
Pour prendre position il faut, en général, savoir d’abord un certain nombre de choses. — Georges Didi-Huberman (2009:15) And intellectual bankruptcy, I’m sorry to say, is a problem that no amount of drilling and fracking can solve. — Paul Krugman, 15/3/2012
Em 2009 (p.18), escrevi:
Existindo, como em qualquer reforma, opções susceptíveis de contestação e de debate no plano linguístico, já se torna difícil rebater argumentos taxativos, simplistas e contraditórios, que não vão ao cerne da motivação, ou então acusações avulsas, suspiradas através do facilitismo da emoção, peças movidas em tabuleiros não linguísticos e não culturais.
De facto, é extremamente difícil rebater aquilo que Seixas da Costa escreveu há pouco mais de um ano:
A má fé [sic] e a distorção propositada obtêm, por vezes, algumas vitórias. Admito que alguns possam não gostar do novo Acordo Ortográfico, mas não é aceitável que, por mera vigarice intelectual, se procurem criar mitos em torno das mudanças que ele introduz.
O mais flagrante, e que tenho verificado que que [sic] está já na cabeça de muitas pessoas incautas, é a ideia de que a palavra facto passa, por virtude do Acordo, a mudar para fato. De tanto isto ser repetido, há quem acredite.
Ora isto é uma falsidade, que alguns se entretêm a instilar. Por uma vez, que fique claro: o novo Acordo Ortográfico não altera a forma de escrita (e, naturalmente, de pronúncia) da palavra “facto”.
Quantas vezes será necessário repetir isto?
Depois desta acusação em abstracto, consideremos uma hipótese remota, mas concreta: [Read more…]






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