Aparentemente, «o acréscimo das taxas decorrente deste fato não é significativo»

Excelente guarda-redes.

— Rodolfo Reis, 28/5/2017

As he [Noah Smith] says, sometimes there are vast literatures of nonsense, or at any rate of dubious quality, that mainly serve to protect vested intellectual interests.

Paul Krugman

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Efectivamente.

A exactidão e o estendal

Como outros passeiam os cães de companhia, ela traz à rua o seu estendal.

— Carla Romualdo

Nun, was >Tatsache< hier meint, ist nicht die Tatsãchlichkeit der fremden Tatsachen, mit denen man fertig werden muß, indem man sie sich erklãren lernt.

Hans-Georg Gadamer

J’ai passionnément désiré être aimé d’une femme mélancolique, maigre et actrice.

— Stendhal, 30/3/1806

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Eis como alguém na RTP decidiu traduzir para português europeu o remate do «We’re just not going to sit back and let, you know, false narratives, false stories, inaccurate facts get out there» de Sean Spicer.

rtp-2522017

Agora, aproveitando este intervalo dado quer à frase nuclear, na perspectiva de Grevisse e de Goosse, quer aos sintagmas nominais do Antoine de La Sale, regresso ao Krugman (que percebe imenso de factos) e ao meu espanto por ver o Searle (um velho conhecido do Aventar) mencionado por aquelas bandas.

Continuação de um óptimo fim-de-semana.

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A Arca do Dilúvio e a Pipa Apocalíptica

It’s hard to focus on ordinary economic analysis amidst this political apocalypse.

Paul Krugman

Blessed is he that readeth, and they that hear the words of this prophecy, and keep those things which are written therein: for the time is at hand.

Ap 1, 3 (apud, KJV)

Deslargue-me.

— António Lobo Antunes (p. 270)

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Hoje de manhã, li este belíssimo texto do António Fernando Nabais. Depois, regressei ao meu trabalho académico e devidamente arbitrado — felizmente, não tenho a infelicidade de ser nem autor nem promotor do Acordo Ortográfico de 1990.

Lido o texto do nosso Nabais e tendo terminado a minha table of contents, dei por mim a pensar: “efectivamente, chegou”. Ou seja, chegou o Apocalipse Now, isto é, o apocalipse agora. Apocalipse, sobre o qual, aliás, já tive a oportunidade de tecer breves comentários (e de citar os sempiternos GNR).

Apocalipse significa descoberta. Apocalipse significa revelação. Por esse motivo, depois de João Roque Dias ter indicado esta pergunta [Read more…]

«Things are terrible here in Portugal, but not quite as terrible as they were a couple of years ago»

wirtschaftswissenschaften

Foto: Alamy/mauritius images (http://bit.ly/1VH8Yki)

«Quoi ! Après Auguste, Augustule ! Quoi, parce que nous avons eu Napoléon le Grand, il faut que nous ayons Napoléon le Petit !»

— Victor Hugo

«Be afraid. Be very afraid».

— Ronnie

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Efectivamente, na actual perspectiva (ah! a perspectiva) de Krugman, “here in Portugal” e não “there”. Entretanto, houve quem tivesse pegado no artigo de Krugman, adaptando (aliás, truncando) a frase, com omissão do importante «but not quite as terrible as they were a couple of years ago» que complementa o «things are terrible here in Portugal», tendo adoptado no título a adaptação forçada — felizmente, houve quem já tivesse dado por ela.

Aliás, sobre esta plataforma, há algumas interessantes considerações feitas pelo João Mendes — o fenómeno desperta o meu interesse, há alguns anos, mas devido a razões relativas e integrantes e, porventura, desinteressantes e até mesmo, quiçá, irrelevantes.

kkkkkkkkkkkk

Is that a fact?

…that is a fact.

David Bowie, Heroes

These days many Americans live in an alternative political reality, in which the simplest factual assertions are met with anger and derision.

Paul Krugman

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Efectivamente, desde Janeiro de 2012, muitos portugueses vivem numa realidade ortográfica alternativa.

DRE 1312016

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Now the dress is hung, the ticket pawned
The Factor Max that proved the fact
Is melted down

— David Bowie, The Bewlay Brothers

6%

«Portugal has also obediently implemented harsh austerity — and is 6 percent poorer than it used to be» — Paul Krugman

Aznavour, BB, Cloclo e o Diário da República

Retirez-moi cette poussière sidérale
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BB

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Como escreveu ontem Paul Krugman, “OK, this is real“. Não, não é formidable. Sim, é comme d’habitude.

dre 2962015