Decadência

Ao ter conhecimento do “apego a um qualquer animal de estimação, típico das sociedades decadentes“, do bispo Linda, lembrei-me disto, lido há cerca de 33 anos:

— Não posso dispensar-me aqui duma psicologia da «fé» e dos «crentes» em benefício dos próprios «crentes».  Se, ainda hoje, alguns deles (crentes) ignoram até que ponto é indecente ser «crente»—ou então quanto isso é sinónimo de decadência, de vontade de vida quebrada—, já amanhã o saberão.
—Nietzsche

No original, lido cerca de treze anos depois:

— Ich erlasse mir an dieser Stelle eine Psychologie des „Glaubens“, der „Gläubigen“ nicht, zum Nutzen, wie billig, gerade der „Gläubigen“. Wenn es heute noch an solchen nicht fehlt, die es nicht wissen, inwiefern es unanständig ist, „gläubig“ zu sein — oder ein Abzeichen von décadence, von gebrochnem Willen zum Leben —, morgen schon werden sie es wissen.
—Nietzsche

Nótula: Felizmente, estou durante uns dias na casa da aldeia, onde guardo estas preciosidades (a segunda edição, de 1988). Já agora, o amigo que me apresentou ao Frederico Guilherme e o próprio Frederico Guilherme fazem anos amanhã, 15 de Outubro. Ainda bem que há coincidências.

Pedofilia, mas da menos chocante

O bispo do Porto, D. Manuel Linda, afirma, em entrevista ao Público (edição de hoje), quando questionado sobre os casos de pedofilia na Igreja e, em concreto, da Igreja portuguesa, o seguinte:

Aqueles dois casos – o da Madeira, com o célebre padre Frederico, e, recentemente, o caso da Guarda -, tudo leva a crer que não tenham tido aquela dimensão de gravidade de que estamos habituados a ouvir falar quando falamos de pedofilia. Talvez tenha havido alguma intimidade, mas não uma intimidade daquelas mais chocantes.

[sublinhado meu]

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