Mentir? 

Mentira foi a demissão irrevogável de Portas. Um golpe palaciano que afundou ainda mais a débil economia portuguesa.

 Tal como mentira foi a apresentação de um suposto guião da reforma do Estado, escrito em corpo 16 a dois espaços, para encher chouriços, e que nunca teve por objectivo ser implementado. Serviu, isso sim, para Portas acabar com o bullying de Passos Coelho, o qual perguntava pela reforma do Estado sempre que o Portas se esticava. 

Se o ridículo render votos, Cristas será sempre a campeã eleitoral

cristas

Descansem camaradas! Não, não vos venho falar da imagem colocada em epígrafe. Não vos venho falar da tentativa frustrada que a autora da imagem fez para tentar transparecer sensualidade de um feio e infantil vestido de kiwis. Não vos venho falar da imagem que a meu ver deverá ter sido o motivo que levou a Juventude Popular a promover a educação para a abstinência sexual nas escolas como aqui ironizou (e bem) o meu camarada João Mendes nem vos venho falar da falta de beleza da senhora, caso para considerar como um terrível act of god para a humanidade. Venho portanto falar-vos de Assunção Cristas, uma líder partidária bifurcada que nos dias que correm se tem assemelhado a um daqueles tentáculos das máquinas de brindes, ora focada em tirar com um crédito coelhos da cartola da gestão de Costa na CML, ora focada em tirar com a outra nabos da púcara do mesmo sujeito na AR nas questões da descida da TSU e da dívida pública.

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Não era isso que (quase) todos diziam sobre o seu governo, deputada Cristas?

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A propósito da polémica proposta para reduzir a TSU como forma de compensar o aumento do salário mínimo nacional (SMN), a deputada Cristas acusou António Costa de ter uma “maioria intermitente“, que não é “estável, credível e duradoura“. Não era isso que tantos portugueses diziam sobre o governo que a candidata à CM da Lisboa integrou? E, no entanto, o governo PSD/CDS-PP lá conseguiu chegar ao fim do mandato. E conseguiu-o apesar das birras e das facadas do parceiro minoritário da coligação. Em 2012, quando o país se insurgiu contra a proposta de aumento da mesma TSU, não para compensar um aumento do SMN, que o caminho era o do empobrecimento, mas à custa da subida das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social, o CDS-PP tirou o tapete a Passos Coelho. Assunção Cristas estava lá e participou neste duro golpe na estabilidade e credibilidade da coligação. [Read more…]

Na muche (ou na hélice, vá lá)

“O soro da verdade da Cristas dava jeito era no CDS, para sabermos o que é que aconteceu aos submarinos.” Bruno Nogueira, no seu novo programa Mata-bicho.

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E já agora, para sabermos quem é o Jacinto Leite Capelo Rego.

O CDS-PP e o preço certo em cedências

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Como se os arranjos parlamentares entre forças aliadas fossem algo raro ou exótico, Cecília Meireles indignou-se, durante a manhã de ontem, no Parlamento:

No que toca às propostas do CDS, tivemos várias formas de chumbo, muito criativas, aliás, desde a forma mais frontal dos votos contra, à forma mais fingida da coligação de votos conveniente, até uma nova forma, que é a telefónica, em que as propostas passaram mas depois passados trinta minutos alguém da bancada do Governo ligava para a bancada do PCP ou do Bloco e mudavam-se os sentidos de voto

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O sr. Feliz e o sr. (des)Contente

Rui Naldinho

No Outono de 2013 li um texto de Henrique Monteiro no Expresso, com o título: “O irrevogável populismo de Paulo Portas

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Concordo que Paulo Portas usa e abusa do populismo, com um discurso demagógico que por vezes até se torna patético. Dos feirantes aos contribuintes, passando pelas famílias numerosas, o Paulinho não se deixa de vender promessas vãs a quem se cruze com ele. A irrevogabilidade da sua demissão em 2013 não foge à regra.

Há no entanto um pormenor a salientar no percurso político e no comportamento de Paulo Portas. Talvez por ser líder de um partido político que estará sempre num segundo plano de qualquer governo onde entre, ele tem demonstrado um certo desapego ao Poder, o que mostra maturidade. Sabe ler os acontecimentos com alguma clareza de raciocínio. Vendo bem, isso é uma vantagem para ele. Assim, não sofre tanto, pois uma derrota deixa sempre sequelas. Não amua, passando a vida a lamentar-se, e acima de tudo evita o revanchismo para com os adversários.

Poucas horas depois do desfecho eleitoral de Outubro de 2015, sabendo que a maioria absoluta escapava à PAF, se é que ela alguma vez esteve em cima da mesa, Paulo Portas demitiu-se da liderança do partido sugerindo um novo rosto para presidir aos destinos do CDS. Semanas depois, perante a evidência de uma maioria de esquerda sustentar um governo minoritário do PS afirmou sem quaisquer pruridos: “O centro direita em Portugal só voltará a ser governo com uma maioria absoluta”.  [Read more…]

Dá-lhe, Cristas!

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Na sequência da polémica em torno das declarações de Mariana Mortágua sobre algo que o BE defende desde que me lembro, Assunção Cristas afirmou que “O primeiro-ministro veio pôr ordem na casa mandando o Bloco de Esquerda estar calado“, um daqueles delírios que tão bem caracteriza a líder do CDS-PP, ainda que longe do elevadíssimo nível daquela célebre anedota, capaz de ombrear com um índio que faz a dança da chuva na esperança que os deuses salvem as colheitas. [Read more…]

Ao cuidado do CDS-Madeira

PPNM

O líder do CDS-PP Madeira está preocupado com a comunidade portuguesa madeirense residente na Venezuela, vai daí, com acusações de passividade à mistura, incitou o governo regional a trabalhar num plano para preparar o regresso das centenas ou até milhares de emigrantes naquele país. Parece-me sensato, mas mais sensato seria se António Lopes da Fonseca, lider centrista madeirense, pegasse no telefone e desse uma apitadela a Paulo Portas, um tipo irrevogavelmente impecável, que até se mexe bem para aqueles lados e é de abraço com o Maduro. Ele vai lá, e, habilidoso como é, cria uma ponte aérea para a diáspora e ainda vem de lá consultor da PDVSA. Quem sabe não fica mesmo do outro lado do Atlântico. Ficávamos todos a ganhar.

Foto: Correio da Venezuela

Quanto vale um político português em Angola?

Alfredo Muvuma


Segundo uma acusação jornalística, o valor pago pelo vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, a um procurador português (Orlando Figueira) para que este arquivasse os processos-crime de investigação que decorriam a propósito das suas actividades ilegais foi de € 300.000,00 (trezentos mil euros).

A confirmar-se esta informação, ficámos a saber que um procurador da República portuguesa valerá 300 mil euros no mercado da corrupção angolana.

Entretanto, por estes dias foi anunciado com pompa que o antigo vice-primeiro-ministro de Portugal e líder emérito do CDS-PP, Paulo Portas, seria o convidado de honra do VII Congresso do MPLA. Com menos pompa, ficámos também a saber que, uns dias antes, este cidadão português (que actualmente não exerce cargos públicos) recebera num gabinete da Assembleia da República Portuguesa funcionários de uma grande empresa de que é hoje consultor e que tem profundos interesses em Angola e na África em geral: a Mota-Engil. Aparentemente, as reuniões do cidadão, antigo vice-primeiro ministro, teriam servido para preparar os negócios desta companhia em Angola, antecipando a presença do cidadão de honra no Congresso do MPLA.
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Coisas silly da season

OTDIP

encontradas nesse antro de hereges que é a taberna d’Os truques da imprensa portuguesa. Mas desta vez compreende-se, Truques: Paulo Portas é um actor político irrelevante, que não desperta grande interesse mediático e que não exerceu os mais altos cargos de governação. Para quê gastar tempo de antena com ideias soltas que, só por coincidência, se ligam na perfeição e parecem indiciar um caso com contornos pouco transparentes? Ganhem mas é juízo, que estamos em Agosto. São coisas silly da season – e porreiras -, pá! [Read more…]

Irrevogavelmente, uma missão e pêras

PP

Terminada a sua visita ao México, no final de 2014, Paulo Portas descrevia o périplo como “uma missão e pêras”. Vários contratos assinados entre empresas portuguesas e mexicanas, entre elas a “infame” JP Sá Couto, tão criticada pela direita pela ligação aos executivos Sócrates, ou a actual empregadora do então vice-primeiro-ministro, a Mota-Engil, coroavam a iniciativa que culminou na condecoração de Portas pelo governo mexicano. [Read more…]

Como uma tola em cima da ponte

ACristas

Convenhamos que, gostemos ou não do indivíduo, suceder a Paulo Portas-Engil no CDS-PP não será pêra doce. Até porque, por mais desprezível e reles que o possamos achar, Paulo Portas não é burro nenhum. Não é o típico produto martelado de uma jota, ainda que por lá tenha andado. Não é um dos tais quadros muito muito medíocres de que falava noutros tempos. Não, Portas é um tipo inteligente, sagaz. Não é qualquer palerma que tem habilidade suficiente para chegar a vice-primeiro-ministro com 650 mil votos.

Já Assunção Cristas é uma sombra mal-amanhada da sombra de Portas. Repete os mesmos chavões, usa os mesmos soundbites, mete frequentemente os pés pelas mãos, prima por um discurso no mínimo infantil e é muito, muito chata. O oposto de Portas, que nunca despiu a pele de entertainer. Uma tola em cima da ponte que não sabe o que quer ou para onde vai. [Read more…]

Pedro Passos Coelho e o síndrome de Estocolmo

Refém

As lideranças do PSD e do CDS-PP, com o apoio das suas tropas estacionadas na comunicação social, vêm insistindo na narrativa de um governo refém dos partidos com quem firmou o acordo pós-eleitoral. Em declarações recentes, em que acusou o governo de ser “comandado” pelo Bloco de Esquerda, Pedro Passos Coelho afirmou

Há uma coisa que impressiona – não é o Partido Socialista, que escolheu um candidato a primeiro-ministro derrotado, estar à frente de um Governo; é que um partido, que é o Bloco de Esquerda, que tem 10% de resultado, esteja a comandar o Governo em Portugal.

(…) se a moda pega noutros países europeus (…) Não é aquele (regime) em que eu quero viver e democrático é que ele não é.

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O velho regime vai ter que esperar

Got

Adoro ver os ressabiados a estrebuchar nos seus blogues e jornais financiados pelas elites. Eles precisam – é também para isso que lhes pagam – a todo o custo, que o acordo à esquerda se desfaça, nem que isso custe o aprofundar da ruína pelo qual os seus caciques tanto lutaram durante mais de quatro anos. Afinal de contas, só assim poderão voltar a sonhar com as suas avenças e luvas, com os seus tachos em ministérios e secretarias de Estado e com as suas viagens em comitivas governamentais, aproveitando os recursos do Estado para potenciar os seus negócios enquanto se indignam em longas crónicas contra a heresia da intervenção estatal. Não são hipócritas. É apenas malta que acredita na exploração da maioria por uma minoria privilegiada, pela qual tantos ânus lamberam e continuam a lamber. [Read more…]

Portas-Engil

PP

Meu caro Paulo, nunca, como hoje, o partido precisou tanto de ti.

Telmo Correia, 18/12/2015

Bateu-se pela renovação do seu irrevogável cargo de vice-primeiro-ministro mas, feitas as contas legislativas, começou a tratar da transição para o privado assim que pôde. O CDS-PP precisava dele, no partido como no Parlamento, mas Portas não surpreendeu e olhou, como sempre fez, pela sua vidinha. Cortou o cordão umbilical democrata-cristão, deixando os medíocres à sua sorte, seguiu para a vice-presidência da CCIP, aceitou o convite para o comentário político no TVI e agora, na senda de outros grandes vultos do bloco central, segue para a função da moda entre os ex-governantes público-privados: consultor. Ao serviço de quem? Da Mota-Engil. Alguém disse Jorge Coelho? [Read more…]

O irrevogável e os medíocres

PPLM

No dia em que o Parlamento se vê finalmente livre de Paulo Portas, Luís Montenegro brindou o país com um belo momento de ternura e humor quando, na qualidade porta-voz de “uma nota muito sentida” da bancada do PSD, exaltou o respeito, a admiração e – pára tudo – o “sentido de colaboração e cooperação que foi possível manter com o CDS-PP e com o seu presidente, o deputado Paulo Portas, nos últimos anos“. Sim, estamos a falar do mesmo Paulo Portas que tirou o tapete a Passos Coelho quando, em Julho de 2013, apresentou a sua demissão, para rapidamente “reconsiderar”, perante a irrecusável oferta de se transformar em vice-primeiro ministro e amealhar mais um ministério para o seu pequeno partido. Escusado será recordar o embaraço, a crise política ou os custos para a economia que resultaram da fome de poder de Paulo Portas. Mas castas são castas e o sapo, indigesto que foi, há muito que atravessou o aparelho e lhes saiu pelo rabiote. Resta a admiração dos aprendizes que sonham um dia ser mestres do calculismo e da intriga política. Os tais a quem Portas, num momento de clarividência, um dia chamou medíocres.

Foto: João Relvas/Lusa@DN

Paulo Portas prestes a regressar ao Parlamento

Paulo Portas despede-se do Parlamento. Irrevogável.

O adeus de Portas aos medíocres

PP

O patriota que se vendeu por um cargo e um ministério prepara-se para dar ao país mais uma prova do seu patriotismo abandonando as funções para as quais foi eleito, poucos meses após as Legislativas, provando assim que o seu interesse passava, exclusivamente, por governar. Para estar entre os medíocres, ou é para mandar ou não vale a pena perder mais tempo. Segundo noticiou hoje a imprensa portuguesa, a TVI será a próxima casa do irrevogável.

Será um excelente reforço para o ministério da propaganda, refém de jotas e académicos bafientos da escola liberal-fascista, um mestre do soundbite que se poderá agora demitir sem risco de subidas vertiginosas nos juros da dívida. Pessoalmente, penso que encaixaria melhor num CM ou naquela coisa híbrida à qual Pedro Marques Lopes um dia chamou “a Fox News portuguesa“, mas a TVI não me parece uma má escolha. Um dia glorioso para o sensacionalismo.

Sonsice a jacto

AC falcon

A propósito da viagem a Atenas em que António Costa e restante comitiva se deslocaram de avião a jacto, a trupe do ministério da propaganda não perdeu tempo e indignou-se com a pouca vergonha. Deus nosso Senhor nos acuda e salve da esquerdalhada que ousa fazer uso de tais mordomias, para as quais só fina flor do liberalismo fanático é elegível. Santificado seja o Passos Coelho que viajava em económica.  [Read more…]

Portugal, um país de chavistas sem vergonha na cara

PortasMaduro

Na imagem, para além do cumprimento caloroso entre Paulo Portas e Nicolás Maduro, podemos ver o embaixador venezuelano em Portugal, Lucas Rincón Romero, o mesmo que, por estes dias, inaugurou uma praça na Amadora com o nome do falecido presidente Hugo Chávez. Surpreendidos? Contem então quantas ruas, avenidas e praças existem neste país com o nome de antigos dirigentes mundiais.

Foi interessante acompanhar a indignação que este episódio causou junto das tropas da direita nacional. No blogue Insurgente, Rui Carmo afirma ter-se tratado de uma “homenagem da geringonça ao ditador Hugo Chávez, a que se seguiu o habitual destilar de ódio e a também habitual análise facciosa que confunde uma eleição por sufrágio com uma ditadura. Algumas pessoas não suportam que se possa usar os recursos de um país para dar uma vida mais digna para quem nunca nada teve. Que rezem um Pai-Nosso à Mão Invisível. [Read more…]

O irrevogável e o esbofeteador

Retrato_oficial_João_SoaresAmeaçar críticos com umas bofetadas não fica bem a um ministro e não me escandaliza que seja causa para a sua demissão, porque, apesar de tudo, é bom distinguir uma conversa entre amigos de uma proclamação. Ora a promessa de umas estaladas no facebook não é uma conversa entre amigos, ao contrário do que se pensa, especialmente num mundo em que os jornais e as televisões escrutinam, ao milímetro, o que se escreve nas redes sociais.

Confesso que também não me escandalizaria que João Soares ficasse no governo, após um pedido de desculpas, mesmo que não fosse sincero, até porque isso da sinceridade, no fundo, só pode ser verdadeiramente medido por quem fala. Nas nossas relações sociais, passamos a vida a representar papéis, o que nos obriga, muitas vezes, ao exercício de uma saudável hipocrisia, patente em mentiras piedosas ou prudentes. Aproveito, a propósito, para recomendar o filme A Invenção da Mentira, passado num mundo em que todos diziam a verdade.200px-Retrato_oficial_Paulo_Portas

Mesmo sabendo que um erro de um lado não desculpa um erro do lado contrário, não consigo, contudo, deixar de pensar que a ameaça boçal de agredir dois críticos é muito menos grave do que a apresentação de uma demissão considerada “irrevogável” com efeitos directos sobre a estabilidade política e sobre a economia do país.

Alguns poderão dizer que não são situações comparáveis. Têm razão: Paulo Portas não teve sequer a dignidade de manter a sua decisão e colaborou, despudoradamente, no empobrecimento de milhares de portugueses; João Soares foi só pateta.

Só inquietação

Personalidades como José Sócrates, Armando Vara, Duarte Lima, José Penedos, Dias Loureiro, Paulo Portas, Miguel Relvas, Marco António Costa ou Manuel Godinho ainda não foram indiciados nos Panamá Papers?

Regime angolano elogia Paulo Portas

o louvor que faltava desse bastião da democracia e do jornalismo independente que é o Jornal de Angola. Será que a Isabelinha lhe arranja um tacho por aí?

A coerência de Paulo Portas

Ilustrada de forma eloquente no seguinte vídeo:

(Roubado do site da SIC Notícias, ver aqui).

O fim político de Passos Coelho

Entre a estratégia de Paulo Portas e o desespero de lapela de Passos Coelho, vai a distância entre ter e não ter Mestres.

Citações

Assunção Cristas diz que OE lembra “crianças num recreio”. Página 28 do “Manual de Metáforas, Trocadilhos e Graçolas”, de Paulo Portas, edições J. L. Capelo Rego, 2015.

Pedro Guerra, o assessor de luxo do CDS transformado em humorista da bola

PG

Não sou grande adepto de programas de comentário futebolístico, mas desde que descobri esse fenómeno do humor que é Pedro Guerra, comecei a perder alguns minutos do meu serão de Segunda-feira para soltar umas gargalhadas.

Não quero perder muito tempo com assuntos de bola, ainda que a minha condição de portista neste caso nem seja muito relevante. Não me faltam amigos benfiquistas que se sentem envergonhados com os tiques fundamentalistas deste comentador que é também director de conteúdos da Benfica TV. Mas não deixa de ser interessante assistir ao fanatismo anedótico do indivíduo que cai no absoluto ridículo de afirmar que existe na Sportv uma conspiração para beneficiar o Porto e o Sporting na cobertura dos jogos ao passo que, no caso do Benfica, comentadores e operadores de câmara vivem num conluio permanente para distorcer as transmissões dos jogos do Benfica, com o intuito de o prejudicar. É tão ridículo que nem justifica mais comentários. [Read more…]

Enquanto os seus filhotes bolsavam a mais sórdidas asneiras…

… e moviam as suas patéticas manobras cá por casa, Paulo Portas quer convencer-nos de que pediu encarecidamente à Comissão Europeia que fosse condescendente para com o governo português. Asco! Mas alguém ainda acredita neste tartufo?

Crista(s)

Ela empertigou-se. Esticou o pescoço, afivelou o ar de um buldogue francês encanitado e falou. [Interessei-me pelo que vinha aí. Que diabo, já passaram algumas semanas e achei que os curto-circuitados neurónios dos dirigentes da direita mais assanhada estavam mais estáveis; e, vamos lá, ela é a putativa nova presidente do partido do Portas].

Começou a falar: falou do primeiro ministro que não ganhou as eleições mas governa, não sei quê do Orçamento e do tio Óscar, pareceu desejosa de que as instituições internacionais pusessem o governo português na ordem, custe(-nos) isso o que custar.
[Tapei o nariz, desliguei a tv e fui apanhar ar. Há coisas que nunca vão mudar].

É oficial: o conto para crianças da sobretaxa foi mesmo um embuste eleitoral

Embuste

Já sabíamos que ia acabar assim. A mentira teve perna curta mas não deixou de render uma significativa quantidade de votos à coligação do embuste. O caso foi de tal forma grave que o próprio porta-voz não oficial do anterior governo, Luis Marques Mendes, não poupou nas palavras e acusou a coligação PSD/CDS-PP de “manipulação eleitoral” com o objectivo de “sacar votos”, “mentir aos eleitores” e “aldrabar os cidadãos”. Uma “pouca vergonha”, concluiu. Agora é oficial: não há devolução da sobretaxa para ninguém. Foi apenas mais uma mentira de um governo liderado por um homem que ganhou as eleições em 2011 da mesma maneira: a mentir.

Foto@Dinheiro Vivo