Censurar a imprensa, e outras metodologias neofascistas do Chega

Na manifestação convocada pelo Chega – que é o mesmo que dizer “pelo André Ventura” – em frente à residência oficial do primeiro-ministro, onde uma imensa multidão de 150 pessoas, mais facho, menos facho, protestaram contra as medidas de combate à pandemia, o novo normal neofascista repetiu-se: um jornalista do Expresso foi impedido de fotografar a manifestação pela segurança de André Ventura e retirado do local à força, mesmo nas barbas de Ventura, sem que o deputado da nação mexesse uma palha para salvaguardar o direito daquele profissional a exercer a sua profissão. Nada que surpreenda. Não é a primeira, nem a segunda vez, e, seguramente, não será a última, a menos que se começam a meter os extremistas do Chega na ordem, como não aconteceu na manifestação do Movimento Zero.

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Como se Putin precisasse de Medina para alguma coisa

Em Janeiro, um grupo de manifestantes juntou-se em frente à embaixada russa em Lisboa, para protestar contra o regime totalitário de Vladimir Putin, em particular contra a detenção de Alexei Navalny, um dos mais audíveis opositores da ditadura instalada no Kremlin. Meio ano depois, Expresso e Observador noticiaram o caso, que rebentou como uma bomba no espaço publico nacional.

Este caso, gravíssimo e intolerável, não se circunscreve ao alegado erro, que resultou na entrega dos nomes dos organizadores daquela manifestação às autoridades russas, conhecendo o historial de assassinatos de activistas perpetrados pelos sabujos de Putin, pese embora resulte de um procedimento em vigor há 10 anos. Ainda assim, deveria ser suficiente para Medina colocar o lugar à disposição e se afastar do exercício de cargos públicos até que tudo estivesse esclarecido.

Não quero com isto dizer – muito menos alinhar nas conspirações estapafúrdias e imbecis que li no Twitter e no Facebook – que Medina recebeu um telefonema de Putin para denunciar os activistas, e que o autarca fez o frete ao ditador russo. Isto é um absurdo a todos os níveis, até porque Putin não precisa das autoridades portuguesas para nada, logo a começar no facto de a manifestação ter decorrido em frente à sua própria embaixada, observada de perto pelos elementos do FSB com passaporte diplomático. Aliás, se os hackers russos conseguem minar as eleições nos EUA, certamente não precisarão de nenhum Snowden para entrar na rede CM de Lisboa e extrair toda e qualquer informação que lhes interesse.

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Fora Bolsonaro

Entretanto, em São Paulo, Estado onde Bolsonaro ganhou por larga vantagem, na segunda volta das presidenciais de 2018, uma pequena multidão saiu à rua para exigir o seu afastamento. Com Dilma Rousseff começou assim.

Catarina Eufémia sempre, fascismo nunca mais!

Foi assassinada com três tiros nas costas, por um agente GNR, há 67 anos. Por se manifestar por condições mais dignas de trabalho. No tempo pelo qual alguns suspiram, quando os “portugueses de bem” prendiam arbitrariamente, espancanvam, torturavam e assassinavam qualquer um que ousasse desafiar a indigência, a miséria e a ignorância impostas pelo autoritarismo salazarista, que a nova extrema-direita, com o apoio de alguns “moderados”, pretende, a todo o custo, reeditar. Não passarão. Fascismo, independentemente das veste e da propaganda, nunca mais.

Manifestação Contra a Violência do Estado de Israel: Solidariedade com a Palestina

Hoje, na Praça do Martim Moniz, em Lisboa.

Centenas de pessoas saíram à rua para se manifestarem contra o regime Apartheid que Israel impôs sobre os palestinianos. Desde o início das agressões israelitas a Gaza, já morreram mais de cem pessoas, das quais cerca de cinquenta e oito são crianças e cerca de 35 são mulheres. Há também a lamentar cerca de mil e trezentos feridos. A Faixa de Gaza está, de novo, sob ataque colonial sionista, e, mais uma vez, milhares de palestinianos perderão a vida a resistir à violência israelita, apoiada pelo imperialismo estado-unidense e europeu.

Fotografias de MAYO.

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Próximo dia 25 de Abril: É dia da Revolta!

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Não confundir democracia com chalupice

Sábado, em Nicosia, centenas de cipriotas manifestaram-se contra as medidas de confinamento impostas no país e exigiram mais apoios do governo para conter a crise económica. Em todas as imagens transmitidas na peça da Euronews, e foram várias, todos os manifestantes – repito: todos os manifestantes – usavam máscaras. E fizeram-se ouvir, tal como a peça na Euronews demonstra.

Concordando ou não com as suas motivações, está é uma manifestação com a qual simpatizei, como simpatizo com qualquer manifestação cujo objectivo seja o de lutar por mais dignidade, liberdades, direitos, garantias ou por qualquer outro reforço da democracia. Porque ela não foi suspensa, mas o respeito pela segurança e pela saúde dos outros não pode ser submetido a devaneios ideológicos extremistas. Como não pode ser submetido a provocações baratas ou chalupices.

Imaginem que eu sou contra o limite de velocidade imposto por lei, contra as coimas aplicadas à condução perigosa ou contra o uso do cinto de segurança. E que eu, e outros palermas de igual categoria, decidimos fazer uma manifestação para acabar com todas estes limitações à nossa liberdade de sermos umas bestas rodoviárias. Isso dá-nos o direito de conduzir como uns loucos até ao local da manif, sem cinto, em excesso de velocidade e a fazer curvas em drift, até ao Rossio, pondo em risco o bem estar dos restantes? É claro que não. E não é preciso ser um rocket scientist para perceber isto.

Ditadura sanitária selectiva

No início de Fevereiro, um homem foi multado em 200€, por estar a consumir um pacote de gomas, à porta de uma dessas pseudo-lojas de máquinas de vending que se vêm cada vez mais por aí. Como ele, centenas de outros portugueses foram sujeitos à aplicação das leis em vigor, sempre aprovadas com uma confortável maioria parlamentar, que resultaram em multas, detenções e confusões.

Um mês depois, cerca de 3 mil (so they say) negacionistas e activistas contra o uso de máscara e confinamento juntaram-se no Rossio, para protestar contra as medidas de combate à pandemia, sem máscara ou respeito pelas normas de distanciamento social, colocando em risco a saúde de milhares de pessoas e a recuperação económica, sob o olhar atento da PSP, que não conseguiu ser tão valente como o foi com o degustador de gomas e tantos outros portugueses. Uma gritante dualidade de critérios e pelo menos meio milhão de euros em multas por cobrar.

E lá andavam eles, revoltadissimos, com cartazes da ditadura e mais não sei o quê, sem que meia bastonada ou coima lhes fosse aplicada. Quando isto passar, seria importante que as farmacêuticas se dedicassem ao desenvolvimento de uma vacina contra a falta de noção. Fica a dica.

Uma espécie de balanço: vitórias do Ministério, derrotas da Educação

Agora que estamos a chegar ao fim de mais uma legislatura, fica aqui uma espécie de balanço da actividade desenvolvida pela actual equipa do Ministério da Educação. Vai em forma de lista, tudo muito simples e muito longe de esgotar o assunto.

O Ministério da Educação conseguiu

  • manter o congelamento salarial dos professores devido ao roubo dos anos de serviço;
  • reforçar a impossibilidade de progressão na carreira para a maioria dos professores, devido a uma falsa avaliação do desempenho;

  • não contribuir para a renovação da classe docente, preparando um futuro em que, tal como já aconteceu, o sistema será obrigado a recrutar pessoas sem formação para leccionar;

  • não reavivar a formação contínua, limitada a acções de doutrinamento, ao mesmo tempo que dificulta a actualização científica dos docentes, o que, de resto, é natural, porque o conhecimento científico é uma variável desprezada;

  • inundar as escolas de medidas novas espampanantes e vazias, cheias de nomes inatacáveis como flexibilidade e inclusão;

  • não resolver o problema da oferta de disciplinas de opções, ao manter a obrigatoriedade de inscrição de número mínimo de alunos para abrir disciplina, ajudando ao empobrecimento curricular;

  • fingir que resolveu o problema do número de alunos por turma, limitando-se a uma diminuição diminuta, o que vai contra o paleio da flexibilidade, da inclusão ou do ensino individualizado;

  • não aumentar o crédito de horas para apoios nas escolas, o que vai contra o paleio acima referido;

  • não modificar ou sequer pensar em modificar o sistema acesso ao Ensino Superior,  servindo, desse modo, os interesses dos colégios que preparam os alunos para entrar na Universidade, o que é diferente de preparar os alunos para a Universidade;

  • deixar tudo como estava no que se refere à presença – ou seja, carência –  de psicólogos nas escolas;

  • fingir que ia resolver o problema da falta de funcionários não-docentes nas escolas, mantendo tudo na mesma, graças ao anúncio de um concurso, que é diferente de um concurso;

Em síntese, o trabalho realizado por todos os que estão nas escolas só pode ser extraordinariamente meritório, tendo em conta que a tutela só serve para atrapalhar. Por outro lado, se nada há a esperar do Ministério, seria bom que a sociedade toda reflectisse sobre a verdadeira importância que dá à Educação, com realce para professores e sindicatos, que andam muitas vezes por maus caminhos ou por caminhos demasiado batidos. [Read more…]

PNR: poderá o líder de um partido inconstitucional ameaçar quem quiser sem consequências?

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Lembram-se daquela vez que um grupo de militantes do Bloco de Esquerda marcou uma “manifestação” à porta da sede do PNR, com o objectivo deliberado de intimidar os pobres apreciadores de suásticas?

Lembram-se daqueles deputados do PNR que foram ameaçados de morte por dirigentes bloquistas?

Não lembram porque não aconteceu. O monopólio da violência política grunha está todo nas mãos de tipos como este. E já é tempo de cumprir a Constituição da República Portuguesa e ilegalizar este partido violento. Não pode valer tudo.

Crónica de um protesto cidadão vigoroso com desfecho vitorioso

Foto: dpa/Christophe Gateau

  • A empresa energética alemã RWE estava determinada a destruir, nos próximos meses, o pouco que resta (10%) da floresta milenar de Hambach, situada perto de Colónia, a fim de expandir a sua mina de extracção de lignito – contando para isso com o apoio dos governos federal e regional e baseando-se numa autorização legal para a exploração, atribuída há décadas.
  • Para bloquear essa destruição e expansão, há já seis anos que activistas ambientais ocuparam essa área, construindo 60 cabanas no alto das árvores.
  • Há cerca de três semanas, a polícia começou a desalojar à força os activistas, enquanto os protestos ganhavam cada vez mais força, com manifestações em que a luta contra a destruição da floresta se tornou um símbolo da resistência contra a extracção de lignito e por um melhor clima.
  • Tragicamente, há duas semanas um jornalista morreu, ao passar de uma das cabanas para a outra. As acções de evacuação foram interrompidas, mas recomeçaram poucos dias depois, com a RWE a alegar que o desmatamento era imperioso para garantir a produção de energia – isto, enquanto a recém-criada pelo governo “Comissão do Carvão” inicia os trabalhos para definir as linhas de uma estratégia energética para o país.
  • O movimento cidadão, porém, não baixou os braços e anunciou uma concentração com dezenas de milhares de pessoas para hoje, sábado.
  • Há dois dias, a polícia comunicou que a manifestação seria proibida por não poder garantir a segurança dos acessos.
  • Ontem, sexta-feira, as boas notícias:

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Faça e vá, não tem desculpa!

Digam lá, passa pela cabeça de alguém – a menos que tenha gigantescos cifrões luminosos no lugar das órbitas, com prolongamentos para as circunvoluções cerebrais – nesta altura do campeonato deste massacrado planeta, andar a fazer furos para prospecção de petróleo??? E, neste caso mais imediato (mas estão concessionadas vastas partes da costa e algumas regiões do território terrestre português), em águas profundas a cerca de 46 quilómetros de Aljezur, no Algarve???

Pois é isso que intenta o consórcio internacional ENI/Galp, com o beneplácito do governo português. Um governo português traidor do futuro dos cidadãos e do planeta, enquanto faz, com falinhas mansas, promessas para enganar tolos na Conferência do Clima das Nações Unidas.

Hipocrisia a combinar tão bem com os sinais do tempo.

Há duas coisas urgentes a fazer:

  1. Participar na consulta pública que decorre até segunda-feira para decidir se o projecto de sondagem de petróleo ao largo de Aljezur deve ser submetido a procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA)… E como não???     Pode fazê-lo em: participa.pt   Bom, ressalvo a posteriori que isto é complicadíssimo de preencher… não será por acaso…
  2. Ir manifestar-se no sábado, 14 de Abril, na Praça Camões, em Lisboa. “Enterrar de Vez o Furo, Tirar as Petrolíferas do Mar”. Contra a brutalidade das petrolíferas e das energéticas e o servilismo vendido dos governos. Pelo futuro.

É obrigatório.

A esperança saiu à rua nos EUA

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Shawn Thew/EPA@Expresso

Sem medo, contra a poderosa NRA e contra o fanatismo bélico da América violenta, a esperança saiu à rua em várias cidades norte-americanas. As imagens (a galeria disponível no Expresso é extensa) falam por si.

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Non hay pan para tanto chorizo!

o que significa “Não há pão para tanto ladrão!” e foi uma das palavras de ordem de mais de 30.000 pessoas nas ruas de Barcelona – e de outros muitos milhares em Madrid e noutras cidades espanholas – como resposta ao ridículo aumento de 0,25% aos pensionistas.Na denúncia do empobrecimento dos pensionistas e exigência de pensões dignas estavam nas ruas todas as gerações. Mais uma bela expressão de cidadania de “nuestros hermanos”.

Da série “Carlos Abreu Amorim gosta de manipular os seus seguidores do Facebook”

Se não gosta, parece. Em Abril foi uma actualização de foto de capa no Facebook, onde figurava um dos jovens que o anterior governo simpaticamente mandou emigrar, como se fizesse parte de um novo lote de “convidados”, versão esquerda radical. Manipulados os leitores, o que se seguiu foi o linchamento da Geringonça que, aparentemente, seria culpada pela emigração em massa em 2012. Michael Seufert, ex-deputado do CDS-PP, foi um dos animadores daquele momento de pura aldrabice e, que se saiba, o deputado Carlos Abreu Amorim, que pela posição que ocupa deveria ter uma postura mais responsável e adulta, nunca se retractou. E isso diz-nos algo sobre a ponderação e a seriedade com que o deputado exerce as funções para as quais foi eleito. [Read more…]

EXEMPLAR

MANIFESTACION EN BARCELONA ” NO A LA GUERRA “

Exemplar a todos os níveis:

  • 500.000 pessoas na rua, a expressarem repúdio pelo terrorismo e a recusarem submeter-se ao medo
  • Participação, lado a lado, de todos: cristãos, muçulmanos, gente de esquerda e de direita, unidos contra a violência
  • Não à islamofobia
  • Afirmação da diversidade, da tolerância, da solidariedade, da força dos cidadãos.
  • Não à guerra.

Os professores foram em excursão a Lisboa

Em férias interrupção lectiva desde o dia 4 de Abril, 1500 professores fizeram uma pausa no seu merecido descanso para se manifestarem em Lisboa. Um teste, pelo que diz a Fenprof, para uma contestação que pode chegar à greve.
Na rádio, uma professora do ensino secundário dizia que foi a Lisboa porque está sobrecarregada. Que os professores trabalham demasiado.
Felizmente, pensei, teve os últimos 15 dias para retemperar forças. E se no próximo mês e meio, coisa fácil!, atingir de novo a exaustão, terá mais dois meses e meio para preparar as planificações do ano lectivo seguinte.
No meio das queixas da professora, só não percebi se o seu dia livre é à segunda ou à sexta-feira.

Táxis versus plataformas Uber/ Cabify /…

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Serviços iguais, transporte de passageiros, neste caso, devem ter regulamentação igual. Por isso, o projecto de lei das plataformas é um erro. Não se deve criar um novo contexto para as ubers, deve-se, isso sim, criar um enquadramento comum.

Neste lado a lado entre táxis e ubers, é notório que o negócio dos primeiros exige um investimento muito superior ao dos segundos. Dizem que o serviço da Uber é muito melhor do que equivalente em táxi. Talvez o seja, mas isso deve ter impacto na escolha dos clientes e não na produção legislativa. Esta deve ser neutra.

O protesto dos taxistas

Como cliente, quero o melhor serviço possível e com o mais baixo preço que conseguir. E como cidadão quero que as empresas de transportes compitam entre si em igualdade de circunstâncias. Por isso, é preciso regulamentar o sector de forma homogénea, em vez de se criar um contexto especial para caberem as ubers dos transportes.

A manifestação dos taxistas decorre da alteração de forças no mercado. Um sector hiper-regulado passou a estar sujeito a uma concorrência que conseguiu furar as malhas legislativas. É a luta de quem não quer concorrência, quando devia ser o protesto pela igualdade de oportunidades.

Manifestação pela escola pública: a estranha cobertura do Público

O Público, numa reportagem de Clara Viana, anunciou que a manifestação a favor da escola pública começou com duas mil pessoas. Nada mau, se tivermos em conta que uma manifestação pode começar com uma pessoa. No entanto, espera-se que a reportagem seja objectiva, pelo que o artigo é algo estranho, como se pode constatar, por exemplo, pela necessidade de corrigir o título da notícia. Com efeito, o título inicial “Manifestação pela escola pública começa em Lisboa com cerca de duas mil pessoas” foi entretanto mudado para “Manifestação pela escola pública junta alguns milhares de pessoas em Lisboa”.

O título inicial da notícia pode ser encontrado no Twitter e no Facebook, já que estas redes não actualizam as suas publicações quando a origem muda.

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Luzinha aqui tão perto

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Cavalgando célere o seu ginete de ganância desumana, içando, desfraldado, o espectro do desemprego e da pobreza, avança imparável o garboso ideal neoliberal, submetendo, na sua conquista global, governos e povos aquém e além mar, amarfanhando a dignidade, desmantelando direitos conquistados ao longo de duras e longas lutas, restaurando a escravidão, arrasando o planeta.

Impossível fazer-lhe frente? Parece bem que sim. A chaga social da precariedade alastra incessantemente, a vulnerabilidade torna mansa a mão-de-obra e ideologias de extrema-direita ganham terreno. [Read more…]

Pê-éSse-Dê: unidade sindical!

Montenegro

A luta dos camaradas da direita regressa às ruas no próximo dia 4 de Março para pedir a queda do governo. Na foto podemos ver o deputado líder sindical Luís Montengro que participou, por momentos, na pequena mas muito simbólica manifestação que os camaradas da PàF organizaram no passado dia 10 de Novembro, a tal que alguma imprensa tentou agigantar mas que afinal não chegava para encher um autocarro da Rede Nacional de Expressos.

Mas desta vez é que vai ser: o sindicalista Mário Gonçalves, líder do movimento “Por Portugal”, diz pretender com esta manifestação mostrar a força popular “do pessoal da direita com a bandeira de Portugal (à Frente?) em punho e com gritos de revolta. Depois do sucesso que têm feito “a estética neo-bolchevique da candidatura à liderança do PSD” de Pedro Passos Coelho, e do tão anunciado regresso da social-democracia, não tarda teremos os TSD, aos milhares, a lutar por melhores condições de trabalho na função pública. Quem sabe um acampamento no Terreiro do Paço onde tias de Cascais em fato-de-treino se misturarão com a plebe. Desta vez, os camaradas da direita não estão para brincadeiras.

A luta continua!

Sob Vinte Centavos

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Um olhar sobre o lento despertar da sociedade brasileira em formato de documentário acerca das manifestações ocorridas em São Paulo em Junho de 2013.

A luta dos camaradas da direita

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Foto: Tiago Miranda@Expresso

Hoje viveu-se um dia histórico. Pela primeira vez, um acordo entre os partidos de esquerda com representação parlamentar derrubou um governo minoritário, dando expressão à maioria dos portugueses que no dia 4 de Outubro se deslocaram às urnas e rejeitaram a coligação PSD/CDS-PP.

Vivem-se dias de mudança em Portugal, dias verdadeiramente singulares. E se o inesperado acordo entre PS, BE, PCP e Verdes não fosse, por si só, extraordinário, as mudanças na nossa sociedade não ficam por aqui. E o discurso da direita nunca mais será o mesmo.

Quem nunca ouviu amigos, conhecidos ou mesmo responsáveis políticos dos partidos de direita falar em manifestações como uma perda de tempo, uma demonstração do esquerdismo caviar, uma desculpa para quem não querer trabalhar? Pois bem, hoje tivemos a segunda de duas manifestações desse novo sector da direita que faz manifestações e que empunha palavras de ordem como aquela que podemos ver na foto que abre estas linhas, e que nos remete para um universo “gato fedorentiano”: “A necessidade de consolidação das contas públicas não é uma questão ideológica“. Experimentem entoar tipo palavra de ordem. Soa mesmo bem. [Read more…]

Manifestação de apoio ao governo: quando uma imagem vale mais que mil palavras

Emplastro

Manifestação contra o TTIP e CETA em Berlim, 10/10/2015

Ana Moreno

Foram 12 horas de viagem encaixados num autocarro para ir e voltar e 4 horas na manifestação, foi um dia estafante, mas valeu a pena!!!

Fomos entre 250.000 (número dos organizadores) e 150.000 mil (número da polícia) pessoas vindas de toda a Alemanha, em 600 autocarros e 5 comboios especiais, foi uma aliança de 170 organizações de variadíssimos quadrantes, foi gente de todas as gerações e grupos sociais, pessoas convictas e alegres, a dizerem NÃO! NÃO vamos deixar que nos enganem e nos roubem os direitos, a democracia e a dignidade; a dizerem: Yes we can STOP TTIP and CETA! Por um comércio justo!

O vídeo dá uma imagem do que aconteceu em Berlim, mostra a força e a imaginação que nos une e nos encoraja a continuar o protesto contra estes tratados secretos que visam pôr os lucros à frente das pessoas. Força Plataforma Não ao TTIP! Mesmo em Portugal, acabarão por ter de informar, acabarão por ter de vos ouvir! Informe-se.

stop ttip

Manifestação contra o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (Lisboa, 12 de Setembro de 2015)

Os meus agradecimentos a Artur Magalhães Mateus e José Pacheco Pereira.

Dedicado a todos os emigrantes lesados pelos terroristas do BES

Não que sejam os únicos merecedores desta dedicatória, mas Agosto é o mês deles e custa-me vê-los abdicar de um dia que seja das suas merecidas e sempre curtas férias para terem que ir para a rua reivindicar o que é seu mas que um bando de trafulhas lhes roubou, sem que nada de relevante lhes tenha acontecido. Infelizmente vivemos num país em que o trafulha, em particular o trafulha da elite banqueira, tende a estar acima da lei. Afinal de contas, com tanto político que comprou pelo caminho, se um destes tipos cai, a probabilidade de caírem uns quantos engravatados parlamentares dispara.  [Read more…]

Contra a austeridade

O Reino Unido saiu à rua. Roma e Pavia não se fizeram num dia.

E se isto tivesse acontecido na Rússia, na Venezuela ou no Irão? (V)

Não penso

 

No país que muito provavelmente mais golpes de estado patrocinou, entre dezenas ou mesmo centenas de invasões e ataques militares que devastaram países, cidades, serviços básicos e sobretudo pessoas, que em muitos casos foram empurradas para um nível de pobreza muito abaixo daquilo que algum dia teriam imaginado, em países que já de si existiam em situações extremamente frágeis, para não falar dos mortos, nos regimes totalitários que se instalaram e nas ervas daninhas que plantaram, entre as quais a Al-Qaeda será a sua obra-prima, ainda existe violência racial. O que não é grande novidade claro. A novidade é que em Baltimore a paciência parece ter chegado ao fim.

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