PS e Educação: seis anos de ruína

A Educação não é um tema que, efectivamente, preocupe a maioria dos portugueses. Esse facto, entre muitas outras coisas, tem permitido que, no Portugal democrático, o défice educativo seja pornográfico, independentemente das muitas melhorias que se têm verificado.

Nos últimos seis anos, no entanto, conseguiu-se, até, o milagre de acabar com muito do que ainda ia funcionando nas escolas e o que era bom passou a medíocre e o que era mau passou a péssimo. Os dois governos dirigidos por Sócrates conseguiram alcançar o improvável: tomar uma larga maioria de medidas prejudiciais à Educação, algo comparável a falhar constantemente um alvo colocado a um metro de distância.

Os seis anos de políticas, por assim dizer, educativas corresponderam a uma acumulação de medidas lesivas da Educação apresentadas como modelares, graças a uma máquina publicitária que debitou avanços milagrosos, ao mesmo tempo que criava a hagiografia de Sócrates e de Maria de Lurdes Rodrigues, exemplares lídimos do marialvismo político. Domar os professores e reduzir o défice a qualquer preço foram as bases das políticas educativas do PS.

O bombardeamento da Educação foi de tal modo gigantesco que se torna difícil apresentar uma visão de conjunto. Deixo aqui algumas notas dispersas, na esperança de contribuir para uma reflexão apurada até 5 de Junho. Peço desculpa se abuso da auto-citação, ao remeter para escritos mais antigos guardados noutro lugar na blogolândia, mas a verdade é que ainda não mudei de opinião.

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