Dicionário do futebolês – pode ser perigoso

Justa ou injustamente, o árbitro assinala um livre directo perto da meia-lua, a dois metros da linha da grande-área. A equipa punida terá de se colocar a quase dez metros da bola e só se pode aproximar desta depois de ser tocada. O guarda-redes será obrigado a aproximar-se de um dos postes, deixando o resto da baliza sob a protecção da barreira, sabendo que dificilmente terá tempo de reacção se a bola passar por cima dos colegas e for em direcção ao poste de que ficou mais distante. Como se não bastassem todas estas facilidades, a tarefa de marcar estes livres é sempre entregue a jogadores que têm a enervante mania de colocar a bola onde querem. Neste momento, quase invariavelmente, os comentadores gritam: “Pode ser perigoso!”

Era neste momento que o Manuel Dias, meu companheiro revoltado de tantas horas televisivas, deixava escapar três palavrões e chamava “analfabeto” ao autor do comentário. Tentarei reproduzir a explicação que ele deu uma vez, a propósito desta manifestação de iliteracia futebolística: “Imagina que vou a passar na ponte da Arrábida e há um gajo que sobe para o muro de protecção. Faz algum sentido eu dizer-lhe ‘Ó amigo, veja lá que isso pode ser perigoso!’? Não, c*****, se o gajo está lá em cima, não pode ser perigoso, é perigoso!” [Read more…]

Momentos Sport!

Um golão de um miúdo de 17 anos e, aproveitando o embalo, um vídeo com os melhores momentos do ano. Tudo tirado AQUI.

ESTE:

e mais ESTE:

A mão de Henry é a mão do diabo

Não é a mão de Deus. A mão de Maradona foi um prodígio de classe, "apenas" deu o que faltava ao "génio" de Maradona. Altura!

 

Dois jogadores a disputarem uma bola, a sós, em plena área onde o inglês podia ir com as mãos acima do seu 1,90 m de altura. A mão de Deus foi necessária para dar sentido à disputa.

 

Ainda hoje é dificil ver se anda, ou não, ali a mão de Deus. É tudo bonito, como de um bailado se tratasse.

 

A mão de Henry é a mão do "diabo", não é mão subtil, é mão, braço e ombro "sucateiros", arrebanha ganancioso uma e outra vez, face oculta de um querer vencer de qualquer jeito.

 

A mão de Maradona faz-nos sonhar,como tambem o teatro é fingimento, que nós perdoamos por ser tão belo e sonhamos. É o segredo do poeta esse "fingidor" criador de beleza a partir do nada.

 

E entre os dois há a mão de Vata a dar sentido humano a Deus e ao diabo, uma mão humana, receosa, envergonhada.

 

Foi o vento…