Farsas

Foto: CNN Portugal

Estes “arruaceiros”, mas dos bons (basta ver a forma como são tratados em comparação com aqueles que sem qualquer violência, interromperam o lançamento daquela vigarice em forma de livro), estão tão preocupados com o ambiente como eu com as desventuras da Família Kardashian.

Vejamos:

– maior poluidor mundial: China com o dobro das emissões dos EUA;

– maior poluidor mundial “per capita”: EUA que, apesar de tudo, tem revelado uma evolução positiva, tendo reduzido significativamente as suas emissões nos últimos 20 anos ao contrário da China que aumentou e continua a aumentar e muito as suas emissões;

– maior causa do “efeito de estufa”: emissões de dióxido de carbono;

– maior causa específica e crescente do “efeito de estufa”: a agropecuária; o metano cuja principal origem está no sistema gástrico do gado bovino, é 86 vezes mais pernicioso para o clima que o dióxido carbono e está a caminho de ser o principal responsável pelo “efeito de estufa”.

Alguém já ouviu a Greta ou algum dos seus cúmplices, falar sobre a China? Sei lá, nem era preciso uma “manifestaçãozinha” em Pequim, mas que tal um rabisco laranja numa das suas embaixadas? Pois.

Alguém já os ouviu a pugnar “à séria” por uma alteração rápida e substancial de hábitos alimentares? A redução do nosso consumo de carne de vaca para metade era suficiente para reduzir determinantemente a dimensão do “efeito estufa”. Pois. 

Porque, na verdade, não estão minimamente preocupados com o ambiente. O verdadeiro objectivo é, artificialmente, fazer sobreviver uma agenda ideológica. Perante a “morte anunciada” do comunismo e do socialismo, a alternativa foi evitar esse inevitável e implacável desaparecimento através da adopção de novas causas. Como sempre, da forma mais errada possível. Como sempre, pondo a ideologia muito à frente das próprias causas que desesperadamente adoptaram. Tal como o comunismo se marimbava na felicidade das Pessoas porque o foco exclusivo era a subsistência do sistema político, também estes ambientalistas hipócritas, estão-se a borrifar para as alterações climáticas. O único e exclusivo objectivo é apenas manter viva a esquerda mesmo que em coma e “ligada às máquinas”. 

E o mesmo se passa com outras “causas” como, por exemplo, a absurda e inviável “ideologia de género”. 

Aliás, e a propósito, não consigo deixar de alertar que o grande “trunfo” e a maior fonte de recrutamento destes “activistas” é a escola. Onde, durante anos e anos, foi levado a cabo pelos partidos de extrema-esquerda, um minucioso, calculista e asqueroso processo de infiltração na classe docente. A inteligente (no mau sentido) estratégia levou ao alistamento de inúmeros professores que se dedicaram a perverter programas, ensino e função em favor de uma, também, repulsiva agenda partidária. Não tenham dúvidas até porque isto não é fruto de nenhuma rebuscada “teoria da conspiração”, mas sim de efectiva constatação e de informações “privilegiadas” (não são assim tão privilegiadas). O que diz muito da “bondade” da ideologia de esquerda que precisa de recorrer a processos “mafiosos” para crescer (neste caso, é mais para não desaparecer). 

Cidadania fica de fora

 

Pela sua relevância, aqui se reproduz, sem mais, o Comunicado de Imprensa do movimento Juntos pelo Sudoeste – Movimento de Cidadãos de Aljezur e Odemira em Defesa do Sudoeste

COMUNICADO DE IMPRENSA 2 de Março de 2023

Em visita ao Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

Ministro do Ambiente Dialoga com Agricultura Intensiva e Deixa de Fora Ambientalistas

Por ocasião da visita há muito esperada do ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, ao Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, em Odemira, que teve lugar precisamente ontem, o movimento Juntos Pelo Sudoeste (JPS) lamenta que a cidadania tenha sido deixada de fora da agenda desta visita e que não tenha sido ouvida pelo governante, apesar dos pedidos efectuados por este movimento de cidadãos tanto ao gabinete do ministro como ao município de Odemira.

Sabendo-se que o ministro do Ambiente esteve reunido com várias entidades, entre elas representantes do poderoso agronegócio do Sudoeste de Portugal, o Juntos Pelo Sudoeste defende que as opiniões e preocupações dos cidadãos, movimentos, organizações e associações sejam ouvidas e tidas em consideração neste momento de inflexão que a região atravessa. Situações como a que decorreu ontem em que um ministro que tutela a área do Ambiente dialoga com o sector privado da Agricultura e deixa de fora um movimento de cidadãos focado e comprometido com a defesa do património ambiental do Parque Natural do Sudoeste e Costa Vicentina não deveriam ter lugar numa sociedade democrática onde o diálogo entre todas as partes deve vir sempre em primeiro lugar.

Sendo Odemira uma região há muito assolada por vários problemas para os quais o JPS tem vindo alertar ao longo dos últimos anos, e nos quais se incluem:

> A falta de equilíbrio entre o modelo de exploração agrícola e os valores ambientais, marcado por uma forte falta de fiscalização por parte das entidades competentes que tem resultado numa delapidação do património natural que levou à criação do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, conforme atesta o Relatório do Plano de Gestão da ZEC Costa Sudoeste (págs 73 > 77 e págs 83 > 85).

> A falta de uma gestão coerente dos recursos hídricos num cenário de escassez cada vez mais acentuada, marcada igualmente por uma forte falta de fiscalização por parte das entidades competentes e uma necessidade crescente de água por parte do sector agrícola, que tem resultado no decréscimo das reservas da albufeira de Santa Clara a níveis apenas vistos na altura do seu enchimento;

> A crescente ruptura do tecido social, causada inicialmente por uma grande procura de mão-de-obra barata na agroindústria e, mais recentemente, pela proliferação sem controlo de empresas de trabalho temporário e comércios, que não são mais do que fachadas para a venda de contratos de trabalho fictícios e um ponto de entrada na Europa para milhares de imigrantes que se deparam com situações de escravatura moderna e condições de vida deploráveis.

E estando agora num momento em que: [Read more…]