A carga dos quase 300 000…

Quem diz à Inês de Menezes que as mulheres polícias são gente de trabalho?

Na Jugular conta-se a versão “porreira”. Estavam acabados de chegar ao Rossio, a beber a  cerveja da praxe, quando a polícia carregou, assim, sem mais . Corre que corre, olha se eu tivesse levado a minha filha de 5 anos, mas que não levei mas podia ter levado, quase sempre a levo, olha se a tivesse levado…

O meu amigo Vitor, estava no mesmo sítio, no Largo de São Domingos a beber uma jinginha com os camaradas do partido e topam um grupo de camaradas jovens a prepararem-se para atacar dois polícias, logo os acalmaram “camaradas, não façam isso, logo nas televisões só vão falar do vosso ataque e esquecem a manifestação dos 300 000…” Entretanto os dois polícias ao verem-se encurralados já tinham chamado por socorros.,

Mas como não há duas sem três, um comentador na Jugular vem dizer que um polícia levou uma cabeçada de um dos manifestantes, eram só dois polícias tiveram que chamar reforços…

De Paula Cabeçadas a 30 de Maio de 2010 às 16:02

Olá boa tarde,
Por mero acaso, e porque, depois da Manif, estava a beber a minha imperial nas Portas de Santo Antão, como de costume assisti, desde o princípio à cena de que aqui se fala.

Tenho pena que as pessoas que não testemunharam o que se passou façam juízos de valor precipitados.

Aqui fica o testemunho: [Read more…]

O 1º de Maio na Alameda

Vou para a Alameda, já recebi a convocatória para me apresentar no local habitual, de preferência perto das barracas do bom vinho tinto alentejano, das sandes de presunto e longe da barulheira dos discursos e da música aos berros. Mas o pior de tudo são as palavras de ordem que uns gajos, escolhidos a dedo, gritam pelo megafone.

Os camaradas vêm de todo o país, com franel, gente generosa, distribuem tudo o que têm, produtos da casa, na província não há os dramas da grande cidade, eles têm o quintal, as couves, os nabos e o porquinho, e o vinho da aldeia, sem misturas, puro, só uva. E se não partilhamos é um desconforto, mas temos o Vitor com o pão alentejano que comprou na barraca dos comes e bebes e a garrafa do tinto, que os camaradas se apressam a dizer que é bom mas não chega ao deles.

Mas também aparece quem de grupo em grupo vá matando a fome. Em cada ano que passa há mais gente que passa mal, ouvem-se as estórias do fecho da fábrica, do filho desempregado, dos familiares que já emigraram.

O 1º de Maio já foi uma festa!