
Não me interessa se o Seinfeld vem ou não a Portugal.
Não muda nada.
Não salva uma pessoa, não acaba com a fome, não pára o genocídio.
E não faltam por cá colaboracionistas que defendem a matança e o terrorismo sionista nas principais TVs e jornais deste país.
Também não faltam hipocrisias.
Das alegadas feministas que promovem produtos da Prozis aos alegados cristãos a defendem o bombardeamento de civis inocentes, passando pelos nacionalistas que juram vassalagem aos líderes de outros países ou pelos anti-comunistas que deslocalizaram a produção para Guangzhou, temos cá de tudo, da esquerda à direita, do liberalismo mais selvagem ao conservadorismo mais castrador.
Também não me venham com as ligações da MEO ao regime sionista. Se vamos por aí, vamos ter que boicotar muitas empresas portuguesas. E todos os partidos do PS até aos neonazis. E clubes de futebol. E empresas de construção. E comunicação social. E marcas de roupa. E hipermercados. Nunca mais saíamos daqui.
Uma coisa te garanto: se o festival fosse patrocinado por uma empresa russa próxima do Kremlin e tivesse um putinista como cabeça-de-cartaz, não estaríamos a ter a mesma conversa.
E essa é a maior de todas as hipocrisias.
P.S: A direita woke guincha, histérica, com o alegado cancelamento do Seinfeld. Enquanto aplaude as perseguições, os homicídios de dissidentes e a proibição de livros que Trump e a sua seita de corruptos têm promovido. Parabéns, por conseguirem ser ainda mais morcões que a esquerda woke. Não foi fácil, mas vocês conseguiram.









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