Valsa das Flores e Versos à Primavera

Na minha homenagem à Primavera, recorro a ‘Valsa das Flores’, editada por Adya Classic. E, não sendo escritor, e muito menos poeta, atrevo-me a publicar uns singelos versos, meus, à Primavera:

Oh Mãe Natureza, imploro-te com amor

Manda o Sol suave, doce e reluzente

Trazer a Primavera no matinal alvor

Para valer a este mundo carente.

Que os campos se vejam floridos,

De manhãs e tardes de mil cantares

E de misteriosos voos destemidos

De aves livres em todos os lugares.

Oh Primavera de sentidos sonhos

Volta a abençoar-me o frágil coração

E incandesce de brilho os meus olhos.

Regressa, dá aos novos as esperanças

Porque, dizia o sábio Poeta de então,

O melhor do mundo são as crianças.

Um caçador de magnólias conta o seu ofício

Quando chega Fevereiro passo os  dias a caçar magnólias. Não qualquer magnólia que se me apresente, atenção. Interessa-me unicamente a magnólia branca, mais invulgar, mais frágil, um erro genético. A magnólia rosa, cujo suave tom acetinado constitui o cenário ideal para fotos de casamento, aborrece-me.

Conheço bem o território de caça. Sei que há dois exemplares, um ligeiramente mais tímido, outro mais confiante, frente à igreja dos Congregados, a dar guarida à estátua do Ardina. A rua de Sá da Bandeira recebeu recentemente uns quantos jovens que este ano dão flor pela primeira vez. Sítios insólitos, como o pátio do ACP, também albergam por vezes esplêndidos indivíduos, de grande maturidade e porte digno. Mas costuma ser no largo 1º de Dezembro (onde literalmente se esconde a grande maravilha barroca da cidade, a igreja de Santa Clara) que se encontra uma assinalável concentração de especímenes. [Read more…]