PSD e CDS: a obsessão da multiplicação dos pobres

“Acordo vai bem mais além do que estava estipulado pela troika”

Álvaro Santos Pereira, Min.Economia e do Emprego

O dueto Passos Coelho – Paulo Portas titula o governo mais anti-social de que há memória no País pós-25 de Abril. Tem de se reconhecer, aliás, ser um género de acção política coerente com os propósitos publicitados. Passos Coelho – lembre-se – anunciou ao País a estratégia do empobrecimento e, efectivamente, está a conseguir implementá-la com sucesso. O fecho das negociações do ‘acordo de concertação social’ constitui mais uma etapa da estratégia e a produção de novo instrumento de degradação das condições vida, já aviltadas, de centenas de milhares de portugueses.

Sei na circunstância da subordinação humilhante à ‘troika’ – com resultados catastróficos a prazo, a ter em conta o sucedido na Grécia e na Irlanda. Também não ignoro as heranças de Sócrates aos portugueses, e sobretudo os precedentes em matéria de revisão neo-liberal das leis laborais. Constato com amargura a adesão da UGT ao sinistro acordo – “Concertação. Menos segurança, menos feriados e menos protecção no emprego”, considera o Jornal “i”.

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