefício da dúvida a qualquer um dos outros. Porém, desde que vejo o mafioso Berlusconi a ser eleito pela quarta vez, na Itália da cultura, como posso acreditar que os alfacinhas, com o seu pendor fadista e fatalista, não sejam também eles seduzidos pelo charme indiscreto da fatal ignorância do playboy Santana?

Cartazes para as Autárquicas (Valongo)

(iniciativa explicada aqui)
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Maria José Azevedo, Candidata independente, Valongo.

Cartazes das Autárquicas (Albufeira)

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David Martins, PS, Albufeira (enviado por um leitor que pediu o anonimato).

Cartazes das Autárquicas (Nisa)

(iniciativa explicada aqui)
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Idalina Trindade, PS, Nisa.
(via Jornal de Nisa)

Cartazes das Autárquicas (Matosinhos)

(explicação da iniciativa aqui)
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Narciso Miranda, candidato independente, Matosinhos.

Cartazes das Autárquicas (Lisboa)

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Ruben de Carvalho, CDU, Lisboa (enviado pela nossa leitora Maria Monteiro).

Cartazes das Autárquicas (Marco de Canaveses)

(explicação da iniciativa aqui)
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Artur Melo, PS, Marco de Canaveses

Cartazes das Autárquicas (Évora)

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José Ernesto d’Oliveira (actual Presidente), PS, Évora (enviado pela leitora Maria Monteiro).

Cartazes das Autárquicas (Póvoa do Varzim)

(explicação da iniciativa aqui)
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Renato Matos, PS, Póvoa do Varzim.

Cartazes das Autárquicas (Gondomar e Rio Tinto)

(explicação da iniciativa aqui)
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Valentim Loureiro (actual presidente), candidato independente, Gondomar.
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RTC, Movimento Rio Tinto a Concelho

Cartazes das Autárquicas (Porto)

(explicação da iniciativa aqui)
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Elisa Ferreira, PS, Porto.

Cartazes das Autárquicas (Marco de Canaveses)

(iniciativa explicada aqui)
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Avelino Ferreira Torres, candidato independente, Marco de Canaveses

Cartazes das Autárquicas (Setúbal)

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Teresa Almeida, PS, Setúbal (enviado por leitor que não quer ser identificado com o seguinte comentário: «Aqui tem a “grandeza” que o PS promete para Setúbal. Quem conhece a realidade (Setúbal, Sado e tudo) sabe que o isco é completamente manhoso. A “Paixão por Setúbal” é tão vazia quanto as imagens»).

Cartazes das Autárquicas – Canelas (Vila Nova de Gaia)

(explicação da iniciativa aqui)

Candidato PS, Joaquim Couto, à C.M. de Vila Nova de Gaia

Joaquim Couto (PS, Gaia)

Joaquim Couto (PS, Gaia)

Candidato PS, Vitor Canastro, à Junta de Freguesia de Canelas (Vila Nova de Gaia). É o actual Presidente

Vitor Canastro (Canelas, Gaia)

Vitor Canastro (Canelas, Gaia)

Candidata PSD / CDS-PP, Maria Adelaide, à Junta de Canelas (Vila Nova de Gaia)

Maria Adelaide, PSD / CDS

Maria Adelaide, PSD / CDS

Cartazes das Autárquicas (Loures)

(explicação da iniciativa aqui)
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Paulo Piteira, CDU, Loures (enviado pela leitora Maria Monteiro)