Duas ou três coisas sobre *fatos do Acordo Ortográfico de 1990

DR AO90

Pour prendre position il faut, en général, 
savoir d’abord un certain nombre de choses.
— Georges Didi-Huberman (2009:15)

And intellectual bankruptcy, I’m sorry to say, 
is a problem that no amount of drilling 
and fracking can solve.
— Paul Krugman, 15/3/2012

Em 2009 (p.18), escrevi:

Existindo, como em qualquer reforma, opções susceptíveis de contestação e de debate no plano linguístico, já se torna difícil rebater argumentos taxativos, simplistas e contraditórios, que não vão ao cerne da motivação, ou então acusações avulsas, suspiradas através do facilitismo da emoção, peças movidas em tabuleiros não linguísticos e não culturais.

De facto, é extremamente difícil rebater aquilo que Seixas da Costa escreveu há pouco mais de um ano:

A má fé [sic] e a distorção propositada obtêm, por vezes, algumas vitórias. Admito que alguns possam não gostar do novo Acordo Ortográfico, mas não é aceitável que, por mera vigarice intelectual, se procurem criar mitos em torno das mudanças que ele introduz.

O mais flagrante, e que tenho verificado que que [sic] está já na cabeça de muitas pessoas incautas, é a ideia de que a palavra facto passa, por virtude do Acordo, a mudar para fato. De tanto isto ser repetido, há quem acredite.

Ora isto é uma falsidade, que alguns se entretêm a instilar. Por uma vez, que fique claro: o novo Acordo Ortográfico não altera a forma de escrita (e, naturalmente, de pronúncia) da palavra “facto”.

Quantas vezes será necessário repetir isto?

Depois desta acusação em abstracto, consideremos uma hipótese remota, mas concreta: a de eu próprio escrever que “Agora ‘facto’ é igual a fato (de roupa)”. Correria certamente o risco de ter o senhor embaixador Seixas da Costa à perna e de dedo em riste, a acusar-me de falsidade instilada, de má-fé, de distorção propositada e de vigarice intelectual.

Depois da abstracção e da conjectura, debruçemo-nos sobre o caso concreto.

Pedro Santana Lopes escreveu: “Agora ‘facto’ é igual a fato (de roupa)”. Será que Seixas da Costa acusará o ex-primeiro-ministro de instilar falsidades, de agir de má-fé, de distorcer propositadamente seja o que for ou de procurar criar mitos por mera vigarice intelectual?

Santana Lopes estará automaticamente excluído do grupo daqueles que podem “não gostar do novo Acordo Ortográfico”, uma vez que se trata, como já recordei, do político que assinou, profetizou e garantiu (respectivamente, enquanto secretário de Estado, primeiro-ministro e deputado) e do cidadão que frequentemente manifesta opiniões sobre o assunto. Não fosse esse o caso, Seixas da Costa não teria decerto qualquer problema em acusá-lo de falsidade instilada, de má-fé, de distorção propositada e de vigarice intelectual.

Existe sempre a probabilidade, não contemplada por Seixas da Costa, de haver quem não goste do AO90 porque não, como haverá quem o defenda porque sim, incorrendo, por ignorância, em inexactidões como “Agora ‘facto’ é igual a fato (de roupa)” e outras semelhantes. Seixas da Costa, ao entrar no terreno movediço da acusação avulsa, esquece-se de que, repito, a ignorância pode ser o motivo pelo qual esses “alguns” (cuja identidade desconheço) correm o risco de dizer aquilo que não é. As posições assumidas em relação ao AO90 não devem, de forma alguma, poder servir de linha divisória entre os intelectualmente honestos e os intelectualmente vigaristas.

Ao contrário de Seixas da Costa, avisei os incautos acerca da previsível confusão facto/fato antes de a procissão sair do adro. Fi-lo em 2009 (p. 94) e — a propósito de outro responsável pelo dossier AO90 que, como diria Seixas da Costa, se entreteve a instilar a ideia de ‘facto’ perder o cê — em Fevereiro de 2010:

Recorde-se, no entanto, que, ao contrário da norma do português do Brasil, a norma do português europeu sanciona a pronunciação do c de facto. Logo, facto, sem margem para dúvidas, na norma do português europeu.

Fi-lo igualmente quer no jornal que Seixas da Costa anteontem acusava de moita carrasco (sic) em relação a esta notícia, quer em depoimento enviado à Assembleia da República. E faço-o constantemente aqui no Aventar (até me entretive, recentemente, não a instilar fosse o que fosse, mas a seleccionar *fatos).

O mundo não se divide entre honestos defensores do AO90 e malandros opositores. Digo isto, apesar de Seixas da Costa se munir de um prudente quantificador. Contudo, ‘alguns’, não nos esqueçamos, é certamente existencial, mas também indefinido. Nestas coisas, convém ser-se concreto, em vez de se recorrer à pronominalização. Por exemplo, escrever-se “Fulano Vilela, Beltrano Varela e Sicrano Fatela agiram de má-fé, pois sabiam que, segundo o ‘critério fonético (ou da pronúncia)’ da base IV do AO90, ‘facto’ não passa a ‘fato’ na norma europeia do português e disseram exactamente o contrário” é minimamente esclarecedor e não dá azo a mal-entendidos. Poderá, evidentemente, haver vigaristas intelectuais entre aqueles que se opõem ao AO90. Contudo, também não é de excluir a possibilidade de haver quer defensores do AO90 a agir de má-fé (com hífen, a não ser que se pretenda aludir — é uma hipótese  — a uma “convicção que é nociva ou que não é de boa qualidade”), quer opositores honestos, quer defensores rectos e íntegros.

Por esse motivo, procuro sempre ater-me a factos, a pareceres, ao debate concreto, a ocorrências, a actos e acções perceptíveis, em vez de entrar na simplificação excessiva da discussão avulsa e das acusações em abstracto.

Diria ao senhor embaixador Seixas da Costa o mesmo que Laurent Fabius disse a Nicolas Sarkozy: “gardons au débat le niveau qu’il doit avoir”. E, como Fabius, acrescentaria: “je suis désolé de vous faire cette remarque”.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Comments

  1. José Neto says:

    Pode discordar-se legitimamente da ortografia resultante do acordo de 1990. Fernando Pessoa também discordava da ortografia de Gonçalves Viana e António José de Almeida. Mas não se minta: Em Portugal, nos termos do acordo, escreve-se «facto» e não «fato» (exceto, como é evidente, se nos estivermos a referir a vestuário).


  2. Se puder diga-me onde é que é o alfaiate do acordo, pois o facto é que eu não gostaria de por engano lá mandar fazer um fato daqueles.


  3. Caro Francisco Miguel Valada.

    O que pretendi dizer, no texto que citou, foram três verdades muito simples:

    1. A palavra “facto”, segundo o Acordo Ortográfico, não muda de grafia;

    2. Do mesmo modo, a palavra não muda, naturalmente, de pronúncia, porque, como é óbvio, o Acordo tem como objetivo uma aproximação da forma escrita do Português e não qualquer harmonização da pronúncia das palavras;

    3. Alguns opositores do Acordo, com evidente má fé, utilizam e estimulam uma confusão propositada entre as palavras “facto” e “fato”, nas suas diferentes grafias e sinónimos entre e dentro das normas portuguesa e brasileira, como meio para combaterem o Acordo.

    A circunstância de algumas outras pessoas, qualquer que seja a sua real ou pretendida qualificação, continuarem – por distração, ignorância ou por outra qualquer razão – a laborar neste erro específico não absolve aqueles que, estando bem cientes dos factos referidos em 1 e 2, procedem como se os não conhecessem.

    No seu caso, acho muito bem que, pensando o que pensa sobre o Acordo, prossiga a luta contra a sua aplicação. Está no seu pleno direito. Mas, deixe-me que lhe diga, julgo que trava uma “guerra” já perdida, em particular se pensar que, com a esmagadora difusão das novas regras através do ensino oficial, as futuras gerações já só escreverão dessa forma. Concordo consigo em que o atual estado de coisas é bem capaz de semear uma imensa confusão e, no limite, uma indesejável pluralidade gráfica, tudo isto com efeitos na dignidade da língua. Divergimos, estou certo, quanto a quem tem a responsabilidade maior por tudo isto: eu considero que ela recai, essencialmente, em quantos, por um conservantismo cultural arraigado, se barricaram na trincheira anti-Acordo e continuam a reagir à respetiva adoção, prolongando desnecessariamente a coexistência das duas grafias. Mas é um facto que essas pessoas têm o direito de vestir o fato da renitência gráfica, se bem que só o desespero justifique que a defesa da sua tese seja feita, muitas vezes, através de insultos e acusações soezes – atitude que, curiosamente, não vejo surgir do lado de quantos defendem o Acordo.

    Cordialmente

    Francisco Seixas da Costa


    • «…Em quantos, por um conservantismo cultural arraigado, se barricaram na trincheira anti-Acordo e continuam a reagir à respetiva (sic) adoção (sic), prolongando desnecessariamente a coexistência das duas grafias…»

      Pois é, estes teimosos, estes «chatos» opositores do AO, que se recusam a aceitar algo que é ilegal e inútil, além de aberrante… E que, para mais, representam a maioria da população! De onde é que será que apanharam esta mania de resistir? Até parece que tivemos uma ditadura! 😉

      «… Insultos e acusações soezes – atitude que, curiosamente, não vejo surgir do lado de quantos defendem o Acordo.»

      Como o Sr. ex-embaixador não vê e eu vejo, aqui está apenas um exemplo que demonstra exactamente o contrário:

      http://lampadamagica.blogspot.pt/2013/06/a-diferenca-entre-uma-pessoa-seria-e-o.html

      Eu poderia perguntar-lhe, caro Chico, «porque não se cala?» Mas não o faço. Porque quero que continue a falar – a escrever – em «acordês». Para continuar a fazer figuras tristes.


  4. A elegância do estilo do senhor Otávio dos Santos ficou bem demonstrada neste e, principalmente, em comentários que fez em outras sedes, sobre este tema e, se bem me lembro, sobre touradas, reizinhos ou ofícios correlativos. Numa coisa ele tem razão (em alguma havia de ter!): o comentário do defensor do Acordo Ortográfico em vigor é, de facto, lamentável.


    • As «outras sedes» a que o Sr. ex-embaixador se refere incluem, provavelmente, esta…

      http://mil-hafre.blogspot.pt/2010/04/o-nosso-homem-em-paris.html

      … e esta…

      http://octanas.blogspot.pt/2011/07/observacao-o-frances-e-arcaico.html

      … e parecia-me que ele já havia aprendido que «Octávio» continua(rá) a escrever-se com «c». Pelos vistos, ainda não. E as «Novas Oportunidades» que já acabaram!


      • Nada me dá mais prazer do que poder contribuir para a divulgação de algumas notáveis peças que injustiça cruel dos tempos condenou à escassez de leitura na blogosfera. Não tem nada que agradecer, ora essa!


        • Não tenho de lhe agradecer… e não agradeço. Mas talvez o fizesse se as suas «peças» não fossem tão… abundantes em erros ortográficos.


          • Caro correspondente dos Santos: atualmente, procurar detetar erros é um ótimo passatempo para os espetadores da blogosfera. Use o novo prontuário. É um ato de pragmatismo, mesmo se o não considerar de sensatez.


          • Afinal, vou mesmo agradecer-lhe… por demonstrar, mais uma vez, que eu tenho razão. Em três linhas apenas, em tão poucas palavras… cinco-erros-cinco: «atualmente», «detetar», «ótimo», «espetadores», «ato». O que eu podia fazer com o segundo e o quarto… Bem, ficará para outra ocasião…

            … Mas, para já, registo o seu apelo à leitura do prontuário… Ah, estes velhos hábitos, esta nostalgia, esta apetência perene por «livros (vermelhos, verdes, arco-íris) revolucionários» que sejam os guias das massas incultas mas receptivas à liderança dos «educadores do povo»…

            … E custa assim tanto escrever «Octávio»? É uma violência insuportável para si? Vá lá, faça um esforço. Vai ver que, se tentar, se insistir o suficiente, irá conseguir! Encare-o como um passatempo… pragmático e sensato!

  5. anacrish says:

    Transcrevo parte de um texto do Embaixador Seixas da Costa em que o mesmo admite a perda de importância do Português. Afinal nem o AO nos salvou. E se fizéssemos como os ingleses, esses atrasados que não fazem acordos??? Hum??? isso é que era!
    Passo a citar:

    “QUINTA-FEIRA, 31 DE JANEIRO DE 2013
    Língua portuguesa
    A convite do Observatório da Língua Portuguesa, falei hoje, na Academia das Ciências, em Lisboa, sobre o estatuto da língua portuguesa nas organizações internacionais.

    Na avaliação que fiz não fui muito entusiasta quanto ao modo como o português tem vindo a consagrar-se, na prática, no âmbito das instâncias multilaterais, nomeadamente de natureza regional. O que eu disse surpreendeu algumas pessoas, nomeadamente pela constatação de que, no seio da União Europeia, e não obstante a letra dos tratados, o recurso cada vez mais frequente a um número limitado de línguas de trabalho configura, no plano objetivo, um recuo do português nesse contexto. Expliquei também que, em outras organizações regionais, a presença do português é hoje pouco mais do que simbólica, dado que, na prática, é uma língua muito pouco utilizada. Para concluir que, na minha opinião pessoal, mesmo que tendo de contrariar o otimismo de certos discursos oficiais, o português não está hoje num curso de progressão positiva nas instâncias multilaterais. E disse mesmo isto: “porque não é uma língua de suporte efetivo de poderes à escala global”, o português, “não sendo institucionalmente uma língua menor no quadro multilateral (é língua oficial ou de trabalho em 20 organizações internacionais) é, contudo, uma língua com um estatuto inferiorizado face a outras com valor simbólico idêntico”. (…)

    http://duas-ou-tres.blogspot.pt/2013/01/lingua-portuguesa.html


    • É bom que se leia o meu post até ao fim. A citação feita escamoteia a defesa que fiz do português no ambito da UE. Vale tudo?


      • Aparentemente, a defesa que fez então do Português de pouco ou nada valeu… e agora, que no estrangeiro, nas «instâncias multilaterais», se sabe da vergonhosa complacência do Estado português para com a destruição da sua própria ortografia, menos respeito haverá para com as opiniões e posições nacionais. Afinal, que credibilidade merece quem prescinde, voluntariamente, da sua identidade – e dignidade – linguística e cultural? Nenhuma.


        • Não me consta que, nas instâncias multilaterais, a ortografia portuguesa seja um “issue” discutido. Mas talvez o comentador nos pudesse informarobre esse debate.


          • Também não me consta que a ortografia portuguesa tenha sido discutida nas instâncias multilaterais… nem foi isso que eu disse. O que eu disse foi que naquelas se SABE o que aconteceu, o que está a acontecer, à nossa maneira de escrever. Nos últimos anos não faltaram notícias em jornais estrangeiros relatando – e até ridicularizando (com razão) – o AO, as suas características e as suas consequências…

            … E, se nas instâncias internacionais políticas não há certeza que tal assunto tenha sido discutido (o que até é possível, mesmo que de uma forma… informal), há uma instância internacional cultural em que o «aborto pornortográfico» foi discutido e condenado… por unanimidade: o PEN Club.

            http://ilcao.cedilha.net/?p=7298

      • anacrish says:

        Se bem reparou, coloquei o link para quem o quiser fazer. Mas o resto do texto em nada contraria a sua afirmação inicial.
        Logo, o AO não está, de forma nenhuma, a reforçar a força da língua portuguesa.

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  19. […] é recorrente e, como acontece no sítio do costume, há registos desde […]


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  21. […] Contudo, ontem, houve Diário da República, por isso, lembrando «It’s the ads and side features sell a weekly, not the stale news in the official gazette», cá está «Published by authority in the year [one thousand and 2017]» e sistematicamente assim (umas vezes com mais, outras com menos), como é, aliás, sabido, desde Janeiro de 2012. […]


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